domingo, 25 de agosto de 2013

Séries que abandonei esse ano Parte II

Bom, um  post não foi o suficiente. Lembrei de outras.


The Following.


Foi o azarão do ano. Comecei assistir de boa, me apaixonei pelo Joe Carrol, sempre gostei do Bacon (todos gostam de bacon), mas com o tempo, aconteceu uma coisa muito ruim com The Following: a história deixou de ter importância.
Parei  de me perguntar qual era o plano de Carrol. E algo pior: parei de me importar com os personagens.
Empatia é tudo. Se você não de importa mais com o que está acontecendo com as pessoas que você está acompanhando, tudo deixa de interessar, e você desiste. Todos os personagens, excetuando Will.
Will é um manual de como um psicopata se torna um assassino. Mas não deu pra acompanhar só por causa dele. Abandonei faltando três episódios pra terminar a temporada, e não volto à ele, com Poe ou sem Poe.

The Walking Dead.



Abandonei várias vezes. Na verdade, assisti alguns episódios desta última temporada sem ter terminado de ver a segunda. Livros, filmes e seriados sobre catástrofes são difíceis. As primeiras temporadas são sempre lindas, as pessoas tentando se adaptar a uma nova realidade, as coisas acontecendo rapidamente, e o mini apocalipse sendo o centro de tudo. Depois desses primeiros episódios a trama se foca nas pessoas e duas coisas podem acontecer: desastre total ou amar a coisa toda. Nunca amo. Com exceção para The Stand livro de King (que sabiamente virou minissérie e acabou), nada apocalíptico faz meu gênero.
The Walking Dead sofre o mesmo problema de The Following: personagens cabaços. Rick é chato, Lori era uma nojenta, e nem o Governador foi legal na versão televisiva. Sim, leio os HQ’s, não, não ligo para as mudanças. Mas não deu pra odiar o Governador. Ou amá-lo. Deu pra odiar a Andrea, por todos os motivos errados. Michonne estava chata, e tinha todo o potencial para ser fodona. E Glenn, que era meu querido na primeira temporada ficou tão sem graça...triste. Destaque de amor para os irmãos Daryl e Merle. Merle foi sensacional, e Daryl...é Daryl. Não volto para a próxima temporada.


Orphan Black.



Primeira coisa a dizer: Tatiana Maslany é A ATRIZ. Sério. Nunca tinha ouvido falar da menina, mas ela conseguiu fazer uma coisa linda na série.
Orphan Black é uma história sobre clones espalhados pelo mundo. Os clones são interpretados por Tatiana. Alguém quer matá-los. Alguém precisa salvá-los. O legal é que dá pra saber, certinho, quem é qual clone, ATÉ QUANDO UM ESTÁ SE PASSANDO POR OUTRO.
Parei de ver antes de terminar a temporada, embora divertido, porque não aguentava mais o estilo punk da série. Parece uma daquelas séries britânicas toscas. A coisa foi descambando de vez para a ficção cientifica, e até tinha um cara com rabo. Não gosto muito do estilo.
Parecia que eu estava assistindo uma série baixo orçamento da SyFy (baixo orçamento da Syfy, pleonasmo) De boa, não dava mais.
Mas, até recomendo pra quem gosta do estilo. Ela pode ser bem divertida.



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Batman: de Keaton até Affleck





Maior auê nas internets porque produzirão novos filmes (Liga da Justiça) com o Ben Affleck no papel do Cavaleiro das Trevas. Vou dar minha opinião sobre isso lá no final, mas vamos relembrar alguns filmes do Batman. Vou me ater aos que assisti, e que divertiram minha infância e aos mais recentes, que, bem... vamos lá.
Resumão gigante: Bruce Wayne, vindo de uma família bilionária, vê seus pais serem mortos por assaltantes quando ainda é pequeno, e cresce para limpara Gothan City (cidadezinha mais nojenta que a Detroit de Robocop) do crime. Ele se veste de negro, e sai à noite. O motivo é o seguinte:



Batman (1989)
Comecemos pelo Batman de Tim Burton. Sei que as pessoas veneram Tim Burton, mas eu cansei dele faz tempo. Esse filme é todo Burton e foi produzido em 1989. Assisti esses dias, de novo, na TV e devo dizer que sou toda a favor dele. Ele é divertido e tem certo ar de grandiosidade. Lembremos que ele tem 25 anos. Sou fã de Nicholson e acredito que ele fez um bom Curinga. E fica a pergunta: o que foi feito de Michael Keaton?


