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sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Batman: de Keaton até Affleck





Maior auê nas internets porque produzirão novos filmes (Liga da Justiça) com o Ben Affleck no papel do Cavaleiro das Trevas. Vou dar minha opinião sobre isso lá no final, mas vamos relembrar alguns filmes do Batman. Vou me ater aos que assisti, e que divertiram minha infância e aos mais recentes, que, bem... vamos lá.
Resumão gigante: Bruce Wayne, vindo de uma família bilionária, vê seus pais serem mortos por assaltantes quando ainda é pequeno, e cresce para limpara Gothan City (cidadezinha mais nojenta que a Detroit de Robocop) do crime. Ele se veste de negro, e sai à noite. O motivo é o seguinte:



Batman (1989)
Comecemos pelo Batman de Tim Burton. Sei que as pessoas veneram Tim Burton, mas eu cansei dele faz tempo. Esse filme é todo Burton e foi produzido em 1989. Assisti esses dias, de novo, na TV e devo dizer que sou toda a favor dele. Ele é divertido e tem certo ar de grandiosidade. Lembremos que ele tem 25 anos. Sou fã de Nicholson e acredito que ele fez um bom Curinga. E fica a pergunta: o que foi feito de Michael Keaton?


Batman Returns (1992)
Filme mais tosco da era Batman? Depende. Ele tem um forte concorrente! Batman Returns é ridículo! Mas... eu gosto muito do Pinguim nele! Aliás, sempre amo Devito. Ele tem cara de cachorro abandonado mesmo com o nariz do Pinguim. Não tenho ideia de se a história de Pinguim é a mesma nos quadrinhos no filme, mas eu fiquei com a maior dó dele. Burton, nesse filme, consegue dar mais vazão às suas loucuras, já que Pinguim é um cara bem psicodélico. A mulher gato, Pfeiffer, é de dar nojo. Não gosto dele como mulher gato não gosto da maneira como ela costura a roupa que usa, não gosto da falta de propósito dela no filme. Só gosto do Pinguim. Ele foi mais injustiçado que o Batman. Só não foi mais injustiçado do que o Batman foi na hora das escolhas de atores para o interpretarem. Keaton não foi o pior. Não, não foi.


Batman Forever (1995)
AUHUHAHUAHUHAUUHAHUA. Val Kilmer! Velho, Val Kilmer!!!!!! O cara é muito ruim. Temos dois tipos de atores que funcionam em Batman: alguns como o Cavaleiro das Trevas, outros como Bruce Wayne (caso de Keaton e mais um aí). Kilmer só NÃO FUNCIONA. Schumacher é o diretor desse filme e eu, ignorante não sei nada sobre ele. (meu conhecimento sobre diretores é tosco e engloba Spielberg, Burton e Tarantino). O filme pode ser um pouquinho mais “escuro” e panz, mas ainda é uma droga. De longe, pra mim, o pior filme da franquia. Não sei bem porque acho isso, mas a pretensão dele pode ser o motivo de eu não gostar. Dá pra perceber que o propósito dele foi se engrandecer, e Val Kilmer, tosco, fodeu com tudo. Eu amo o Tommy Lee Jones, mas não gostei dele no filme. Amei o Charada, no entanto, interpretado por Jim Carrey, e o que ele fez foi acabar de foder o filme com a vaia humorística. Ficou bom, mas foi totalmente contra o clima do filme. Viva Carrey! Um adendo (ia me esquecendo!!). Chris O’Donnell como Robin (criei uma paixonite pelo ator, por essa época). Ia me esquecendo por que a personagem é esquecível. 


Batman & Robin (1997).
Lembra que eu disse que o filme com o Kilmer era o mais tosco? Pois é... será mesmo? Batman & Robin é uma zona. Personagens demais, e muito bagunçado. Foi um “fracasso” de bilheteria (o que quer dizer que ganhou menos, estampar um filme com a franquia de Batman é dinheiro certo). George Clooney é um bom Wayne, e na medida do possível, um Batman bacana. Ele tem o queixo certo. Esse filme está mais legal na parte tecnológica, e de todos acima, talvez seja o mais sério. A veia cômica desapareceu, o macacão do Charada desapareceu, e o vilão é Mister Freeze (Schwarzenegger). Horrível, horrível. Eu assisti esse filme uma vez só e recomendo, altamente, que ele seja ignorado. Não tem um porque de ser visto diferente dos outros, em que temos pinguins gigantes, Nicholson e Jim Carrey! Um filme mais sisudo, com uma pitadinha de passassão de mão na bunda de Robin, pelo Batman!!! Ah, temos Uma Truman como Hera Venenosa (conheci a personagem no filme) e Alicia Silverstone (hâ?) como Batgirl. 

