quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Pérolas aos porcos.




Adoro essa expressão. Pérolas aos porcos.
Ela tem um quê de poesia trágica. Significa, basicamente, dar algo a alguém que não vai saber aproveitar.
Existem milhares de pessoas assim por aí. Hoje foi o dia de conversar sobre os dramas existenciais com um dos meus melhores amigos, e dessa vez foi muito estranho, por que nós dois estamos em fases ótimas de nossas vidas. Pedi para que ele me fizesse uma promessa: que nós vamos sempre tentar fazer as coisas do jeito mais simples possível.
Não é fácil, lógico.
Por natureza somos complicados, indecisos, fadados ao fracasso. Estamos sempre em busca de alguma coisa que não sabemos o que é. Estamos sempre atrás de algo que pode ser ruim pra nós. E dificilmente desistimos daquilo no que emprenhamos tempo e esforço, mesmo sabendo que não vai dar em nada.
Por outro lado, desistimos de muitas coisas novas sem ao menos tentar. “ah, mas não vai dar certo por que ela é tão diferente de mim”, “não vou conseguir por que é muito caro” ou “não tenho coragem de arriscar o certo pelo incerto”. O que você não entende, brother, é que nada é certo nessa vida. Você está lendo isso agora, e um satélite da NASA pode cair nessa sua cabecinha linda e cheia de sonhos...sem que você realize nem um deles.
Algumas pessoas simplesmente não conseguem aproveitar as oportunidades que a vida dá. Depois se arrependem...”e se eu tivesse feito isso ou aquilo”. “ E se eu tivesse arriscado mais”.
Já dizia um titã: devia ter arriscado mais, e até errado mais...
Essa é a beleza da vida. Para isso estamos aqui.
Quebrar a cara faz parte. Quebrar a cara é viver.
Então, irmão, irmã (aleluia) levanta sua bunda da cadeira, dê um passo a frente, faça algo de diferente hoje. Faça a diferença na sua própria vida, e não deixe a vida te levar, por que o caminho que ela segue com certeza não é tão proveitoso e divertido quanto aquele que você pode traçar.
Hoje é isso.

Sobre ilhas, arquipélagos e geografia da manipulação.


Como dizem por ai, nem tudo são flores. Ainda bem, porque plantas não são a minha coisa favorita no mundo, embora eu goste de ganhar flores, como toda mulher.
Eu estava hoje achando engraçado observar como algumas pessoas se dão muito valor. Se acham demais. Pode parecer piada quando eu falo, já que eu me faço de arrogante algumas vezes (sempre), mas quem me conhece sabe que eu sou só uma idiota tentando aparecer.  Eu trato minha vida pública com um palco, em que eu geralmente estou sorrindo, mas meu muro de proteção, também conhecido como “amigos” sabe que o negócio comigo é bem mais embaixo. Mas algumas pessoas não sabem a letra da linda música do Cazuza “Faz parte do meu show”, por que algumas pessoas acham que são um show a parte.
Bom, talvez algumas sejam...uma dessas comédias stand up tão ridiculamente comuns hoje em dia em que as pessoas tentam imitar o Chris Rock e fracassam miseravelmente. Mas, enfim, Cláudia, senta lá por que você é só mais um filhinho de Deus, não veio com etiqueta de lave-a-seco e não é melhor que nenhum de nós, outros, meros mortais.
Odeio gente que se acha importante. Você ganhou um prêmio Nobel de medicina, um Politzer, tem a porra da mão na calçada da fama, ou matou um presidente?
Não? Então fecha a boca e perceba que você não é ninguém.
O que algumas pessoas teimam em não entender é que ninguém vive sozinho. Às vezes você só consegue chegar a algum lugar se tiver o apoio de alguém, e – alÔÔÔÔÔ – eu disse apoio, e não usar alguém como pau de escora. 

