Estou passando por alguns momentos assustadores na minha vida. Tudo está
muito “pretty cool”. Isso não é normal. Acho graça de coisas bobas, fico
encontrando grandes significados em letras de músicas, acho que qualquer coisa
que eu goste de fazer eu tenho que fazer toda hora, e que tenho que viver tudo
intensamente. Is 17 again?????
Bom, essa minha fase me fez me apaixonar por uma série teen, na
realidade muito boa por ser tão despretensiosa e engraçadinha, mas ainda assim,
uma série teen.
É a história de Jenna, uma garota mediana, que passa despercebida pela
escola e tem uma paixão por um dos atletas, e uma cheerleader como inimiga.
Nenhum clichê até aqui, correto? No way!
O nome é Awkard e a série é realmente inusitada. Jenna tem suas melhores
amigas, uma chinesa com mãe típica (lembra muito a relação mãe e filha da amiga
chinesa da Rori em Gilmore girls) e uma menina que é sedenta por atenção
social. Tem também essa paixão por Matty, com quem mantém um caso secreto, já
que ele não quer assumir uma relação. Mas pelo que pude ver pelos primeiros
episódios, Matty também gosta dela. Para complicar a relação dos dois, o melhor
amigo de Matty também se apaixona por Jenna.
Quanto à inimiga cheerleader, Sadie...ela é a personagem mais engraçada
da série. Sadie é uma gordinha infeliz com um senso de manipulação enorme e os
bolsos cheios de dinheiro. Ela odeia Jenna por que Jenna é magra e tranqüila, e
também por que percebeu que ela tem um “lance” com Matty, o garoto dos seus
sonhos.
O que eu achei legal na série foi o tom leve com que ela trata de
assuntos não tão leves. É como se a intenção da produção fosse, justamente, mostrar
como o mundo adolescente pode sim ser um drama, mas que os próprios
adolescentes não dramatizam tanto assim. (vide O.C., a série mais babaca de
todos os tempos, tratando de tantos assuntos pesados de uma vez só que eu me
perguntava todas as raras vezes que assistia à um episodio: como serão os
adultos americanos??).
Akward é a história de uma garota, só isso. Ela ama, ela sente raiva,
ele sente vergonha, as vezes se vinga, as vezes chora, mas por mais que tudo
seja difícil, ela sabe que tem que levantar no outro dia e viver aquilo que ela
tem que viver.
Não sei se eu gostaria da série se estivesse com outro espírito. Tentei
ver Gossip Girls, Prety Little Liars, O.C. , mas nenhuma delas passou dos
primeiros três episódios. Akward está só nascendo, ainda em sua primeira meia
dúzia de capítulos, mas estou adorando ver. Outra vantagem: apenas 20 minutos
cada episódio, e os ganchos são ótimos. Mais uma série que entrou para a minha
lista.
Post em homenagem ao meu filhote Eduardo, o ser mais falante da Terra.
Estávamos vindo para o inglês quando ele me perguntou do que eu tinha medo.
Estalo.
Cabecinha da Cher funcionando até exorcizar a maldita pergunta.
Do que eu tenho medo?
Primeiro coisas básicas. Perder alguém que amo, ficar para ou tetraplégica, não ter capacidade de me sustentar, e um medo de todas as mães do mundo: que meu filho use drogas.
Nenhum desses medos me deixa sem dormir à noite, acho que são só parte do nosso instinto de preservação. São medos que todos temos, em maior ou menor grau, e acabamos vivendo em função de evitá-los tanto quanto pudermos.
Tenho alguns outros medos que são mais pessoais. Por exemplo, morro de medo de ser torturada ou estuprada. Carrego esse medo comigo desde que li sobre o militarismo no Brasil, quando eu tinha uns 12 anos. Acho que ser privada de movimento, ser humilhada, se sentir desnuda e frágil. Coisas horríveis.
Tenho consciência de que sou uma pessoa sortuda, por que embora tenha havido algumas brigas homéricas entre minha mãe e eu, eu sempre soube que meus pais estavam lá para nós. Eu nunca tive a preocupação de ser abandonada, abusada ou espancada (levei umas boas cintadas assim mesmo).