Trilogia recente.
Adoro o Bale, embora digam que ele bata na mãe. Enfim, Nolan aparentemente, é o novo diretor top. Li muito sobre opiniões sociológicas relacionadas à trilogia O Cavaleiro das Trevas. O sucesso estadunidense se deve a vários fatores. Batman: garantia de sucesso. Recursos de produção: ilimitados. Atores: ótimos. Mas o que, dizem os sociólogos, fez o primeiro filme ser top foi o roteiro. Aliás, os roteiros da trilogia giram, basicamente, em torno do terrorismo e manipulação política. Temos, no primeiro filme, a história de Batman, e o vilão é Espantalho, que foi genial. A história é de como Batman surgiu e como seus sentimentos de vingança o levam a se tornar o cavaleiro. Explica até porque um morcego.

O segundo filme é genial. Dizem que, se tivessem trocado Batman e Curinga por dois cidadãos “comuns” o filme continuaria ótimo. Esse filme é a contra partida da insanidade de Wayne. Sim, Wayne tem sua parcela de loucura. Mas nada comparado ao seu nêmeses, o Curinga. Claro que Ledger morrer logo após a gravação deu um toque a mais para o filme (não estou sendo cínica só realista). Mas Ledger foi uma lenda. Ele vestiu a personagem. Ele foi insano. Ele não respondeu como ganhou as cicatrizes. Esse filme entrou para a história pela interpretação de Heath Ledger. Enquanto o primeiro filme versa sobre passado, vingança e o ponto de terrorismo é químico, neste nós vemos a maldade e a manipulação. A cena dos barcos é genial. O filme me fez fã de Nolan.

Já o terceiro, é um bom filme. O arco entre Batman e  Ra's al Ghul se fecha, mesmo que Liam Neeson (amo) não apareça. O terceiro filme tem pontos altos, como os julgamentos, decididos pelO Espantalho, a resistência, a bunda da Anne Hathaway. Mas dos três, é o que menos gostei, na verdade, ele não prendeu minha atenção como deveria. Achei Bane chato pra caralho, o final previsível demais... embora as cenas no poço sejam chocantes.
Um adendo para a parafernália! O traje de Batman, o batmóvel Tumbler, a moto. Genial.
Na época do lançamento de The Dark Knight Rises um maluco matou uma pá de gente em um cinema nos EUA. Fica aí a “sorte” da promoção grátis dos filmes. Primeiro com a overdose de Ledger, depois com o assassinato no cinema. Isso impulsionou os filmes também.


Quanto a nova adaptação da Liga da Justiça com Ben Affleck. Eu gosto dele. Bastante. Ele cometeu grandes deslizes na carreira, como O Demolidor, mas poxa, ele é bom! o diretor será Zack Snyder.Torcemos!













quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Terror cotidiano (Radio Flyer)

Ainda não sei bem sobre o que Radio Flyer é.
Uma história sobre abuso doméstico, sobre sonhos de criança, sobre amor fraterno e de filho para mãe. O que sei é que Radio Flyer é uma história terrível, triste e diabólica. Mas é também uma bela história.
O filme é de 1992, eu tinha 9 anos na época, mais ou menos a idade do ator principal e acho que de todos os filmes que assisti na minha infância, esse foi o mais triste.
É a história de dois irmãos que, juntamente com a mãe e o pastor alemão Shane, se mudam para a Califórnia depois que o pai das crianças os abandona. Eles são unidos, apesar de muito pobres, e com o tempo a mãe conhece e se casa com outro homem, que gosta que os garotos o chamem de Rei.
Rei gosta de beber e espancar o irmão mais novo, Bobby, com um fio de extensão, então os irmãos decidem que Bobby deve fugir antes de ser morto pelo padrasto.
O filme mostra como Bobby e Mike (o irmão mais velho, de talvez 10 anos) escondem da mãe os espancamentos, para que ela se sinta feliz. Também mostra como os meninos ficam brincando o dia todo fora de casa, para evitar a ira do Rei. Uma das particularidades interessantes do filme é a maneira como nós, telespectadores, ficamos tensos quando Rei aparece bebendo. E ouvindo música country. Nós sabemos que alguma coisa vai acontecer com aquelas crianças adoráveis quando chegarem em casa e isso é de tirar o fôlego.
Radio Flyer é mais um daqueles filmes que faz parte da minha infância e esse eu decidi que podia, de bom grado, dividir com meu filho. Hoje ele tem mais ou menos a mesma idade de Mike na história, a mesma idade com que eu vi o filme. E ele teve a mesma reação que eu, ao assistí-lo. Ele ficou aflito.