Cansei dos discursinhos ridículos de “eu mereço”, “eu sou tão bom” e “eu sou especial”. É muito EU. É muito MEU. É muita encheção de saco, camarada.
Dizia o sábio que todo homem é uma ilha. Então tá. Todo homem é (está em) uma ilha, mas as ilhas estão num arquipélago bem apertadinho e todos precisamos de barquinhos para ir de um lugar ao outro. Se na sua ilha você planta cenouras, você não pode nunca comer carne de coelho, já que você não pode criá-los? Aliás, eu não gosto nem de pensar em barquinhos. Prefiro as pontes. Prefiro entender que estou disponível para as outras pessoas como espero que elas estejam para mim. Prefiro entender que o mundo é sim, um lugar cruel e escuro algumas vezes, mas que nós podemos ser a luz de alguém. Que um sorrisinho bobo pode melhorar o dia de alguém, uma palavra de carinho pode fazer a pessoa deixar de ter pensamentos sombrios, um abraço pode fazer toda a diferença em atitudes futuras.
Cara, você não precisa gostar de TODO mundo, e pode ter certeza que um bocado de gente não vai gostar de você. Mas você pode TENTAR. Fico brincando com o Diógenes que nós vivemos uma batalha de egos (coisa que está perdendo a graça, depois de um tempo), mas é uma disputa divertida e justa, porque existe respeito entre as partes. Acho que a palavra de ordem mesmo é respeito. Empatia. Semancol.
Respeite o seu próximo, se você não pode amá-lo. Como eu disse, você não precisa gostar de todo mundo, pode até detestar alguns (e pelo tom do texto, percebe-se que eu detesto :S), mas respeite as pessoas. Não veja a vida como um tabuleiro. Não veja as pessoas como peças que você pode dispor. Você não pode dispor de nada nessa vida. Como diz o mestre King: tudo que você ama lhe será arrebatado. É. Um dia você vai perder tudo. Reze para ser quando você estiver morto, e não em vida.
Aja de modo que, quando você estiver desesperado, tenha um, pelo menos um número para que você possa ligar. Aja de modo que você tenha amigos com quem sair para tomar uma cerveja. Viva a vida como se aquelas pessoas que estão do seu lado fossem você.
Porra, estou me sentindo o Bial. E use filtro solar.
É tão fácil guardar mágoa...eu tenho uma caixinha cheia delas. Algumas acho que vou levar para sempre, mas eu sempre digo para as pessoas que vem reclamar de algo que outro fez que somos obrigados a perdoar um erro honesto. Eu já cometi tantos erros honestos na minha vida, acho que sou campeã. Mas eu nunca quis fazer mal a ninguém, e sinto que isso faz toda a diferença. Na verdade, na maioria do tempo creio que sou civilizada, compreensiva demais. E GOD, o que eu perco com isso?
Minha pele é boa, meus cabelos e olhinhos míopes brilham por que eu posso deitar minha cabeça no travesseiro a noite e dormir o sono dos quase justos. Quantas pessoas podem dizer o mesmo? Eu respondo...a maioria.
Mas ai tem aquelas algumas que não podem. Algumas pessoas que são realmente ruins, algumas pessoas que querem o mundo aos seus pés, os outros lambendo o chão em que elas pisam. E eu vejo que essas são as pessoas mais sozinhas do mundo. Não importa o que – ou quem – elas tenham naquele momento. Amanhã nada disso vai estar mais ali. Por que essas pessoas não são especiais como pintam. Não são maravilhosas como querem que pensemos. Não são fortes, nem belas, nem justas e muito menos boazinhas. São ilhas. Mas não no arquipélago. Não tem vizinhos, nem pontes, nem barquinhos.
Algumas pessoas se acham continentes. Mas são apenas ilhotas inférteis, sem cor e nem uma palmeira. Algumas pessoas têm atitudes diárias que mostram exatamente onde elas estarão em 10 anos: no mesmo lugar, e ainda sozinhas...
O pior de tudo é que esses são os que não vão mudar. Os que vão ser assim sempre. Vão ser os egoístas, os manipuladores, os falsos e vingativos. Serão os que terão como único objetivo serem adorados. E sempre terão sua corja de comensais. Mesmo que seja por pouco tempo. Por poucos dias.
Me dói conviver com pessoas assim. Me dói ver pessoas legais sendo levadas por essa onda de falso amor e bondade. Eu poderia dizer: camarada, você é o próximo a quebrar a cara. Mas cada um veio para viver sua vida e lutar suas lutas.
O que EU faço é estar por perto de quem eu sei que vale a pena. Muita gente vale. Graças a Deus.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Sangue. (Vampiro como figura Pop)