Eu não tenho medo de morrer. Acho que nunca tive esse medo, mas tenho medo de sofrer uma morte dolorida, ficar dependendo de alguém para cuidar de mim em uma cama, sentir dores atrozes por anos. Tenho medo do câncer. A palavra com C, que é tão assustadora pra todo mundo.
Quanto ao resto, sou bem saudável. Não tenho medo de animais, embora não goste de ratos. Meu filho também não tem medo de bicho nenhum, e sempre que vamos a algum evento que exibe aquelas cobras píton, nós pegamos. O Eduardo é até mais corajoso que eu, já subiu até em elefante!
Não tenho medo de altura, nem de lugares fechados (embora prefira escadas a elevadores). Não tenho medo de fantasma, embora tenha tido uma crise paranóica lá pelos 10 anos, em que morria de medo do boneco Chuck e de alienígenas. Dormi mais de dois meses na cama da minha irmã e cheguei até a molhar a cama nessa época.
Mas tem uma coisa que me deixa apavorada.
Palhaços.
Sou Coulrofobica. Lembro exatamente como adquiri meu medo de palhaços.
Eu já tinha uns 8 anos, e um dia estava vendo uma chamada na TV falando de um grupo de homens que se vestiam de palhaços, atraiam e abusavam de crianças, em algum canto do Brasil. Vi só a maldita chamada. E nunca mais cheguei perto de um palhaço. Graças a Deus que palhaços não são coisas que vemos todos os dias!
Fui ao circo com meu pai quando tinha uns doze anos. Sentamos longe, lá no fim da arquibancada, e embora eu não tenha dito nada na época (meus irmãos menores iriam rir de mim forever), meu coração ficou disparado e aterrorizado enquanto via os palhaços. Sentia que a qualquer momento um dele iria se aproximar de mim, sei lá, me levar embora e fazer coisas horríveis comigo. Por isso sempre são as outras pessoas que levam meu filho no circo. Não tenho medo de qualquer pessoa com a cara pintada de palhaço. Os palhaços de que realmente tenho medo são aqueles tradicionais, com perucas coloridas e macacões. Tipo, quem quer comer um hambúrguer de uma rede que tem isso como garoto propaganda?
É uma coisa horrível até de olhar. É uma pessoa vestida com roupas e sapatos largos, rosto pintado e peruca. Se ele fizer mal pra alguém, como vão descobrir quem ele é?
Acho que por isso mesmo, a primeira imagem que adotei no layout do meu blog foi o famoso e assustador Pennywise, o palhaço, monstro, assassino e wendigo de IT, do Stephen King. Pennywise, ou Bob Gray, aparecia transmutado no monstro que a criança mais odiava e tinha medo. Foi o lobisomem, o tubarão, a múmia, um olho gigante, mas TODAS as crianças o viram como palhaço. Ele carregava balões, andava pelos esgotos e dizia que lá embaixo, as coisas “flutuavam”...
Não posso esquecer do clássico Killer Klowns From Outer Space. Essa capa:
...ficava me encarando quando eu fechava a locadora em que trabalhei. Detalhe: o lugar funcionava até meia-noite.
A série Supernatural exibiu um episódio sobre um palhaço fantasma. Everybody loves a clown. Great Joke! Segundo episódio da segunda temporada. Eu assisti!! Com o Eduardo deitado na minha cama comigo. Pelo menos ele é mais corajoso que eu.
Olha essa droga:
Enfim, amigos. Podem tirar sarro à vontade. Meu estômago ainda está doendo. Podem fazer piadinhas. Só não me preguem peças. Ok?
Já fui uma especialista em arte, uma drogada de favela, uma cantora de banda de rock e a mulher do tempo. Me dei mal todas as vezes. Ri demais. Tudo sentada na mesa da minha cozinha com meus amigos e colegas. Wagner, Fábio, Josué e Plederson.
O nome do jogo é Fiasco, e acho que podemos dizer que ele é um RPG fácil (para quem não sabe RPG é um jogo de interpretação em que um mestre narra uma aventura e os outros jogadores a vivenciam. A derrota ou vitória de cada situação do jogo são decididas nos dados)
Primeiramente, Fiasco não necessita de um mestre. Os jogadores jogam os dados e depois estabelecem – através de opções pré-estabelecidas – quais as relações entre os personagens. Na primeira vez que joguei eu era Ivana, especialista em artes, louca para colocar as mãos em uma Katana valiosa que pertencia ao meu advogado do divórcio (Wagner) que tinha sido colega de cela do meu irmão (Fábio). Os dois tinham por objetivo abrir um prostíbulo com meninas do leste europeu. Tudo isso em Londres.