Batman Returns (1992)
Filme mais tosco da era Batman? Depende. Ele tem um forte concorrente! Batman Returns é ridículo! Mas... eu gosto muito do Pinguim nele! Aliás, sempre amo Devito. Ele tem cara de cachorro abandonado mesmo com o nariz do Pinguim. Não tenho ideia de se a história de Pinguim é a mesma nos quadrinhos no filme, mas eu fiquei com a maior dó dele. Burton, nesse filme, consegue dar mais vazão às suas loucuras, já que Pinguim é um cara bem psicodélico. A mulher gato, Pfeiffer, é de dar nojo. Não gosto dele como mulher gato não gosto da maneira como ela costura a roupa que usa, não gosto da falta de propósito dela no filme. Só gosto do Pinguim. Ele foi mais injustiçado que o Batman. Só não foi mais injustiçado do que o Batman foi na hora das escolhas de atores para o interpretarem. Keaton não foi o pior. Não, não foi.


Batman Forever (1995)
AUHUHAHUAHUHAUUHAHUA. Val Kilmer! Velho, Val Kilmer!!!!!! O cara é muito ruim. Temos dois tipos de atores que funcionam em Batman: alguns como o Cavaleiro das Trevas, outros como Bruce Wayne (caso de Keaton e mais um aí). Kilmer só NÃO FUNCIONA. Schumacher é o diretor desse filme e eu, ignorante não sei nada sobre ele. (meu conhecimento sobre diretores é tosco e engloba Spielberg, Burton e Tarantino). O filme pode ser um pouquinho mais “escuro” e panz, mas ainda é uma droga. De longe, pra mim, o pior filme da franquia. Não sei bem porque acho isso, mas a pretensão dele pode ser o motivo de eu não gostar. Dá pra perceber que o propósito dele foi se engrandecer, e Val Kilmer, tosco, fodeu com tudo. Eu amo o Tommy Lee Jones, mas não gostei dele no filme. Amei o Charada, no entanto, interpretado por Jim Carrey, e o que ele fez foi acabar de foder o filme com a vaia humorística. Ficou bom, mas foi totalmente contra o clima do filme. Viva Carrey! Um adendo (ia me esquecendo!!). Chris O’Donnell como Robin (criei uma paixonite pelo ator, por essa época). Ia me esquecendo por que a personagem é esquecível. 


Batman & Robin (1997).
Lembra que eu disse que o filme com o Kilmer era o mais tosco? Pois é... será mesmo? Batman & Robin é uma zona. Personagens demais, e muito bagunçado. Foi um “fracasso” de bilheteria (o que quer dizer que ganhou menos, estampar um filme com a franquia de Batman é dinheiro certo). George Clooney é um bom Wayne, e na medida do possível, um Batman bacana. Ele tem o queixo certo. Esse filme está mais legal na parte tecnológica, e de todos acima, talvez seja o mais sério. A veia cômica desapareceu, o macacão do Charada desapareceu, e o vilão é Mister Freeze (Schwarzenegger). Horrível, horrível. Eu assisti esse filme uma vez só e recomendo, altamente, que ele seja ignorado. Não tem um porque de ser visto diferente dos outros, em que temos pinguins gigantes, Nicholson e Jim Carrey! Um filme mais sisudo, com uma pitadinha de passassão de mão na bunda de Robin, pelo Batman!!! Ah, temos Uma Truman como Hera Venenosa (conheci a personagem no filme) e Alicia Silverstone (hâ?) como Batgirl. 

Trilogia recente.
Adoro o Bale, embora digam que ele bata na mãe. Enfim, Nolan aparentemente, é o novo diretor top. Li muito sobre opiniões sociológicas relacionadas à trilogia O Cavaleiro das Trevas. O sucesso estadunidense se deve a vários fatores. Batman: garantia de sucesso. Recursos de produção: ilimitados. Atores: ótimos. Mas o que, dizem os sociólogos, fez o primeiro filme ser top foi o roteiro. Aliás, os roteiros da trilogia giram, basicamente, em torno do terrorismo e manipulação política. Temos, no primeiro filme, a história de Batman, e o vilão é Espantalho, que foi genial. A história é de como Batman surgiu e como seus sentimentos de vingança o levam a se tornar o cavaleiro. Explica até porque um morcego.

O segundo filme é genial. Dizem que, se tivessem trocado Batman e Curinga por dois cidadãos “comuns” o filme continuaria ótimo. Esse filme é a contra partida da insanidade de Wayne. Sim, Wayne tem sua parcela de loucura. Mas nada comparado ao seu nêmeses, o Curinga. Claro que Ledger morrer logo após a gravação deu um toque a mais para o filme (não estou sendo cínica só realista). Mas Ledger foi uma lenda. Ele vestiu a personagem. Ele foi insano. Ele não respondeu como ganhou as cicatrizes. Esse filme entrou para a história pela interpretação de Heath Ledger. Enquanto o primeiro filme versa sobre passado, vingança e o ponto de terrorismo é químico, neste nós vemos a maldade e a manipulação. A cena dos barcos é genial. O filme me fez fã de Nolan.