Acho que essa reação é causada pela impotência que sentimos ao presenciar o abuso que acontece naquela casa, mesmo que as cenas de violência não sejam explícitas. Há uma cena em que Mike sai com outras crianças da rua, uma meia dúzia de moleques, e é espancado por eles, ao mesmo tempo em que Bobby leva uma surra de Rei em casa, a surra que o leva ao hospital. Nós vemos Mike apanhando, mas não vemos Rei bater em Bobby. Mesmo assim nossa preocupação está sempre com Bobby.
No final os meninos constroem um avião com um carrinho de mão, da marca Radio Flyer. E Bobby escapa do padrasto, passando a mandar cartões postais para a mãe e o irmão, enquanto Rei é preso.
Esse post poderia acabar aqui, se não fosse meu amigo @mbrambilla começar discutir esse filme com uma amiga na internet e acabar me mostrando esse post aqui.
Há duas teorias muito interessantes neste filme que com certeza fogem dos olhos de uma criança. O filme é contado por Mike, para os próprios filhos, quando ele já é adulto. Nessa idade, Mike é interpretado por Tom Hanks e ele diz para seus dois filhos que a história está na cabeça de quem conta e que ele gosta de lembrar-se de Bobby assim. Uma das teorias que apareceu por ai é que Bobby seria uma invenção da imaginação de Mike para fugir dos terrores que aconteciam com ele nas mãos de Rei. Sustentam essa teoria falando que a interação de Bobby com os outros personagens é mínima. Não consigo acreditar nisso. Mike e Bobby são reais, no meu ponto de vista. Os dois participam da história na mesma proporção.
A outra possibilidade, pra mim muito mais real (e que me deu um choque) é que Bobby morreu durante a infância. Aí existe a possibilidade de ele ter morrido durante a fuga, ou de ter sido pelas mãos de Rei. Acredito na segunda hipótese. Acredito que a surra que levou Bobby para o hospital o matou e que a maneira como Mike lidou com isso foi inventando para si mesmo a história do avião, e da viagem, a mesma história que ele passou para os filhos. Mike se sentia responsável pelo irmão mais novo e quando ele se foi, teve que arrumar um jeito de manter a promessa que tinha feito para si mesmo de cuidar do garoto.
No final das contas, a história que me deixou triste na infância só fica mais trágica.
Finalmente queria deixar claro que o que também me incomodou no filme foi o padrasto batendo no cachorro. Não se bate em cachorros, peloamordedeus. O bicho era maravilhoso, corajoso, fofo e companheiro. Fiquei chocada.
E mais uma coisa. Esse foi o filme que me fez descobrir minha primeira paixonite. Sim, eu amei o Elijah Wood por uns bons anos da minha vida, com aquela carinha de anjo e os olhos azuis. Fio um romance longo, desde Radio Flyer e Anjo Malvado até Impacto Profundo. Mas quando ele interpretou o Frodo, com certeza isso acabou para sempre...aquela barriguinha.
E por último os sete segredos mágicos de fascinações e habilidades que as crianças conhecem, mas esquecem lá pelos 12 ou 13 anos:
    Os animais podem falar.
    Seu cobertor favorito tem um tecido de uma fábrica tão poderosa que, quando colocado sobre a cabeça, se torna um impenetrável campo de força.
    Nada é pesado para se levantar, com a ajuda de uma capa.
    Sua mão possui no dedão uma verdadeira arma de fogo.
    Pular de qualquer altura com um guarda-chuva é completamente seguro.
    Monstros existem, podem ser vistos e você pode enfrentá-los com eles.
    Você tem a habilidade de voar.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Gigantes de Aço ( Real Steel)

I can’t hear you over the sound of your robot being destroied!