Vamos falar de vampiros?
Bom, não sou nenhuma especialista no assunto, mas tenho um segredo para você, leitor: eu acredito que eles existam! Sério! E acredito em lobisomens também.
Existe certa modinha sobre os vampiros ultimamente. Acho que a figura do vampiro é tão popular por que envolve mistério e eternidade, uma ânsia por viver uma semivida e, claro, a sexualidade das criaturas. (isso pra quem não viu o Nosferatu, é claro).
Vampiros são criaturas sedutoras, sexy, instintivas, cruéis, egoistas, bonitas, agéis, tradicionais, poderosas e importantes. São seres sobrenaturais, animalescos, encantadores, charmosos e assassinos. Vampiros são encontrados nas lendas de várias civilizações e podem ainda estar caminhando entre nós.
Sempre gostei da figura dos Vampiros, e meu primeiro contato, claro, foi com o Zé Vampir! Eu gosto muito do monstrinho da turma da Mônica! Aliás, adoro a turma do Penadinho, são personagens divertidos e os autores dos quadrinhos têm sacadas geniais, como quando o Frank entrou em depressão por que não teve infância. 
 

E temos é claro o vampirinho Draky, da Turma do Arrepio (eu tinha o chinelinho quando era criança). Eu sempre gostei da turma do Arrepio, mas gostava mais da múmia por que ela é tão fofa. **
Esses personagens foram os primeiros vampiros que eu conheci. Fofos sugadores de sangue. 



Um pouco mais velha descobri o gótico nos vampiros, não riam de mim, através da novela Vamp. Lembro de pouquíssima coisa, já que eu era um bebê, mas  lembro dos becos escuros e barulhos de salto, e da Cláudia Ohana...a novela era legal, mas se eu fosse minha mãe, não teria deixado eu ver. Mas enfim...me apaixonei por vampiros com Vamp (me enfiem uma estaca). O legal era que tinha lobisomens e a história do padre caçador. Quero ver de novo!


Com uns 13 anos, li o Drácula. Bram Stoker, the Best. Foi Stoker quem fundamentou a imagem do vampiro, com Drácula. O livro é um clássico, não só na literatura gótica, como na universal. Além disso foi um dos livros mais filmados da história, com adaptações mil, algumas umas verdadeiras porcarias, e algumas obras de arte. Pode-se dizer que Drácula foi a base para toda a cultura vampírica (aqui o Word me sugeriu a palavra “vampiresca” e eu mandei ele ir tomar no cu) do século XIX em diante. Existem os filmes, os livros, seriados, HQs, novelas, fantasias, bonecos...uma infinidade de coisa. Acho interessante o quanto a figura do vampiro é popular. Creio que os vampiros passam a imagem de liberdade e instinto que todo o ser humano gostaria de viver. Existe também a conotação sexual muito forte, que nós vemos em Drácula e foi ampliada muitas vezes em obras como as de Anne Rice  e Cia.