Já o terceiro, é um bom filme. O arco entre Batman e  Ra's al Ghul se fecha, mesmo que Liam Neeson (amo) não apareça. O terceiro filme tem pontos altos, como os julgamentos, decididos pelO Espantalho, a resistência, a bunda da Anne Hathaway. Mas dos três, é o que menos gostei, na verdade, ele não prendeu minha atenção como deveria. Achei Bane chato pra caralho, o final previsível demais... embora as cenas no poço sejam chocantes.
Um adendo para a parafernália! O traje de Batman, o batmóvel Tumbler, a moto. Genial.
Na época do lançamento de The Dark Knight Rises um maluco matou uma pá de gente em um cinema nos EUA. Fica aí a “sorte” da promoção grátis dos filmes. Primeiro com a overdose de Ledger, depois com o assassinato no cinema. Isso impulsionou os filmes também.


Quanto a nova adaptação da Liga da Justiça com Ben Affleck. Eu gosto dele. Bastante. Ele cometeu grandes deslizes na carreira, como O Demolidor, mas poxa, ele é bom! o diretor será Zack Snyder.Torcemos!













quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Caverna do Dragão - O Final

Será?
Já ouvi falar de uma penca de histórias finais de A Caverna do Dragão.
È meu desenho animado favorito, seguido direto por DuckTales. Adoro as aventuras.
A Caverna do Dragão é um dos berços onde os geeks, nerds e idólatras dos anos 80/90 foram criados.
Quando vi que tinham “finalmente” liberado a parte final da história, em quadrinho, não liguei muito. Só fui ler porque um dos meus alunos insistiu horrores. E amei.
Amei.
Primeiro porque a história tem toda a cara da série original. Depois por que o Presto arrasou.  Amo o Presto. Amo o Eric. Adorava a amizade entre os dois. Nunca gostei do Bob, mas não dá pra culpar, né? Ôh moleque chato.
Enfim, o mais legal foi a coisa de batalha do bem contra o mau, a fé do Mestre dos Magos e a coisa toda de acreditar nos aventureiros.
A história foi baseada, em parte, na história bíblica de Jó. Aliás, os elementos da história é clássica nas aventuras de heróis, em que eles são deixados a própria sorte para provar se valor. Abaixo a história, que roubei lá do ComplexoGeek!

Ah, e o final - pra mim - está mais que satisfatório.



segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Séries que abandonei esse ano.

Ando abandonando as coisas que não me divertem. Já que não posso abandonar as que me preocupam.
Esse ano está sendo um ano libertador, já que acabaram aquelas obrigações morais impostas por mim mesma de terminar um livro, ou um filme ou série.

Sempre que assistia uma série terminava – pelo menos – a temporada. Não mais.

Esse ano estava empolgada e curiosa com suas séries: Bates Motel e Hannibal.

Achei que Bates Motel está vendo a série mais incrível que já vi no quesito tensão. É impressionante que até quando nada está acontecendo, as coisas estão a ponto de explodir. Mamãe Norma é uma personagem sensacional, e a atriz – Vera Farmiga – é uma coisa de louco quando se trata de expressões faciais. E de pernas.

Já o menino Norman é também interpretado por um cara incrível e você sente arrepior de estar perto dele. Genial em fotografia, genial em cenário...babando.
Clodovil

Enquanto isso, Hannibal não me conquistou. Achei parado, psicodélico demais, e um tanto enrolado. Tendo lido os livros de Thomas Harris, me perguntei se valia a pena levar adiante. Não valeu. Um adendo sobre Hannibal é que fiquei uma semana sem comer carne. Uma coisa que me fez parar de ver foi um amigo comparar Hannibal Lecter a Clodovil. Morri de rir e a série morreu pra mim.
Oin


Outra série que abandonei esse ano, depois de ver uma temporada e meia, foi Revenge. Série de menina, mas eu gostava do clima nas Hamptons,e  dos vestidos, e da Emily! Mas o que aconteceu foi que, na segunda temporada, a decaida de conteúdo foi incrível. Já tinha me revoltado com a menina vingativa ser um ninja, mas ela ter voltado depois de todo o rebuliço para descobrir que a mãe dela também tinha sofrido injustiça, foi demais. Saudades eternas do Nolan, e só!
Mocinha com Asperger


Também desisti, hoje, tipo agorinha e por isso estou escrevendo o post, de The Bridge.