Estou em crise de identidade. Com quase 30 anos nas costas eu ando me sentindo empática com seres bem diferentes uns dos outros. Umas semanas atrás eu estava apoiando a causa do macaco Ceaser (aqui) e agora me identifiquei com um robô.
Oh! Do eu essa louca está falando agora?
Não, meu filho, não é do Wall-E, se bem que eu também curti aquele robozinho...estou falando de ATOM.
O ano é 2020 e as pessoas queriam lutas de boxe mais violentas, então desenvolveram robôs para lutarem no lugar dos humanos. Sim, um novo esporte, com liga e tudo, veiculado pela ESPN e, muito, muito legal.
Estou falando de Gigantes de Aço, um filme do qual eu nem tinha ouvido falar até uns dias atrás e fui ver depois de uma indicação do Plederson. Adorei!
É a história de um pai que nunca tinha visto o filho de 11 anos e tem que ficar com ele por uns dias depois da morte da mãe. O pai é o Wolverine (Hugh Jackman ), um gostoso, na minha opinião, e o filho é o Thor quando pequeno, no filme, Max, e eu o chamei de filho da puta umas vinte vezes durante o filme e TODAS com admiuração por que o moleque é a crinaça mais topetuda e fodidamente segura que eu já vi.
Max (Dakota Goyo) me conquistou com suas atitudes e com o rostinho fofo.
Gigantes de Aço não é um filme profundo. Não é um roteiro original (metade dele é copiado de Rocky e a outra metade de A Procura de Felicidade), não tem nada de extraordinário na história, MAS TEM ROBÔS!!!!!
O personagem Atom é um robô de geração antiga que foi encontrado por Max no ferro velho. Ele é old, mas tem um diferencial: uma função sombra. Ele é capaz de reproduzir todos os movimentos de um humano. E Max cria com ele uma relação de amizade. Ele acredita que Atom entende o que ele diz, e tem certos sentimentos...
Vale totalmente a pena ver esse filme, se divertir com as lutas, se encantar com o garotinho, olhar o gostoso do Wolverine e sentir aquela coisinha bacana, sensação de que alguém está chutando algumas bundas.

Uma luta:



quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

12 Macacos

There’s no right, no wrong, just popular opinion. (Jeffrey ??)
Você acredita em germes?
Estava vendo Os 12 Macacos, e tenho que admitir, fiquei com medo de estar vivendo uma alucinação e acordar em um hospital psiquiátrico qualquer, percebendo que sofro de alguma doença maluca...Brad Pitt me deixou tão paranóica quanto ele.  Mas vamos ao filme...
Maybe I’m just in your head é a frase que James Cole ouve quando volta para o seu tempo no futuro.
Resolvi assistir aOs 12 Macacos um tempo atrás e acabei descobrindo que de alguma forma eu tinha esse DVD em casa. Então, se algum de vocês for o dono do filme, reclame-o.
O filme é futurista, passa-se mais ou menos em 2025.
A maioria dos humanos morreu por causa de um vírus e os animais voltaram a dominar a Terra. Menos de um por cento da população sobreviveu e esses vivem no subsolo.
Além do visual steampunk do novo mundo subterrâneo, e das autoridades que aparecem, não temos mais muita informação sobre o que acontece lá. Em nenhum momento temos qualquer vislumbre dessa sociedade. A não ser a cadeia. Bruce Willis é um prisioneiro que, voluntariamente, sobre à superfície terrestre para apanhar espécimes, com o risco de ser contaminado.
É considerado o melhor batedor do lugar, então as autoridades dessa nova realidade o mandam para o passado para ter uma amostra do vírus, para um antídoto. Só que ele é mandado para o ano errado e jogado em hospício. E lá ele conhece Jeffrey e Kateryn. Ele é um maluco ela, sua psiquiatra.
Os 12 Macacos é uma organização misteriosa que, para Cole, espalhou o vírus que dizimou o mundo em 1996. O chefe dessa organização é Brad Pitt.
Mas o filme não é sobre vírus e viagens no tempo. O filme é sobre insanidade. Várias vezes eu me perguntei se Cole estava louco, ou tudo era verdade. Muitas vezes Cole se perguntou o mesmo, e em alguns momentos ele decidiu que estava, na verdade, louco.
A psiquiatra acaba acreditando em Cole, e também coloca em cheque sua própria sanidade. Já no caso de Jeffrey, ele é insano. E representa o papel maravilhosamente. Na primeira vez que ele se encontra com Cole, no hospício, ele está em uma crise de super atividade genial.
Nos faz pensar em que pé estamos com nossa própria sanidade, no que é ser uma pessoa “normal”, como é complicado entender a si mesmo e se adaptar à sociedade. O como é complicado parecer “igual”.
Assistir os 12 Macacos é uma experiência genial quando se atinge uma idade apropriada para se perguntar, exatamente, o que diabos estamos fazendo de nossas vidas. Ou quem somos, perante os outros e nós mesmos.
Dia desses di um quadrinho mostrando como a pessoa podia ser diferente em casa, na com os amigos e sozinho. Somos máscaras. Somos fantoches, produtos da sociedade e das convenções. Se sofremos, é por que achamos que o que fazemos está errado. Se estamos de saco cheio, vestimos um de nossos capuzes com um sorriso nele, e mostramos o nosso “melhor”.
E no final, somos todos insanos, pirados e  falsos, vazios, mentirosos e dependente da opinião dos outros...sim, o filme me deixou deprimida...mas daqui a pouco passa e eu vou sorrir, afinal, não quero que ninguém me considere “a chata” e não quero que ninguém pense mal de mim...