Se Stoker “criou” o vampiro, Rice conseguiu romantizá-lo e torná-lo clássico moderno. Muitas pessoas falam mal dos livros de Rice, e eu mesma não gosto muito do estilo de escrita dela em certos momentos, mas as histórias da mulher são foda. Ela conseguiu criar todo um mito sobre os vampiros. Uma sociedade secreta vampírica, uma vida secreta em meio a sociedade, ou melhor, uma vida secreta através da história da humanidade. Lestat...conheci Lestat em entrevista com vampiros. Juntar Tom, Brad, Antonio e Christian no mesmo filme foi demais. Tem a menininha que virou namorada do Homem Aranha também, Claudia. Embora eu goste do poder de Lestat, da “humanidade” de Louis (aqui eu abro um parênteses para falar que deve ter sido a piada de mais mal gosto do mundo Lestat transformar justamente Luis em um deles), o que mais me impressionou quando vi EcV foi a drama de Claudia, principalmente quando ela corta os cabelos por que cansou de ser uma “menininha”. É interessante ver uma mulher crescendo em um corpo de criança e mais ainda, ver como Claudia se torna cruel e frustrada. O tom de erotismo na garota também é chocante e minha mãe também não devia ter me deixado ver o filme. Depois li os livros, a crônica toda. Gostei mais de uns do que de outros. Mas ainda prefiro o Vampiro Lestat e Entrevista com Vampiros.
Agora a Anne Rice virou crente e escreve sobre anjos. Bom, boa sorte em sua nova empreitada, mulher!




Depois de Crepúsculo, que citarei lá embaixo (onde ele deve ficar), começou uma modinha de séries sobre vampiros na TV, mas nós não podemos deixar de lembrar das séries que realmente fizeram a diferença quando o assunto são os sugadores de sangue: Buffy e Angel.
Buffy foi, para a TV, quem popularizou os vampiros. Angel é um spin-off de Buffy e também uma das primeiras séries que assisti e uma das que eu mais gosto (thanks Wagner).
Gosto de Buffy embora não tenha assistido muitos episódios. É a historia de uma adolescente fútil que carrega uma missão passada através de gerações: ela é uma caça vampiros. Só pode existir uma caça vampiros viva de cada vez, e o seriado retrata Buffy lutando contra os vampiros que aparecem em sua cidade. Mas como não conheço bem, vamos falar de Angel. A vida de Angelus, um terrível e cruel vampiro, muda drasticamente quando ele ataca um bando de ciganos, e recebe sua alma de volta, como maldição. Ao ter sua alma de volta, Angelus se torna Angel, um vampiro que precisa compensar todos os pecados e crueldade que cometeu. Angel aparece no seriado Buffy, como um vampiro apaixonado pela Caçadora. Além de sofrer as torturas do arrependimento, a cigana complementou a maldição com o seguinte termo: Angelus voltará se Angel alcançar a felicidade completa. Temos então um vampiro bonzinho, que precisa lutar contra os monstros que aparecem, e ainda tem que ser um tanto sombrio, porque não pode se deixar Angelus emergir. Ah, a felicidade completa é alcançada de ele transar com Buffy (ah, o orgasmo!). Temos então o começo da série: Angel se mudando para Los Angeles para se afastar do seu amor. Muitos dos personagens de Buffy integram o mundo de Angel e recebem ali um desenvolvimento muito maior do que na série original. Angel é uma história sobre arrependimento, redenção e boa vontade, e é muito, muito divertida. Verei novamente em breve.
Temos também as séries novas. Comecei assistir True Blood e Vampires Diares, mas desisti. TB é chata, não gostei dos atores e achei que pegaram pesado com as cenas de sexo. A premissa pode até ser bacana: com a formulação de um sangue sintético, os vampiros podem conviver com os humanos...ok. Não se fazem mais vampiros como antigamente. Nem vou falar de VD por que não vi quase nada. Sei só que é uma coisa meio High School. Vampiros na escola...tsc.



O vídeo é para o Wagner. mas vejam e chorem.