Não é que seja ruim, mas é tão monótona, e sempre igual. E feia. Sei lá. Sou mais as coisas glamourosas que se passam em Manhatan. The Bridge é muito legal, mas falta. Acredito que falte ação, e acho que é bem proposital por que em El Paso é quente. As pessoas no México são corruptas. Todas as moças em Juarez ou são prostitutas, ou são mães de muitos filhos, ou vão ser estupradas e mortas. Tipo, não gostei disso.
Os homens mexicanos são maus. Traficantes e assassinos. A polícia e desorganizada e vendida. E os EUA são lindos e perfeitos. Chegou, né?
Err


Dexter. Não dava mais. Insisti no erro e depois que parei muitos amigos disseram que eu não sabia o que estava perdendo. Depois que a Debra descobriu que Dex era um assassino, a coisa degringolou de vez. Adoro a justificativa “mas Dexter se desenvolveu tanto durante a série”, mas gente. Quando a série começou, ele já era um completo adulto. Serial killers não mudam. Eles não podem! Ele é um psicopata, que não sente empatia e nem amor. Ficou chato. Os dramas de Dex não eram válidos pra mim.

Desisti de várias outras, mas essas foram as mais lembradas. Aproveitem a vida, não se prendam em coisas chatas de ficção. Vejam ficções legais e vejam coisas chatas na vida real!

Xoxo




domingo, 18 de agosto de 2013

Os Mortos Vivos - Peter Straub

Fico por aqui, escrevendo de livros, falando sobre histórias e autores que gosto, os gêneros preferidos, e deixei passar o seguinte:
Você sabe qual é o melhor livro de terror/horror de todos os tempos? (sim, o blog é meu, é minha opinião)
Bom, se a turminha feliz aí achar que vou nomear um King, errou rude. Os dois livros mais assustadores de King são Casa Negra e O Iluminado, mas o melhor livro de terror de todos os tempos é do cara que escreveu Casa Negra e O Talismã com King.
Estamos falando de Os Mortos Vivos (Ghost Story) e de Peter Straub.
Já senti medo de alguns livros na vida, aliás, um que eu nem lia quando estava sozinha – O Exorcista – mas esse livro de Straub é de arrepiar os cabelos da nuca. De arrepiar os pelos dos dedos dos pés. MEDO!
Os Mortos Vivos é sobre um grupo de velhor amigos (velhos velhos) que se reúnem as vezes para contar fatos mal assombrados. Alguém pergunta: “qual a pior coisa que você já fez?” e alguém responde “eu não vou dizer qual foi a pior coisa que já fiz, mas vou lhe dizer a pior coisa que me aconteceu”.
G-E-N-I-A-L.
Esses quatro velhos não precisam compartilhar a pior coisa que já fizeram, por que a fizeram juntos.
Eles moram em uma pequena cidade em Nova York e tem um segredo que os une. E esse segredo da juventude está de volta pra se vingar.
O interessante nesse livro é a maneira como Peter Straub vai crescendo a história. Começa em um ritmo lento (que dá um desânimo) e logo depois das primeiras 30 páginas vira um inferno sangrento. A trama vai se desenrolando de uma maneira que você nunca sabe qual vai ser a próxima evolução. E há o medo.
O que posso falar sobre o medo é que ele é palpável. Ele é verdadeiro porque os elementos que começam a provocar o medo não são sobrenaturais. E quando evoluem pra isso, velho, você treme.
Há uma coisa muito legal no livro, que é a mutilação de animais. Vira e mexe alguém tenta utilizar isso em livros de horror, e nisso, Straub foi mestre.
É uma leitura que recomendo a todos, sempre.

Qual foi a pior coisa que você já fez?


PS: A capa acima é a que eu tenho, uma brochura com papel jornal que se acha por preço de banana em sebos.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Uma Questão de Segundos - Harlan Coben



Acabei de ler “Uma questão de segundos”.
Livro enxutíssimo, não é tão com quanto o primeiro livro estrelado por Mickey Bolivar, mas ainda assim é muito bacana.
Você começa ler o livro e de repente percebe que está apenas continuando exatamente no dia depois do primeiro livro (Refúgio) terminar. E tipo, eu nunca vi alguém atrair tantos problemas quanto Mickey.
Podemos ver que o fruto de muitos dos problemas que Mickey enfrenta tem relação com o misterioso grupo Abeona. A velha senhora Morcega é, aparentemente, a fundadora desse grupo do qual o pai de Mickey participava e que tem por objetivo salvar as crianças de maus tratos.
Rachel, a gostosa da classe e parte menos ativa do grupo de amigos de Mickey é uma ajudante do grupo, desde o primeiro livro. Ainda não consegui entender como eles recrutaram uma menina de menos de 15 anos para o grupo, mas ainda não consegui entender um monte de coisas que acontecem naquela vizinhança.
Enfim, conseguimos neste romance ter uma ideia muito melhor de quem é Colherada (meu personagem favorito). O desenvolvimento dos personagens é digno de nota, já que agora Coben se dedicou muito mais à isso. Temos até uma “Rede dos Zeladores”! Adoro as nomenclaturas que Colherada dá às coisas de que gosta.
Quanto a Ema, foi-nos revelada a identidade de sua mãe e metade do mistérios por trás de sua família. Ainda não sabemos quem é o pai, e estou curiosa para saber, já que creio que isso terá relação com a próxima trama de Mickey. Até os personagens secundários estão um pouquinho mais aparentes aqui, como os valentões/idiotas da escola.
Gostei bastante da relação de Myron com o sobrinho, começando a se desenvolver e como ele está conseguindo levar as coisas com um pouco menos de obaoba.
No geral, a trama do primeiro livro foi bem melhor, mas acredito que o próximo pode vir a ser ainda melhor, já que no final desse romance sabemos que Myron conseguiu a exumação do corpo do pai de Mickey.
Esses livros estão parecendo muito mais uma série de TV. Aguardando o próximo, espere que não demore!