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um Tira da Pesada




Nesse final de semana juntamos, uns amigos e eu, para celebrar a beleza cinematográfica dos anos 80 (vide sessão da tarde).
Fiquei lembrando a época perfeita em que eu podia comer o que quisesse sem me preocupar se ia caber na roupa, que eu não sabia o que era ter contas a pagar e que deitar na frente da TV para assistir filmes era um ritual diário.
Eram mais ou menos 40 filmes que se repetiam intermitentemente nas tardes do plim plim. Claro que o mais clássico de todos os clássicos foi A lagoa azul (que eu gostaria de dizer que, como todos os outros seres racionais do mundo, eu odiava) que agora vai, sim, ganhar um remake. Espero então que o filme saia no começo de 2013 e que o mundo acabe em 2012. Só.
Mas alguns filmes dessa época são ouro puro. Vide Goonies e Deu a louca nos monstros. Bom, os dois são sobre crianças vivendo aventuras para lá da imaginação. Para uma mente fértil como a minha, acho que esses filmes foram a porta de entrada para todo o tipo de loucura que absorvi desde então.
Enfim, estávamos decidindo entre muitos filmes legais, entre eles Te pego lá fora que está na minha lista de filmes para ver, e decidimos por Predador, com Arnold Schwarzenegger e Um tira da pesada com Eddie Murphy.
Eu gostava muito dos filmes do Eddie Murphy quando eu era criança. Achava tudo muito engraçado. Lembro de Um príncipe em Nova York e a cena em que ele vai à barbearia cortar o cabelo. E o mingau de aveia com sangue em O Rapto do Menino Dourado.
Infelizmente, em 1994, com O Tira da Pesada 3 Eddie Murphy cai no limbo, pelo menos pra mim.
Bom, mas voltando ao primeiro filme, as cenas são de gargalhar.  A ideia de ver os filmes foi por um post no Facebook com um vídeo de Axel Folley com Serge. Serge é o vendedor de uma galeria de arte, e aparece no primeiro filme só como mais um alivio cômico. Mas a cena é hilária. Serge volta nas sequências, como um vendedor de armas.  
A cena é essa:



O mais legal do filme é a maneira como Folley consegue levar todo mundo na conversa e fazer piadas até quando está com uma arma na cabeça. Uma das melhores cenas é quando ele se passa por um inspetor da alfândega e pergunta para o chefe da segurança como “um criolo como eu, vestido desse jeito, consegue entrar aqui à essa hora da noite” e “ esse posto da alfândega é o mais inseguro que eu já vi no país, exceto por Cleveland (?)”.
Assistam, e dublado, como fizemos.


Em tempo e essa é surpresa pra mim...esse filme concorreu ao Oscar de melhor roteiro original!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Planeta dos Macacos - A Origem