Um dos textos sobre vampiros que eu mais gostei foi Vampiro: A Máscara. Não é um livro. É um jogo de RPG. A Máscara é um acordo criado milênios atrás entre os clãs vampíricos para que os seres humanos não saibam de sua existência. No jogo os vampiros andam entre nós, participam de jogos políticos e mantém seus “reinados”. Os sanguessugas são divididos segundo características especiais de cada grupo. São 13 clãs, cada um com suas habilidades, características e objetivos próprios. Não vou entrar no mérito do jogo (Mário, jamais citarei regras e definições de RPG novamente) mas as historias dos clãs são o máximo. Temos os vampiros assassinos, os vampiros que dominam magia, os que não podem aparecer por que são terrivelmente feios, os vampiros ciganos. Além disso, existem hierarquias, guerras de poder, regras a serem seguidas para a boa convivência. A Máscara também tenta dar uma origem ao vampirismo: os primeiros vampiros seriam filhos de Caim.


Por último, Crepúsculo. Os vampiros vão para a high school e brilham no sol...É! Nem vou por foto aqui.
Se eu fosse falar de todos os filmes legais e interessantes sobre vampiros, ficaria aqui para sempre. tenho que dar um destaque para Garotos Perdidos, da minha adolescência e, Um drink no Inferno, um dos melhores filmes ever, com ou sem vampiros. Quer saber sobre 100 filmes de vampiros, clique aqui.











terça-feira, 20 de setembro de 2011

O Papa é Pop é o caralho


Eu sou um tipo de garota pop-up. As coisas pulam da minha boca do mesmo jeito que pulam as janelinhas inconvenientes quando você está navegando (e se você usa o IE, morra).
Tem gente que diz que admira minha sinceridade, mas eu sei que posso ser um pé no saco. Não é difícil acharem isso quando as pessoas convivem o suficiente comigo.
Mas mesmo eu, na minha infinita nonsense, evito a todo custo certos assuntos. Os clássicos.
Futebol, política e religião. E vamos colocar o sexo no meio, já que também não é um dos meus assuntos favoritos.
Bom, eu não posso falar de futebol por motivos claros. Primeiro, detesto o jogo. É DEMORADO. Detesto desde que eu era pequena e meu pai tirava do desenho animado para ver o Palmeiras. Também não torço por nenhum time. Minha mãe, competitiva e rolista, nos ensinou ser corinthianos para ir contra meu pai. Não rolou. Adoro as piadas de futebol. O bom de não torcer por nenhum time é que posso apreciar todas sem me sentir ofendida. Além disso, não entendo o tal de impedimento. Meu ex sogro tentou me explicar algumas milhares de vezes, mas eu ainda não entendo. Torci e me emocionei na Copa de 1994, mas depois tudo esfriou. Copa do Mundo agora é uma desculpa para tomar cerveja no meio do expediente. O pior que nem posso admirar os jogadores, por que a maioria é de homens feios, burros e com cortes de cabelo horríveis.
Política é um assunto que não me interessa muito hoje. Já foi minha paixão, uns seis ou sete anos atrás. Eu sabia tudo o que acontecia, era uma leitora ávida e informada e gostava das fofocas de política de cidade pequena. Isso mudou depois que entrei na faculdade e perdi o contato com algumas pessoas com quem conversava sobre o assunto. Esfriou. Hoje vejo a política como um grande jogo de interesse pessoal e uma guerra de egos, e realmente, me liguei em outras coisas e deixei esse mundo de lado. Ainda consigo ler a Veja, a Folha, mas não com o mesmo interesse de antes. Sinto que isso é uma grande falha minha, o que me coloca com a maioria dos brasileiros, e faz o Brasil ser esse poço de corrupção. Eu prometo mudar, um dia.
Quanto à religião, acho que é o assunto mais espinhoso que existe. Pessoas que gostam de discutir religião geralmente também são irascíveis e adoram uma briga. Eu não gosto de discutir isso. Para mim cada pessoa tem o direito de acreditar em que quiser, desde que tenha certos princípios. Não estou falando dos preceitos bíblicos, mas de certas coisas que são vistas como corretas, como fazer o melhor e viver bem entre as pessoas. Tenho amigos católicos, protestantes, batistas, espíritas, umbanda, agnósticos e ateus. Todos são boas pessoas, tranqüilos e tal. Duas coisas que eu não gosto: os ateus que tentam dissuadir os outros da existência de um deus e os pseudo-satanistas, que curtem metal, fazem tatuagem, vestem preto e não lavam o cabelo...parecem uma versão sombria dos clubbers e tem todos que ir tomar no cu.
O que eu acho legal na religião é a política por trás dela. Principalmente na igreja católica. Mais de uma vez já disse que a Igreja Católica é uma grande empresa, com tramas e politicagem. A história é fascinante. E claro, temos um Papa. Tenho que abrir um parêntese aqui para falar que eu sempre quis ter um filho chamado Bento, mas mudei de ideia por causa desse Papa. Eu não gosto dele. Acho que é um pouco de preconceito por ele ter participado da 2ª Guerra no exército alemão, mas a maior parte da minha implicância é por que eu adorava o João Paulo II. Ele era carismático, instruído e um verdadeiro símbolo da paz. Ele era pop.