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Refúgio - Harlan Coben

Um tio bobão pra um sobrinho mais bobão ainda?
Li Refúgio.
Amei.
Na verdade, li três livros do Coben em três dias e depois disso, parei de ler por algum tempo, porque nada se compara ao ritmo que encontro nos livros desse cara.
Esses dias li um resenha aqui mesmo no blog, que fiz sobre Coben e minha opinião não muda: ritmo, ritmo, ritmo. É isso que faz desse escritor um Best!
Uma das coisas que ouvi sobre escrever um romance que as pessoas querem ler fala justamente da construção do personagem. O personagem tem que causar simpatia no publico.
Essa estratégia que Coben usa, de fazer o Myron conversar com o leitor, é muito legal.
As piadas são ruins pra caramba...mas quem se importa? Elas continuam engraçadas.
Amar Myron significa amar Win e Esperanza (e achar um saco reler a história da Pequena Pocahontas em TODOS os livros). Significa também desejar ter pais como os pais do agente esportivo Bolitar.
Mas agora temos o Mickey pra amar também. E com ele o Colherada e Ema, a menina gótica que todos amamos.
Adorei Refúgio.  Fantasioso, sim. Provável, não! Dá pra engolir? Com muito líquido dá. Mas mesmo com todos os problemas de enredo (e acho isso super proposital) acredito que Refúgio é um vencedor, porque mantém aquilo que Coben tem de melhor: o mistério.
Mickey está em busca de sua namorada, desaparecida misteriosamente. Está também curioso quanto a uma velha que mora em uma casa mal assombrada. E está tendo problemas de adaptação com sua mãe drogada e seu tio exagerado. No meio de tudo isso, está o basquete, a escola nova, um carinha estranho, que oferece informações aleatórias o tempo todo (dá-le Colherada) e a gordinha Ema, de quem precisamos de informações.
Enfim, um livro que vale a pena. Ainda não comprei o segundo livro de Mickey, mas já posso dizer que gosto dele, quase tanto quanto gosto do tio.



quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Inferno - Dan Brown

Estava louca pra escrever essa resenha.
Estava maluca, na verdade, e a mais de 15 dias, já que não conseguia terminar de ler essa porcaria de livro, de tão entediante.
Mas eu tinha que terminar, porque queria postar aqui minha opinião.
Adoro Best Sellers. Adoro ler livrinhos rápidos, que te deixam com a sensação de cabeça vazia. Os Best Sellers me ajudam a deixar de pensar um pouco, e como tenho a cabeça muito agitada, isso é um bálsamo. Talvez seja por isso que eu seja viciada em leitura. É como um ópio gostosinho.
Gostei muito dos livros de Brown, (o que mais gosto é Ponto de Impacto), mas já tinha me decepcionado grandemente com o Símbolo Perdido. Achei chato, previsível e “mais do mesmo”.
Eis que, nessa época de livro ruim (esse ano foi MUITO ruim para lançamentos), me pego com esse tal de Inferno nas mãos.
Pra começar, meu marido é um entusiasta da Divina Comédia, e este lendo uma biografia de Dante, da qual eu leio por tabela. Então o clima na minha casa está para Dante e o Inferno, mas não está para Dan Brown.
O livro é ruim. O livro é ruim pra caramba. O livro é um dos piores que já li na vida.
Tão ruim que comecei me questionar sobre os outros livros dele. Não quero mais Dan Brown na minha casa.
Esse escritor é uma farsa.
O livro tem pontas soltas, o deus ex machina mora dentro da história, as personagens são uma droga e TODA a ação é risível.
Langdon e companhia não tomam atitudes condizentes com a condição de seres humanos pensantes.
O pior é que, em retrocesso, todos os livros são assim.
O mais legal é que acabei apagando as histórias da minha cabeça, então não tenho nem como comparar.
Enfim, eu detestei cada linha, de cada página, até o final.
Um momento da “caça ao tesouro” me enganou. Ponto pro Brown. O resto era tão previsível que deu sono. A construção do personagem “diretor” é o mesmo que vimos em todos os outros livros de Brown: o cara misterioso que perde o controle. No começo da história há uma assassina que morre, do nada, ainda no começo. Ele nem apresenta a mulher direito. Ela é só uma cena de impacto de morte,num momento bem ruim.
A mulher da vez (Langdon Girl) é uma superdotada idiota. E o Langdon desse livro me lembra muito o Langdon interpretado pelo Tom Hanks: um bosta.
No fim, ainda salvaram algumas coisas: Florença e Veneza no Google. Lugares que eu não conhecia e passei a saber que existem. Lindos.
Ah, o que falam de Dante dá pra saber lendo a página da Wikipédia.