O jogo se chama Fiasco por que na melhor das hipóteses, você sofre pouco. As situações do jogo são desenvolvidas pelos próprios jogadores, como único objetivo de introduzir no jogo elementos previamente escolhidos.
Os cenários são “prontos”. Da última vez jogamos com os cenários de uma emissora de TV; e uma turnê de rock.
Em Canal 6 eu era Sarah, uma mulher do tempo que tinha gravado com Tony(câmera man) um vídeo em que um cara morria por ser alérgico a amendoim (nossa cena estabelecia que alguém fosse alérgico). Além de tentar recuperar a fita que tinha se perdido, ela ainda tinha que lidar com as burradas de Rick, o repórter de amenidade da rede, que era seu colega de faculdade e filhinho de papai, pai esse que pagava Sarah para vigiar o filho. Enquanto eu precisava desesperadamente recuperar a fita, Rick só pensava em se dar bem em uma campanha publicitária de sapatos, coordenada por um velho gay e pervertido. Tony também tinha uma missão: encontrar um cineasta para quem pudesse mostrar seu vídeo de morte.
No desenvolver da história Tony trocou (sem querer) sua fita de morte pelo teste comercial de Rick, e a única pessoa que aparecia na fita – além do morto – era Sarah. O pai todo poderoso de Rick, Thomas, se apoderou da fita sem querer e resolveu resguardar Sarah, desde que ela continuasse cuidando do filho bobão. Rick conseguiu o teste e ficou famoso. Tony também conseguiu o que queria, virou cineasta, mas com o tempo começou ficar atormentado em conseguir o filme perfeito e se envolveu em perversões terríveis, como filmes snuff. Sarah acabou presa pela morte do homem alérgico a amendoins. Chamamos a situação de Peanut Case.
Não entendeu nada? Compreensível.
Fiasco é um jogo de liberdade e interpretação. Fazemos as vozes e trejeitos dos personagens, inventamos e atuamos nas cenas e no final, todo mundo se dá mal. O jogo tem curta duração (2 horas em média) e mais parece um filme, com flashback, cenas secretas, personagens não jogadores, etc.
Nosso segundo jogo foi desenvolvido por um brasileiro e batizado de Rio 40 graus. Escolhemos como cenário um morro e foi o jogo mais divertido de todos, talvez por que jogamos em quatro. Quanto mais, melhor. Minha personagem era Suzicleide (mas pode chamar de Cleidinha), uma drogada um tanto gorda que se achava gostosa e era realmente irritante. Minhas relações (sempre com os jogadores sentados à direita e à esquerda) eram com Zé do CD (Fabinho) de quem eu era sócia em uma barraca de muamba e com Juan (Plederson) um traficante muito gay que me fornecia droga. A personagem Tião Marreco (Wagner) era um ex presidiário que tinha sido amante de Juan. Esse ex presidiário conseguiu a proeza de ser solto da cadeia, chegar atrasado à entrevista de condicional, ser novamente preso e fugir da prisão com o Tatu e outros companheiros. Tudo isso em um único dia. Enquanto isso, Juan tinha seus ataques de fúria e vingança contra o mundo, principalmente depois que o primo Pablo morreu ao pular na frente de uma bala que era para Juan. O sofrimento de Juan foi intenso, enquanto ele assistia à Sex and the City com seu poodle rosa, Fifi.
Houve uma guerra de traficantes (com direito à granada), um baile funk e Cleidinha foi condenada a morte, jogada em um galinheiro e deveria ser morta à bicadas. Coisas imperdíveis nessa partida: nomes dos personagens não jogadores (Zé fumaça, Zé da esquina, etc...), a interpretação do Plederson e o sotaque do Fabinho. Um viva para a imaginação do Wagner, que fez um simples jogo de Fiasco virar um filme estilo Cidade de Deus. ( o áudio da partida está aqui, enjoy)
Quer jogar Fiasco? Vamos marcar um dia, no fim de semana.