Há muito tempo que eu não ficava impressionada com um filme como fiquei com esse.  Sou do tipo que está sempre brigando com as pessoas pelos significados ocultos que elas acham em qualquer coisa. Tipo “os zumbis são a representação do socialismo” ou “a vertente desse quadrinho é claramente marxista”. Fuck all of you.
Mas claro que existe o outro lado disso, as ficções que são feitas para representar a realidade, e por que não fazer isso com macacos falantes?
Assisti o primeiro remake de Planeta dos Macacos uns anos atrás e gostei, era uma historia interessante, com os papeis invertidos. Os humanos eram os alienígenas em um planeta, e os macacos a representação do que os humanos são.
Nesse novo filme, as coisas são bem mais interessantes. A história se passa na Terra, nos nossos dias atuais. Vemos como uma grande corporação só visa os lucros. A primeira cena é uma caçada na África. Os macacos são capturados para serem usados em um laboratório de experimentos.
Planeta dos macacos é um filme sobre revolução, que vem a calhar no momento histórico que estamos vivendo, vide Europa, Egito...
Fiquei muito impressionada com tudo que o filme faz com nossa cabeça, e mexe com nossos sentimentos. Nos identificamos com o macaco (Ceasar) desde a primeira cena. A mãe dele foi morta pelos humanos, ele está condenado a morte mais é salvo por um cientista de bom coração. Mas Ceasar não é mais um símio comum, ele herdou da mãe, geneticamente, a inteligência à que ela foi induzida durante os experimentos no laboratório. Ceasar é a representação de como nós devemos seguir as normas impostas por outros. Ele usa o banheiro, como um humano, e tem permissão de andar pela casa, mas não de sair nas ruas. Ele tem seu quarto em um sótão, em que pode ver pela janela as crianças brincando. E ele se pergunta por que não pode estar lá com elas.
Enquanto Ceasar está obedecendo as ordens, ele tem uma vida tranqüila, mas quando resolve sair de casa, é espancado por um vizinho. Ele só queria brincar!!
No fim das contas Ceasar extrapola regras sociais e vai para um abrigo de macacos. Ele é tratado como lixo (pelo Draco Malfoy – weird) e humilhado por humanos e outros macacos.
Então ele se rebela.
As cenas do filme são incríveis. Alguns panoramas de São Francisco, com os macacos invadindo a Golden Gate...totally worth.
Esse é um filme que ultrapassa a diversão. Poderia falar dele em um post imenso, mas não é um filme para ser descrito, e sim para ser visto.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Please, don't kill the dog (Cowboys & Aliens)


Se eu fosse ganhar uma moeda cada vez que alguém me disse que eu não sou normal, eu tinha conseguido comprar o Box original com extras do The Lord of the Rings com o dinheiro do porquinho.  Meu namorado é mais doce e diz que eu tenho a mente perturbada. Alguns dizem que sou louca...e talvez eu seja. Mas eu fiquei um pouco pensativa esse final de semana com os filmes que eu vi. 
O que você acha de um filme com o 007, o Indiana Jones e alguns Et’s?
Assistiu Cowboys & Aliens? Assista.
O filme é basicamente sobre...bem, sobre Cowboys versus Aliens. E é uma coleção de clichês. Tem TODOS que possam existir (talvez eu esteja exagerando, mas...).
É a história de um pequeno vilarejo do velho oeste que é atacado por máquinas voadoras vindas do espaço. Temos o sallon, o fazendeiro que manda na cidade, o cara procurado (que não lembra quem é e carrega um bracelete alienígena à lá Ben 10), uma mulher lutadora, um menino, um cachorro, um cara que não sabe atirar, e índios.
No final, o cara que não sabe atirar atira. Clichê número 1, check.
Todo lugar tem isso, né?
Nunca vi um filme ou seriado em que o cara que não sabe atirar morre por causa disso. No final, ele, miraculosamente, acerta a cabeça de alguma coisa. Um alvo bem pequenininho, e de preferência, de bem longe. Pelo menos, nesse caso, o cara usa uma espingarda...(amo espingardas) (sim, pode ter alguma coisa com minha condição feminina, inveja do pênis e tal)(sim, tenho inveja do pênis, queria fazer xixi em pé)
O cara mal se torna bonzinho em prol de um bem maior (matar Et’s). Esse é o Harrison Ford, um homem para quem eu vou pagar pau, ever. Ele está velho, faz um personagem ranzinza e eu ainda olho para ele e vejo o Indi. No filme, Ford começa um tanto quanto mal, e temos a clássica cena de um homem sendo castigado amarrado entre dois cavalos. Cortar homens no meio assim é uma das coisas mais bizarras e criativas que eu já vi  =]

Daniel Craig faz o mocinho. Primeira coisa sobre ele nesse filme: a calça que ele usa, realça muito a bunda...sério. Qualquer um nota. Depois temos o peitoral...(abana), e ele tem o bracelete do Ben 10. A história ele é um bandido procurado que perde a memória após ser raptado pelos Et’s e volta com esse bracelete, que é uma arma alienígena que ele pode usar para ataca. Ele também atira bem, é corajoso e em uma das últimas cenas descobrimos que a arma dele tem, aparentemente, um estoque inesgotável de balas. Clichê, clichê, clichê. 
Nice Ass, Mister