Shame on you, Dan Brown! Shame on you!

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Joyland - Stephen King

Terminei de ler um dos mais recentes livros do Mestre.
Trata-se de Joyland, (e viva a terra da diversão).
É uma história enxuta, bonita e inteligente. Nada de carta ao leitor, então não dá pra saber se é uma história escrita agora, ou se é algum que o king tirou do fundo do baú (se passa no final dos anos 70), mas é uma história “boa pra dedéu”. King diz que teve a ideia da história depois de ver um menino numa cadeira de rodas empinando uma pipa com o rosto de Jesus.
Consegui passar pelo último ano sem receber spoilers dessa história – a não ser pela capa – então eu não sabia nada do que leria, só que estaríamos em um parque de diversões.
A primeira coisa que gostei, foi do personagem principal. Dev é só um garoto, precisando de uma grana, com o coração partido e sem nenhum objetivo concreto da vida para as férias dop semestre. Ele, com mais cerca de 200 pessoas, vai trabalhar em um parque de diversões – Joyland – que funciona somente durante o verão.
Devin não é um personagem completo. Isso se dá, principalmente, por ele ser muito jovem. Ele não teve um passado ruim, apesar de ter visto sua mãe morrer de câncer (como a mãe de King).
O livro é narrado em primeira pessoa, e é levinho e interessante. O ritmo da narrativa não permite que o leitor se desligue da história. Você lê um pouco e não quer mais parar.
Então, o garoto vai trabalhar nesse parque e descobre que alguns funcionários de lá relatam ver o fantasma de uma mulher que foi assassinada no trem fantasma alguns anos atrás.
Quer saber o melhor: essa história não é sobre a mulher. Não é sobre nada aterrorizante, na verdade. Pelo menos não no quesito sobrenatural. Há alguns monstros, mas eles são bem reais. A doença, a crueldade e a decepção são os monstros dessa história que não deixa o leitor com medo, ou revoltado, ou angustiado.
É uma história que deixa o leitor nostálgico, como se ele tivesse perdido algo em sua juventude. No final, é uma história bonita e triste. Mas com picos de alegria gostosos.
Joyland não se parece muito com os livros que nós, leitores fiéis, estamos acostumados. O que mais lembra, talvez, pelo ritmo narrativo, é Eclipse Total...mas ainda não é bem isso.
Que seja, não estou indecisa quanto a uma coisa: adorei pegar essa obra nova e original e vi que tempos de Love e Celular ficaram pra traz. A história é muito boa e eu recomendo que vocês deem uma passada na Carolina do Norte, no verão, e visitem Joyland. Você vai ter diversão, conhecer o cão Howie, e, quem sabe, ver um fantasma de verdadinha no túnel do terror!
Ah! Ainda não saiu no Brasil!