Tenho escrito bastante, sobre várias coisas diferentes, meus pensamentos e sentimentos e algumas coisas que eu nem percebia antes. Meu amigo Mário chamou isso de catarse, no último email que trocamos.
Pode ser. Talvez eu esteja me expressando através das letras, ao invés de sair por ai falando, como é costume maior pra mim. Talvez o que eu precisasse nesse tempo todo em que estive quase inativa com meus escritos, fosse justamente voltar a sentir que existe um propósito por trás deles.
Então eu perguntei o porquê de escrevermos, principalmente na internet. Pra quem estou escrevendo? Qual é o objetivo dessa catarse?
Se eu quisesse escrever só para mim, poderia fazê-lo em um diário, arquivar os textos, deixá-los em uma pastinha discreta. Se estou escrevendo para alguém, pra quem? Uma pessoa só, um público, um alvo?
Bem, cheguei à conclusão de que os textos do blog são diferentes um do outro. A intenção é diferente na publicação de cada um deles. Alguns são apenas desabafos que publico para tentar ser corajosa. Foi um desses textos que “incomodou” e “mexeu” com algumas pessoas. Foi uma pirraça, um pensamento aleatório que ganhou corpo em um texto e que a partir do momento em que foi publicado, deixou de ser um texto para se tornar parte de mim e dos que o leram. Escrever sobre assuntos espinhosos é sempre difícil pra mim, por que meus pensamentos vão se tornando cada vez mais profundos e fortes. Como no momento só minha opinião que conta, esse tipo de texto também se torna fraco, por que ele não pode ser argumentado na hora. É mais ou menos como fazer um discurso, e eu sempre prefiro o debate.
Outros textos, escrevo com algum objetivo em mente. São dois ou três em todo o blog, mas cada um deles teve um por que de estar lá naquele momento. Talvez o primeiro deles tenha sido o “Eu quero” que escrevi em um dia muito louco, em que estava com vontade de sumir no mundo e cair na vida, sem levar nada ou dar satisfação para ninguém. Algumas pessoas choram diante de dias assim, outras tomam um porre, eu eternizei com uma página escrita. É um texto que li vezes sem conta, quando precisei me focar e entender que a vida que eu tinha era a que eu precisava aceitar.
E de um momento para outro, escrever me fez perceber que não, eu não tinha que aceitar as coisas que eu não queria mais, ou que não me faziam bem. Então eu posso dizer que meus textos também me fizeram crescer e amadurecer. Até dois meses atrás duas coisas me incomodavam muito. Uma eu consegui mudar, e a outra (não tão fácil) estou me empenhando o máximo para ser a próxima da minha lista. O engraçado é que essas coisas já faziam parte da minha lista de reclamação há muito tempo, mas se acomodar com certas situações pode ser um veneno para uma vida feliz e realizada.
Eu reflito escrevendo, mesmo que muitas vezes eu nem diga nada. Fazer meus pensamentos tomarem uma forma na tela do PC me faz crescer.
Eu sou uma pessoa caótica. Minha mesa no trabalho é organizada, mas minhas gavetas são uma bagunça. Meus arquivos no computador estão todos espalhados por todos os lados e eu sou capaz de fazer 10 coisas de uma vez só. Se minha vida concreta pode ser uma loucura assim, minha cabeça é mil vezes pior.
Eu penso. Essa coisa de “penso, logo existo” é uma asneira. Eu penso, logo quero pensar pelos outros, adivinhar sentimentos e intenções. Eu penso e vou tentando traçar perfis e personalidades. Eu penso demais. E escrever me faz frear isso. Escrever me faz pensar mais devagar e a partir daí, pensar no que realmente importa. Eu tenho que saber o que os outros estão pensando? Não, Cher!
Meus amigos sempre me dizem para não me preocupar com o que eu não posso mudar. Eles sempre estão aqui quando eu preciso, mas eu nunca consegui fazer isso, até começar minha catarse.
Escrever me cura de minhas neuroses, me faz colocar minhas ideias, pensamentos, desejos em ordem. Ser lida às vezes é a única maneira que encontro de dizer algumas coisas que sinto. Então, leitor, se em algum momento você achar que aquela frase especifica foi para você, pode ser que você esteja certo.