Na parte sexual, eu não falo de sexo. Queria um dia abrir um blog anônimo só para falar tudo que se passa na minha cabeça sobre o assunto, mas eu sou careta demais para falar com alguém sobre isso, mesmo as pessoas mais íntimas. Sexo é um ato que deve ser mantido entre duas pessoas (a não ser que você seja adepto do voyerismo, ménage ou swing). Acredito que sexo pode ser ótimo em qualquer idade, entre qualquer tipo de pessoas, com qualquer instrumento que agrade, desde que tenha o consentimento de ambas as partes. Acho que hoje as pessoas podem dar vazão aos desejos sem se preocupar tanto com o que o resto da sociedade vai pensar. Isso é uma das coisas boas dessa liberação sexual. Só tenho para mim que essas experiências podem ficar entre as quatro paredes do quarto, ou dentro do carro, ou no elevador...mas discrição é minha palavra de ordem quanto ao assunto. 
É isso.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Poço dos meus desejos...


Lendo algumas coisas na internet e passando por outras na minha vida, acabei caindo em um looping mental.
Estava falando com meu amigo Cido sobre nossa busca eterna pelo Graal, pela metade da laranja, a tal da alma gêmea e parei pra me perguntar como seria a pessoa ideal.
É bem clichê, mas resolvi colocar aqui tudo o que eu acho que seria legal, mesmo que essa pessoa não exista.
A pessoa que eu vou amar...
Tem que me fazer rir, entender minhas piadas e ter seu próprio repertório.
Tem que confiar em mim e merecer minha confiança. Tem que me olhar de igual pra igual, e nunca sentir que é superior e muito menos inferior a mim.
A pessoa que eu amar tem que me animar nas horas que eu estiver cansada de tudo, tem que me apoiar nas horas difíceis e me deixar fazer o mesmo por ela. A pessoa que eu amar deve discordar de mim todas as vezes que ela achar que estou errada, entrar nas discussões para ganhar e me colocar no meu lugar quando eu extrapolar.
A pessoa que me amar deve conhecer e respeitar meus defeitos, mas nunca deve deixá-los de tornarem algo incontrolável. Deve me mostrar cada erro no meu caminho, mas não me criticando ou espezinhando, mas me fazendo ver o quanto eu fui idiota/imatura/precipitada.
A pessoa que eu amar deve me chutar da cama nos dias em que eu não quiser levantar e se revezar na preparação do café, inclusive aos domingos.
A pessoa que eu amar deve entender os filmes que eu assisto e quando eu não entender algo, me explicar sem me fazer me sentir burra demais.
 A pessoa que eu amar deve entender um mínimo de história, filosofia e psicologia, deve falar sobre qualquer assunto, mesmo que for para perguntar de que diabos estou falando.
A pessoa que eu amar não precisa ser um grande leitor, desde que ouça quando eu contar sobre a história genial que eu li. A pessoa que eu amar deve fazer um esforço para ler meus escritos, criticá-los, corrigi-los e dar palpites.
A pessoa que eu amar deve sentir um ciuminho besta, nada que preocupe, e rir disso comigo depois.