sábado, 6 de julho de 2013

Desespero - Stephen King

Resolvi  reler Desespero depois que achei o pocket por 10 reais no Submarino.
Preço de banana, livro bacaninha, eu sem vontade de ter pensamentos sérios.
Reler King é legal por que não exige esforço intelectual. Nenhunzinho mesmo. É, tipo, você ver televisão.
Por outro lado, reler faz com que você ser concentre menos na história principal e mais nas nuances.
Isso me fez perceber que Desespero tem uma boa história a ser contada e nenhum detalhe significativo. É um dos meus livros favoritos de King, mas não deixa nada para o leitor resolver.
Ah, claro, temos a grande questão DEUS no livro. Mas nem ela pode ser muito explorada, porque não existe, na verdade, dúvidas sobre a existência de Deus para os leitores. Ele está lá. E está querendo algo.
Resuminho:
Um grupo de pessoas - entre elas um menino religioso e um escritor arrogante – são levados para a cidade de Desespero, no meio do deserto de nevada, e lá tem que enfrentar um demônio antigo, em favor de Deus.
O livro conta, basicamente, as maldades do demônio (sempre incorporado) e permeia a fé do menino (David) com a descrença do escrito (Johnny).
É um dos maiores livros de King, com quase 900 páginas e tem um ritmo alucinante, com personagens interessantes em seus anseios NO PRESENTE, mas apenas os dois principais são bem construídos o suficiente para serem dignos de nota. A impressão que dá é que os outros personagens foram apenas jogados lá para fazer volume e cumprir tarefinhas bobas.
King mexe muito com a maneira como as pessoas observam a fé do próximo, no que as pessoas acreditam (ou não) e como elas lidam com o inexplicável.
David é um “tocado por Deus” e até realiza a multiplicação do pão e do peixe na história.
Até começar escrever essa resenha, achava o livro o máximo, mas agora estou com sérias dúvidas sobre o que achar dele, do ponto de vista de não haver, realmente, uma grande história, como é o caso de Buick 8, que descrevi no blog  no mês passado.
A própria conquista da fé é estranha, e se dá depois de muitas provas desnecessárias.
Acho que King falhou em sua tentativa de utilizar a fé como recurso, e também faltou um pouco de conhecimento “jogado na cara do fiel leitor” em relação à bíblia. Ele poderia ter abusado mais disso.
Na verdade, pensando agora, acho que King só usou o livro para fazer uma descrição dele mesmo (no caso de ele não ter tido a coragem de largar as drogas e bebida a tempo). O livro é sobre King (ou John Marinville) e como ele deve ter se visto quando mais alucinado pelo sucesso.
Se você, fiel leitor, me perguntasse sobre o que esse livro é há 10 minutos, eu diria que era sobre Deus e fé, mas agora acho que é um autorretrato.
Por fim, como sou uma pessoa com as ideias viajadas, não posso deixar de dizer que tive longos pensamentos sobre a existência e utilidade de Deus depois de acompanhar a saga de David pela fé que ele adquiriu.
Tenho pensamentos originais - que não estavam na minha cabeça uma semana antes – sobre o que é e o que faz Deus. Mas isso veio depois que terminei o livro, o coloquei de lado e me perguntei: “acabou?”.
Agora estou a fim de reler Os Justiceiros, para ver o que consigo tirar de lá. Acho, só acho, que vou gostar mais dele.
Só uma coisa é digna de nota em Desespero: Tak. O demônio, ou fumaça, ou vibe ruim (ninguém sabe) foi desenterrado da Mina do China e tem uma coisa nele que gosto muito, ele não se preocupa. Ele não tem planos. Ele quer somente possuir alguém, matar, comer e fazer tudo de novo. Ele não se preocupa em trazer amigos, fechar portais, bajular um chefe. Tak é só energia ruim e instinto. A nêmese de Deus é o irracional. A fome. O sangue. E o medo.

Desespero: Recomendo a leitura, é muitíssimo divertido. Mas não releia. Não vale o esforço.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

From a Buick 8 - Stephen King

Esse fim de semana terminei a releitura de Buick 8. Resolvi ler novamente por que no “fã clube” do king – de que faço parte – meus coleguinhas criticaram bastante o livro.
Contem Spoiler lá embaixo, ok?
Buick 8 é a história de um regimento da polícia estadual da Pensilvânia, que tem a “guarda” de um carro (muito estranho) que foi abandonado num posto de gasolina.
O carro tem um motor zuado que não funciona, uma chave de ignição que não é uma chave, só um pino, e repele sujeira. O carro parece um Buick, mas não é EXATAMENTE um Buick.
O Regimento D é um esquadrão de policiais de rodovia, que – por não saber explicar o que o carro é – o mantém em um galpão, em segredo, por mais de 20 anos.
O carro é, na verdade, um portal para outro mundo. Se abre de tempos em tempos, e às vezes manda coisas para o galpão, às vezes tira coisas dele.
Agora vamos aos fatos.
A narração do livro é feita a partir de vários personagens que contam a história para o filho de um policial que morreu à serviço no regimento D. a narrativa de Buick 8 não é das melhores do King, por que muitas vezes me deixou um tanto confusa quanto a quem estava falando, mesmo que cara capítulo tenha o nome de quem está contando a história.
Também notei umas disparidades temporais. Pode ser implicância minha, e a história começa em 79, mas acredito que o livro não tenha, realmente, sido escrito em 2002, como King alega.
No meias, gostei muito do jeito como ele conduziu o desenvolvimento do relacionamento do regimento com o carro. Ele deixa uma sugestão de que o carro é um personagem e o Regimento D é outro. O legal também é o ar de segredo de polichenelo que King dá ao fato de o Buick ser “propriedade” do D. em dado momento ele diz que mais de 100 policiais passaram pelo regimento nos últimos 20 anos, e que todos sabiam sobre o Buick, e que todos guardaram segredo. Todos sabem que é impossível guardar segredos, quando muitas pessoas o conhecem, e isso faz do D um corpo especial.
Quanto aos monstros.
O Buick pari monstros. De repente, luzes começam piscar, a temperatura começa cair e o porta malas abre, soltando uma criatura.
Aqui que eu acho que houve uma sacada sensacional.
King brincou com a capacidade cerebral e linguística para descrever os bichos que saiam do carro.
Como boa graduada em Letras, estudei Semântica e Linguística, e acho que King também usou disso na composição deste texto.  
A primeira criatura que sai do carro (horrível como todas) é uma “coisa morcego”. É diferente de qualquer coisa já vista. É apavorante. Não parece com nada já visto, mas eles a chamam de coisa morcego por que morcego é o que mais chega perto de descrever aquilo. NÃO SE PARECE NADA COM UM MORCEGO.
Acho isso lindo, como achei ao ler Matéria Cinzenta.
O cérebro humano é incapaz de processar certas imagens. Aquilo fica parado na nossa mente, até que façamos a adaptação necessária para compreendermos.
King chega a te a dizer, através de um dos personagens que “o carro não é um carro, mas é assim que nós o vemos”.
Outra coisa bacana - e totalmente coerente – é a intenção do capitão de explicar que o Regimento D funcionava muito bem, obrigada.
Eles tinham um portal sobrenatural para outra dimensão à 5 metros deles, mas conseguiam realizar as atividades diárias com competência, sem ao menos pensar tanto no Buick, pelo menos quando ele estava dormindo. Isso por que “com tempo e esforço, o ser humano acostuma-se com qualquer coisa na vida”. O que também é verdade.
Acredito que muitos livros do King te dão aquela faísca de pensamento pra ficar desenvolvendo depois. Mas em Buick, essa faísca é bem forte.