Também existem os textos divertidos, aquelas coisas que escrevo para que todos saibam onde procurar alguma coisa diferente para fazer. Sou uma grande incentivadora da leitura, em todos os lugares. Empresto meus livros pra todo mundo, quando vejo um adolescente em uma livraria ou biblioteca, escolhendo algo para levar, eu sempre vou dar uma dica. Quando os alunos da minha escola chegam com um livro debaixo do braço, sempre pergunto o que é e o que estão achando. Sinto que ganhei o dia quando um dos alunos senta na minha sala e começa compartilhar uma história comigo, por que todos me reconhecem como leitora. E agora como escritora. Todos os dias alguém vem com as palavrinhas: “Cher, li seu blog”.
O motivo de ter criado o blog foi para poder passar adiante minhas sensações ao pegar um livro nas mãos. De poder dar dicas de coisas legais da TV. Para mostrar onde achar coisas interessantes para as horas de lazer. E agora o blog me ajuda a passar por esse momento de catarse, de mudança, de amadurecimento.
Neste mês de agosto o blog virou meu novo queridinho. Não meu único queridinho. Espero que quem me conhece esteja testemunhando boas mudanças em mim (às vezes eu tenho medo de não estar realmente mudando) através dos meus escritos, afinal, alguns dos meus leitores nem estão tão próximos fisicamente. Espero que as pessoas que eu estou conhecendo melhor agora, e entre elas uma em especial (eis uma frase com alvo certo) consigam me entender melhor através do que eu publico aqui. E desejo, do fundo do coração, que tudo de bom que eu estou querendo aconteça, por que eu mereço.
Voltando ao normal do blog, vamos falar sobre coisas inúteis que divertem a gente.
Seriados.
Estou assistindo tantos seriados que vou ter que fazer uma tabela. =p
Neste ultimo mês descobri dois e fui apresentada a mais um.
Meu amigo Edson chegou com um papo de que estava assistindo uma série bacana, sobre teoria da conspiração (assunto que eu quase não gosto) e me ofereceu um pen drive (o negócio de flores está mesmo ultrapassado). A série é Warehouse 13.
Premissa: o governo dos EUA mantém um top secret depósito no meio da Dakota do Sul onde são guardados todos os artefatos mágicos em que os agentes do depsito conseguem colocar as mãos. Já vimos bombas de implosão, um casaco indígena que permitia passar através das paredes e uma poltrona que pertenceu a um hipnotizador e ativava os desejos subconscientes das pessoas. Gostei da ideia, mas muitas coisas me diziam para não assistir ao seriado. A primeira é a emissora que o veicula. Não gosto das produções da SyFy. São chatas. De baixo orçamento, com atores ruins, histórias fracas e efeitos cretinos. Pelo menos eles não tentam ser pretensiosos, e acho que até assumem isso. A SyFy se designa um canal nerd e age como o público acha que os nerds devem agir. Outro motivo que me deixou cabreira foi a produção de ficção científica atual. Entre 4400, V, Falling Skies, Heroes e companhia, a única coisa que parece realmente estar funcionando é Fringe. O restou foi uma droga (embora eu tenha uma paixão secreta por V, que foi cancelada #TODOSCHORA).
Mas eu prometi pro meu amigo querido que eu ia assistir e o fiz. Adorei.
A série continua sendo uma produção da SyFy, com todos os elogios acima, mas diferente de outras (como a novíssima e boring Alphas) ela tem uma coisa que salva todas as furadas: atores muito bons. Bom, pelo menos para os parâmetros de uma ficção cientifica. A série é bem humorada, e tem alguns personagens bacanas, como os agentes Myka e Pete, que formam uma parceria nada usual. Ela é certinha e séria, ele tem sexto sentido e adora cookies. Algumas cenas entre os dois entram no ranking das mais engraçadas e se você tiver a oportunidade, vale a pena (não achei nenhum vídeo bacana no youtube)...
Além dos agentes (serviço secreto, não FBI) temos o administrador/cientista maluco no depósito. Artie. O homem é um tanto quanto avesso à tecnologia, gosta de guardar segredos e é uma extensão do depósito. Além deles temos personagens menos relevantes e interessantes, pelo menos por enquanto. Ainda estou assistindo a primeira temporada, mas o seriado está indo para a terceira.