Temos também dois clichês de morte. Uma com discurso, quando o “filho adotivo índio” de Ford (no me lembro do nome dos personagens) diz que ele é o pai que ele queria ter tido, e blah blah, blah. E quando um dos alienígenas morre, bem no finalzinho, e dá aquele susto final antes de ir para o limbo ou seja lá para onde eles vão quando morrem...
Temos o garoto, que está a procura do avô que foi raptado, e recebe uma faca para “proteger-se” e acaba matando um dos aliens com ela, e temos um cachorro, e minha preocupação maior, durante todo o filme, foi que o Border Collie não morresse. O nome do cão é cão.
Sacanagem quando os animais morrem nos filmes, e nesse temos uma cota de cavalos assassinados.  Não acho isso legal. Matem as crianças, as mulheres, matem as formiguinhas, mas por favor, não os animais. Se for matar animais, que sejam os gatos.
Ah, ia esquecendo da gostosa. Nesse caso, não apareceu nem um pedacinho de pele dela. É a Thirteen do Dr. House, e SPOILER, ela é um ET de uma raça dizimada. Bom, não entendi bem o papel dela ali, mas tínhamos que ter uma moça bonita para justificar Hollywood.
E temos os ET’s, claro. Muito bem feitos, muito interessantes...mas não se faz mais ET’s como antigamente.  Preferi os de Sinais. (claro, ISSO foi uma piada).
Li um blogueiro americano falando que a continuação vai se chamar Things & Stuff...(AHHUAHHUAHUA)
Bom, no final, o filme é bem divertidinho, e vale a hora e meia que perdemos nele...
É isso.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Save Ferris Bueller


Se você viveu nos anos 80, com certeza sabe quem é Ferris Bueller. Se você não sabe, pode morrer agora e o resto de nós não sentirá sua falta.
Já assistiu “curtindo a vida adoidado”?? sinceramente eu gosto muito do nome desse filme em português, acho que foi um dos raros acertos, que eram mais comuns 20 anos trás.
Ferris Bueller’s Day off é um filme de 1986 que trás Mathew Broderick no papel principal e de maneira totalmente genial. O filme conta um dia na vida de Ferris, sua namorada Sloane e o melhor amigo, Cameron. Ferris decide matar aula e consegue convencer Cameron, que está doente em casa, de participar com ele de um dia em Chicago. Para chegar à cidade eles tiram Sloane da escola e roubam a Ferrari do pai de Cameron.
A história gira em torno do diretor da escola, Ed Rooney,tentando provar que Ferris está matando aula.
Enquanto Rooney procura por Ferris, sua irmã Jeanne (Jennifer Gray – que só fez dois filmes de destaque na vida (esse e Dirty Dancing)) tenta provar para seus pais que o irmão os está enganando. Para melhorar a história, o próprio Ferris espalha a história de que está morrendo por falta de um rim, e diversas vezes durante o filme vemos referencias à Ferris em placas, com os dizeres “Save Ferris”.
Algumas coisas no filme são muito interessantes, como a quebra da quarta parede. Ferris fala diretamente com o telespectador durante todo o filme. E também tem frases geniais.
Existe uma lenda que há alguns anos está rodando por Hollywood um roteiro sobre Ferris adulto, mas não sei até onde isso é verdade e nem o quão arriscado pode ser produzia a sequência de um Cult.
Outra coisa que gosto bastante é quando Ferris canta Twist and Shoult em uma parada.

Além disso temos uma participação  muito interessante no final do filme. Charlie Sheen faz uma ponta! Nos créditos ele é “the boy in the police station” e exatamente quem ele é. Jeanne está na delegacia e ele pergunta se é por causa de drogas. Ela diz que não, e pergunta por que ele está lá. Ele diz que é por causa de drogas. Premonição ou o que?
Por fim, a música, clássica, de Curtindo a vida Adoidado...

Acho que pelo menos uma vez por mês foi postar sobre uma dessas pérolas dos anos 80 aqui. Qual será o próximo?


Em tempo, em Portugal o filme se chama O Rei dos Gazeteiros...chupa.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Great Scott and Holy Shit!