A pessoa que eu amar deve ser capaz de gestos simples, como deixar um bilhetinho dentro do sapato, escrever “eu te amo” no espelho embaçado, deixar uma flor de papel em cima da mesa de trabalho.
A pessoa que eu amar deve elogiar minha comida e se oferecer para lavar a louça.
A pessoa que eu amar não deve me considerar louca quando eu falar com meu cachorro e deve segurar a vergonha quando eu parar as mães no supermercado para brincar com os bebês.
A pessoa que eu amar deve querer me beijar na chuva, rir quando eu quiser andar na beira da calçada e me elogiar quando eu estiver arrumada.
A pessoa que eu amar deve me abraçar o tempo inteiro, me fazer-me sentir rodeada por um muro seguro de carinho, me fazer acreditar que, pelo menos ali, tudo vai estar sempre bem.
A pessoa que eu amar tem o direito de acordar de mau humor, mas tem que ter paciência quando eu fizer de tudo para que ela sorria. Tem que tentar agüentar meu mau humor e minha depressão nas poucas horas que elas vierem.
A pessoa que eu amar deve me acompanhar ao médico, às festas e aos almoços torturantes na casa da minha mãe.
A pessoa que eu amar deve me olhar nos olhos e eu ser capaz de ler neles que eu também `1
A pessoa que eu amar precisa entender que eu rio quando estou feliz, mas também rio quando estou triste...mas que esses dois risos são totalmente diferentes um do outro.
A pessoa que eu amar deve entender que eu sou sempre fiel, dedicada e apaixonada por tudo o que eu faço, e espero o mesmo de todos.
A pessoa que eu amar deve ter coragem de virar mochileiro, pescador ou churrasqueiro, afinal, temos que estar preparados para tudo.
A pessoa que eu amar deve me fazer entender todos os dias que ela me ama, e cometer todos os erros que precisar, desde que seja honestamente.
A pessoa que eu amar deve entender que eu não estou à venda, que um pedido de desculpas sincero e arrependido é melhor do que qualquer presente.
Por falar em presentes, a pessoa que eu amar saberá que os presentes podem ser simples, mas tem que vir em datas surpresa, com a frase “vi isso e lembrei de você”.
A pessoa que eu amar vai entender que apesar dessa casca de pessoa corajosa e forte, o que eu quero mesmo é me sentir protegida e querida por alguém mais forte que eu.
A pessoa que eu amar vai me mandar ficar quieta quando eu estiver falando besteiras e me calar com um beijo quando eu estiver falando demais.
A pessoa que eu amar vai andar de mãos dadas comigo nas ruas e me esperar quando eu estiver provando roupas em lojas.
A pessoa que eu amar nunca vai implicar com minhas roupas, nem com meus chapéus.
A pessoa que eu amar vai dormir abraçada comigo, e acordar me beliscando por que eu roubei o edredom. A pessoa que eu amar vai entender quando eu não quiser conversar, e ignorar quando eu gritar, e limpar minhas lágrimas quando eu chorar e segurar no meu rosto quando me beijar.
A pessoa que eu amar vai me deixar segura de que no dia seguinte ainda vai estar lá pra mim.
A pessoa que eu amar vai ter todos os defeitos que tiver, mas ainda assim eu vou olhá-la e saber que ela é tudo que eu quero.

Grow Up!!!!!!!