Mais uma coisa bacana em WH13 é que a maioria das situações apresentadas tem algum fundo histórico. Não sei até onde os fatos podem ser confirmados, já que muitas coisas bobas são misturadas aos nomes científicos, mas eu aprendi que a ilha de Manhattan foi vendida aos holandeses pelos índios, por 24 dólares.
Recomendo Warehouse 13 para os dias de tédio, e para passar 40 minutos leves e divertidos.
O sofrimento trás crescimento e a cegueira temporária, uma maneira melhor de ver a vida.
Às vezes somos tão resistentes às mudanças, que acabamos vivendo aquela situação infeliz por tanto tempo que depois não conseguimos mais sair daquilo. O medo de mudar de emprego, cidade, curso na faculdade. O medo de comprar uma coisa que sai um pouco do orçamento, de fazer uma viagem que pode mudar nossa perspectiva sobre as coisas.
Quero deixar de pensar na “Vida como ela é” a La Nelson Rodrigues e pensar na vida como eu quero que ela seja. E a minha decisão de viver assim me fez perceber que a visão que eu tinha sobre tudo estava condicionada a não me fazer me sentir desconfortável.
E eu passei a pensar mais longe.
Todo mundo sabe que minha mente é hiperativa. Eu suprimi isso por muitos anos, e agora só quero dar vazão ao que penso, analisar as coisas de uma maneira livre e, que se dane quem não concordar com que eu vou dizer, afinal, eu posso mudar de opinião amanhã. Deixei de ter receio de dizer, de pensar e de publicar, e amém pra quem ler.
Mas também não quero fazer do blog um diário virtual, afinal, sou entediante. Então quero falar de uma música que ouço faz tempo, mas que pra mim tomou um significado muito diferente nessas últimas semanas. Vocês podem encontrar a letra aqui, vou escrever só sobre algumas estrofes e o vídeo está lá embaixo. A música é Pretend That You're Alone, do Keane e fala sobre as nossas neuras sociológicas.
A letra deixa clara a importância que nós, seres humanos, damos a nós mesmos. Qual é a diferença entre nós e os outros animais, já que se chegamos ao ponto em que chegamos, temos uma sociedade “tecnológica” foi só o instinto de sobrevivência que nos fez isso? (We are just the monkeys, who fell out of the trees/Somos só macacos que descemos das árvores).
A verdade é que o ser humano é um produto evolutivo. Viemos dos covardes, que fugiam dos perigos e sobreviveram. Viemos dos assassinos que mataram para se proteger e tiveram descendentes. Viemos dos fracos, que não lutaram nas guerras, mas tiveram filhos.
Somos seres egoístas, orgulhosos de nós mesmos e com tantas falhas de caráter que não sobreviveríamos sãos de uma análise fria e profunda.
Eu sou do tipo que dou tanta importância aos meus problemas que eclipso os problemas dos outros, até o momento em que paro e penso que ainda tenho muitas coisas pelas quais posso dar graças. Mas esse meu egoísmo não vem de mim, vem de quem nós somos. Eu sou só mais um ser humano torto, que se acha especial. (And love is just our way of looking out for ourselves/ Amar é uma maneira de cuidarmos de nós mesmos).
Dou uma importância imensa ao amor. Frequentemente falo que amar alguém além de nós mesmos é a única maneira de evoluirmos como pessoas. Você poder se doar para alguém que não tinha nenhum vínculo anterior contigo. O ser humano pode fazer conexões. Minha visão disso não mudou, mas em dias cínicos como o de hoje, penso se isso é realmente é verdade. Amamos por que queremos nos dar para alguém ou queremos alguém que esteja lá por nós. Alguém que nos seja “exclusivo”, alguém que funcione como mais um membro do nosso corpo. Falava com um amigo sobre o egoísmo do começo dos relacionamentos. Ou você não quer ficar sozinho, ou sente tesão, ou quer ser visto com alguém, ou perceber que alguém te admira e manter essa pessoa por perto. Acreditar em amor à primeira vista seria a única maneira de me fazer imaginar o começo de um relacionamento como algo não egoísta. Infelizmente, não chego a ser romântica a esse ponto.