Poucas coisas me confundem tanto na ficção como a Viagem no Tempo.
Tipo, não consigo entender uma pessoa viajar no tempo, voltar pra um futuro alterado e não lembrar do que aconteceu no seu passado mesmo que, supostamente, tenha vivido aquelas coisas. Mas não vou ficar batendo nessa tecla por muito tempo porque, hoje, quero falar do filmes mais legal que já vi na vida, que sempre adorei e que, sim, me deixa perplexa muitas vezes. Back to the Future.
Vou falar da trilogia como se fosse apenas uma longa história contada em três partes, pois não consigo considerá-la de outra forma.
Os personagens: Acho muito legal como se dá a relação dos personagens no filmes. Primeiramente, não creio que Marty tivesse conhecido o Dr. Brown se Marty não tivesse viajado para 1955 quando estava em 1985 e tenha conhecido o Dr. Do passado. Oo.
Aí eu me confundo. Afinal, se Marty não tivesse voltado ao passado, o Dr. Brown provavelmnete não teria contruído a máquina do tempo no Delorian. (aqui a primeira curiosidade – originalmente o Delorian deveria ser uma geladeira. Os produtores mudaram de ideia pois pensaram que as crianças poderiam querer entrar nas geladeiras de casa depois de ver o filme).
Enfim, o primeiro contato do Dr. Emmet Brown com Marty de dá em 1955, quando os pais de Marty nem se conheciam. Quando Marty viaja no tempo pela primeira vez, ele sai do estacionamento de uma loja chamada Twin Pines (Pinheiros gêmeos) e quando passa para o ano de 1955 é lavado à uma fazenda, onde o estacionamento seria construído no futuro. Mas nosso Marty derruba um dos pinheiros com o Delorian, e quando ele volta para o futuro, a placa do estacionamento é One Pine. Esse é um dos detalhes que mostra que Marty voltou para uma realidade diferente da que saiu, tipo, um futuro alternativo, em que ele não se lembra exatamente de sua infância, por que algumas atitudes que ele incentivou seu pai a tomar no passado fez com que o futuro de sua família fosse alterado. Ele não sabia, por exemplo, que tinha um carro (que era o desejo de consumo antes da viagem). Estou sendo confusa?
Bom, o que eu gosto no filme é como todas as explicações ficam amarradas uma à outra, de modo que quando assistimos com atenção, podemos pescar certos detalhes muito legais, como o lance dos pinheiros, ou quando Marty joga um jogo de tiro no fliperama no futuro (com o lindo Elijah Wood) e depois joga tiro ao alvo do mesmo jeito no velho oeste, ou como o relógio da torre faz parte da história de Hill Valley. Além disso temos as homenagens. Marty é Calvin Klein em 1955 e Clint Eastwood em 1885. Podemos ver referencias frequentes a Pepsi e a Nike, em todas as realidades Hill Valey tinha um posto Texaco. Além disso, há brincadeiras não tão sutis, como a propaganda sobre o filme Tubarão 19, do próprio Spielberg que, segundo Marty, continua não parecendo de verdade.
Gostar de Back to the Future é fazer uma homenagem aos lindos anos 80. E o mais incrível é que assistir a versão remasterizada do filme dá a impressão de que a película é muito mais recente.
Agora, vamos falar das coisas épicas.

A primeira é Marty tocando na festa de formatura de seus pais. Melhor cena do filme, Johnny B. Goode! (sem falar que ali podemos saber como o Chuck Berry teve a “ideia” para a música). Nota: podemos até dizer que Johnny B. Goode não tem autor, já que Marty aprende com Chuck, e Chuck aprendeu com Marty. Se Marty não tivesse viajado no tempo, Johnny B. Goode não existiria. (weird).
Outra cena que gosto bastante é a perseguição, no futuro, com os super-skates-voadores. Aquilo é o máximo, assim como os tênis e a jaqueta (que seca sozinha) ajustáveis. A cena da perseguição em 1955, quando Marty quebra o carrinho do menino para fazer um skate de madeira também é demais, e com um extra: Biff e o esterco. Cena que se repete nas duas partes seguintes do filme. (uma curiosidade – todos os membros, em todas as épocas, da família Tenen foram representados pelo mesmo ator) e toda vez que vejo esse ator em qualquer filme com o Thomas F. Wilson eu morro de raiva dele. =]
Quando Marty representa Darth Vader, com ajuda do Van Halen para convencer George Mcfly à convidar Lorene para o baile, orgástico. A cena é muito mais comprida e pode ser vista em extras e na internet da vida.
No fim das contas podemos dizer que Back to The Future é uma coleção de referencias Pop muito bem montadas e dispostas de forma inteligente. Provavelmente cada vez que assisto percebo uma coisa que não tinha visto anteriormente e eu nunca canso de ver.
As imagens que estão pelo post foram colecionadas e são super divertidas. Abaixo uns links bacanas.
O post é para o @mbrabilla. Claro. 


Sobre a expressão preferida do Dr. Brown - http://en.wikipedia.org/wiki/Great_Scott