Crescer é uma droga!
Você começa descobrir que algumas coisas nunca vão ser como antigamente, e outras você nunca vai aceitar por que quando você era criança era tudo tão mais legal!
Sempre penso em desenhos animados, quando relembro coisas que eu gostava na infância. Os desenhos são o mais palpável para eu perceber que as coisas de antes não voltam e que as de amanhã não vão ser tão legais assim.
Cher Explica:
Bom, é que hoje eu acho que a maioria dos desenhos que eu assistia e amava quando era criança são muito chatos. Tipo, não consigo ver He-Man, Ursinhos Carinhosos ou Duck Tales. Porra, eu amava esses desenhos (aqui um parênteses para dizer que eu sempre, EVER, vou amar Caverna do Dragão), mas agora acho tudo um tanto mal feito e desbotado. Sim, estou ficando velha...
BABOSEIRAS BABOSEIRAS

Crescer nos anos 80/90 também me fez pegar um certo pavor de desenhos 3D. Amei o último Toy Story, mas queria tanto que ele fosse em duas dimensões como o Rei Leão(!). Enfim, os desenhos de hoje em dia são um saco, por que eu não estou acostumada com eles...
Uma coisa que não muda, graças à Deus, é minha paixão nada secreta pelos filmes que passavam na sessão da tarde da minha infância. Ainda assisto (comendo pipoca) todos os filmes que adorava quando era pequena. Entre eles estão Curtindo a Vida Adoidado, Os Goonies, Quero ser Grande e O feitiço do Tempo. Aliás, é por causa dos filmes que estou escrevendo esse post. Hoje eu estava lembrando do Axel Foley...acompanha?
Um tira da pesada. Eis a musiquinha.


Eu estou aqui, doente para assistir os filmes do Eddie Murphy de novo. Tipo, os filmes que o cara faz hoje, em sua maioria, são uma droga, mas O Tira da Pesada, O rapto do menino Dourado e Um príncipe em Nova York...rulam.
Tinha também aquele filmes sobre a mãe que deixa as crianças com uma babá e a velha morria, e a menina mais velha ia trabalhar para sustentar a casa...se eu vejo esse filme passando na TV, paro tudo e vou assistir...coisa nostálgica.
Outras coisas da época de criança também me pegam de jeito. Lego, Barbie, io io mix (**), tubaína...são todas coisas lindas que me levam de volta aquele tempo mágico e  lindo em que a mamãe fazia panqueca toda sexta-feira, bolinhos de nata uma vez por mês e meu pai fazia a gente tomar um copo de leite todos os dias as três da tarde. O tempo em que minha irmã só comia “alface sem talinho”, eu tinha um boneco Papai Noel com o nome de Roberto, e eu e meus irmãos tínhamos dias marcados para escolher os canais de televisão, andar de bicicleta era uma delícia, não um martírio, a gente tomava banho de mangueira e fazia muitos castelinhos de terra, a vó Alzira fazia bolinho de chuva e a vó Rita fazia o café mais fraco ever.
Eu me pelava de medo do boneco Chuck e de extraterrestres, meu pai colocava a gente de castigo cada um em um canto da casa e cada um tinha seu lugar certo de sentar à mesa e na sala. Eu não ia ao banheiro sozinha, tinha medo da minha mãe quando quebrava copos e nós três abríamos latas de leite condensado escondido, assim como fuçávamos nos presentes de Natal antes da data.
Era uma época muito legal, tinha um filme sobre um grupo de homens vestidos de Papai Noel que seqüestravam uma classe cheia de crianças (eu juro que esse filme chama Fortaleza) e eu fiquei apavorada com a ideia de ser seqüestrada. A primeira vez que fui da escola para casa sozinha eu me perdi e quase matei meus pais de preocupação, o dia que eu quase fui atropelada em frente à quitanda, os jogos de corda e elástico com as vizinhas. As brincadeiras com mapas de tesouros, o ATARI...muita coisa boa.
E o melhor, eu não tinha responsabilidade nenhuma, não pagava contas, não tinha que pensar no amanhã que podia ser difícil, nem tinha sofrimento real, a não ser nos dias de jogo de futebol, que meu pai ficava com a TV e no dia em que minha mãe me proibiu de assistir O Silêncio do Inocentes, eu assisti pela fresta da porta e quase morri de medo. 
É isso...