I wonder what I'd do, if I could wake up every morning
With a clean slate
I'd burn through the cities, I'd tear through the towns
Cos there's no deals to make
Então chegamos a nós, crus. A tábua rasa. A clean slate.
Lembro daquela música que perguntava “O que você faria se só te restasse um dia/ se o mundo fosse se acabar, me diga o que você faria?”
O que você faria?
Se você pudesse se despir de todas as convenções sociais, fazer o que quisesse. O que você faria? Quem você seria?
Você seria satisfeito. Feliz. Despido de qualquer trava.
Não viveria muito, claro. O mundo seria um mar de sangue, sexo e assassinato. Mas o mundo já é assim. Por mais que pensemos que estamos seguros, nem dentro de casa podemos dormir sem um olho aberto, por que meu amigo, você não conhece ninguém. Você não se conhece. Amanhã alguma coisa pode explodir em sua cabeça e você pode ter seu dia de fúria, espancar sua mulher, brigar com alguém no trânsito e ir para a cadeia, dar um soco no seu professor ou trair seu marido por que ele não levou leite pra casa.
Pretend that you're alone now
And everything's gone
Just animal reflex
There's no one looking on
Forget about religion
Forget about shame
Pretend that you're alone now
Imagine um dia que você pode sair na rua e ninguém vai perceber o que você está fazendo. Ou melhor, finja que você tem um super poder. Você faria algo de bom?
Tente esquecer Deus, tente não pensar no que os outros pensam de você. Imagine que você é só instinto, o que você faria?
A única maneira de sobrevivermos é fingir que somos o que achamos que somos. A única maneira de vivermos é nos sentirmos úteis, traçarmos objetivos, vivermos para algo ou alguém. O egoísmo, tão natural e instintivo, é visto com algo rum e pode destruir uma pessoa, por que alguém egoísta nunca pode ser feliz em uma sociedade como a nossa, onde somos forçados a viver para os outros. Você vai ser julgado, condenado e apartado das outras pessoas. Você vai ser sozinho e se sentir sozinho, por que seu egoísmo não vai funcionar se ninguém te ouvir ou se importar com você. Então você vai esconder quem você é e viver de acordo com as regras que não são suas e um dia, amigo, você vai explodir, perder tudo e ainda achar que é infeliz. Mas não, você não é infeliz, você só está refletindo a opinião de uma nuvem chamada sociedade, que acha que se todos forem iguais, e tiverem as mesmas intenções, o mundo vai ser um lugar melhor.
Não, o mundo não vai ser melhor.
So, pretend that you’re alone now...what will you do?
We cling to all our lives
Cos we are just the monkeys, who fell out of the trees
Na descrição do blog falo sobre o universo literário/televisivo e musical pop, mas francamente, nunca escrevi sobre música aqui.
O fato é que não sou uma pessoa auditiva. Músicas, para mim, são como memórias olfativas. Cada uma que eu gosto tem um motivo todo especial de ser.
Posso gostar ou odiar uma música pelo que ela representou na minha vida. E sou eclética.
Como sempre convivi com pessoas musicais, alguns músicos inclusive, aprendi a gostar de várias coisas.
A primeira coisa sobre meu eu musical é que amo jazz. O saxofone produz um som que dói na alma, e eu sou uma pessoa melancólica o suficiente para adorar um bom som de sax. Também amo música clássica. A música clássica tem uma qualidade de mexer com nosso físico...consigo sentir os acordes na corrente sanguínea. Mas mesmo assim não sou muito de ouvir, principalmente porque sou super fã do silêncio.
Mas, já que resolvi falar um pouquinho, devo dizer que minha primeira influência musical veio da minha mãe. Desculpa, gente, mas eu amo ABBA, Village People, Elton John e todas essas coisas old que minha mãe me passou. Também tenho um amor secreto e pouco admitido pela dupla sertaneja Christian e Ralf, me perdoem, mas isso veio praticamente do berço. Sei cantar todas as músicas deles produzidas até o meio de ’90. Sou linda?
Bom, músicas me trazem sensações.
Por que eu amo Bon Jovi? A banda apareceu na minha vida lá pela sétima série, e junto com ela minha primeira amizade adolescente de verdade, com amigas que compartilhavam tudo, que iam na casa uma da outra e podiam falar dos problemas familiares sem se sentir constrangida. Nessas reuniões, ouvíamos Bon Jovi. Sempre tive uma quedinha pelo Sambora, ainda usávamos fita cassete e tudo era lindo e colorido. Sofríamos por amor, mas tínhamos umas as outras. Se amo Bon Jovi hoje dedico isso a duas amigas que não vejo faz anos, mas estão no meu coração FOREVER: Sílvia e Thais. A gente chorava assistindo milhares de vezes seguidas o clipe de Always.
Adoro Guns’n’Roses. Essa paixão veio de um namorado. Foi uma das pessoas musicais que passaram pela minha vida. Welcometothe Jungle também foi o que me despertou o primeiro interesse pelo inglês. Ouvir isso hoje me traz uma pontinha de nostalgia de quem eu era naquela época. Apaixonadinha, bobinha e felizinha. (nota: me sinto muito melhor sem os “inha” na minha vida). Sem esquecer nunca daquela boca gostosa do Slash, pai do céu!
Tenho um amigo querido, maravilhoso, que é baixista (e futuro psicólogo) que trouxe coisas pra dentro da minha vida que eu nem sabia que existiam em mim. O Lucas foi a pessoa que me fez perceber que eu podia fazer o que quisesse sem depender de mais ninguém. E esse é meu sentimento ao ouvir Paralamas do Sucesso. Sempre eram os Paralamas no carro enquanto a gente bebia e eu falava (até hoje ele me diz que eu falo pra caralho).
Raul Seixas. Minha mãe sempre ouviu Raul, eu por tabela. Mas o negócio tem um significado pra mim por que uma vez eu fiquei brincando com o meu melhor amigo – Wagner querido - sobre que música combinava com cada um de nós. Não lembro qual era a minha, mas a dele era uma do Raul não lembro o nome, mas o trecho era “Não sei onde eu tô indo, mas sei que tô no meu caminho”. Ouvir Raul me faz sentir liberdade. Acho que pela aura do cantor mesmo. (ainda não me perdôo pela participação do Paulo Coelho nisso, masss...).
Amo Keane. Isso veio nos últimos anos, com o último namoro. O namoro acabou e o Keane ficou. Lembro que a primeira vez que ouvi Keane estava indo para outra cidade, aquela estrada aberta, o céu azul, o mundo infinito. Eu me sentia pequena (sentimento oceânico do Freud?) e Keane me passa humildade. Cara, eu não sou nada. Existem quase sete bilhões de pessoas por aí...eu sou especial? Eu sei que sou para algumas pessoas, mas no final das contas, eu não sou nada. Estou ouvindo Keane agora, não esperem muitos surtos de humildade da minha pessoa.
Aí tem Maná. Essa banda eu aprendi amar por mim mesma. Foi uma fase boa da minha vida, em que as coisas começaram acontecer muito rápido, entrando na faculdade, aprendendo outra língua, conhecendo pessoas novas e fofas que agora eu amo! Maná me ajudou com meu espanhol, me interessei pela cultura da América Latina e me distraiu muitas vezes. En El Muelle de San Blás é genial! Eres mi religion perfeita.
Também curto Creed, Nickelback, adoro Cake (beijo aqui para a Lari, que sempre lembra de mim quando ouve Cake e posta recadinhos no Twitter) , Queen (quem não gosta de Queen, senhor?), Red Hot.
E tenho meus pecados, se os acima não são o suficiente. Gosto de Train, Macfly, Back Street Boys...
Como eu disse, música pra mim são memórias. O legal é que sempre existem algumas memórias sendo construídas. Algumas músicas sendo escrita, e outras antigas ganhando significado todo novo.
Posso falar de uma banda ou outra aqui vez por outra, mas esse post é basicamente o que sei de música. Nem 1% do que sei de livros, séries, a vida, o universo e tudo mais... =]
Escrevi esse post ontem na hora do almoço, e de tarde conversei com um amigo virtual de anos, o Cristian Valverde, que me apresentou outra banda, que estou ouvindo agora. Mt. Desolation. Adorando...e posto um vídeo deles aqui para finalizar