Livro divertidíssimo, que gosto muito.

domingo, 16 de junho de 2013

Fique Comigo - Harlan Coben

Às vezes eu gosto de alguns autores sem saber por que gosto.
Esse é o caso de Harlan Coben.
O homem não escreve de uma maneira especial, usa o Deus Exmachina com uma frequência nada saudável e tem um personagem em alguns romances que não dá pra engolir. No entanto, sai livro do cara e eu to lá, comprando, e lendo em um dia.
Talvez ele seja o novo Sidney Sheldon, da minha fase adulta.
O fato é que eu gosto bastante dos livros de Coben, sem saber direito por que.
O ultimo que caiu em minhas mãos foi “Fique Comigo: quando menos se espera, o sonho pode virar pesadelo”.
A Hell of Title, né?
Bom. Pelo menos essa não é uma história de Myron Bolitar.
Myron é o personagem fodão, ex FBI (ainda não li as histórias dele no FBI), ex jogador fodão, ex advogado, e no momento agente de celebridades. Os livros em que Myron aparece são histórias cheias de ação e sem um pingo de sentido, sobre celebridades que vivem confinadas á ilhas e mães suicidas com bebês desaparecidos.
Fique Comigo é a história de uma mãe com um passado obscuro, que tem que voltar à esse passado para esclarecer um crime. É uma história de Serial Killer - bem bobinha por sinal - mas POR QUE EU ME AMARREI TANTO?
Toda a coisa do Coben está no ritmo. É sempre alucinante. Li quase 300 páginas em algumas horas, e perdi o fôlego umas 4 vezes. Coben mexe com a emoção do leitor e consegue passar o melhor clima de suspense possível. Melhor que muitos filmes, por sinal. Depois de ler um Coben, você deve descansar a sua cabeça por uns dias, senão qualquer livro que você for ler parecerá arrastado e você vai desistir dele. Coben te estraga para outras histórias.
Quer começar ler, comece com Não Conte a Ninguém, Desaparecido pra Sempre, ou Cilada. Ganhe horas de diversão com a mesma sensação de quem viu Os Vingadores: divirta-se terrivelmente e horas depois se pergunte “por que diabos eu gostei daquilo”.

Falou uma viciada em Coben.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Garota Exemplar - Gillian Flynn




Ler Garota Exemplar é uma experiência.
Li depois que muita gente elogiou a história. Li depois que muita gente disse que era o contrario do mau afamado e mau escrito 50 Tons de Cinza. Li depois que as pessoas começaram dizer que o livro era demais e que a Amy (personagem principal) era mesmo exemplar.
Por que gostei do livro?
É muito bem escrito. Embora eu não ache que a autora inovou no quesito ‘narrativa’ (ei, ei, vamos enganar o autor com as palavras da própria personagem)Gillian Flynn consegui construir uma história interessante, convidativa e rápida. É o que chamamos de thriller.
A história começa com o desaparecimento de Amy e o esforço (ou não) do marido para encontrá-la. Entremeado a isso, lemos o diário da moça, desde a época linda e mágica em que conheceu o marido em NYC até o momento em que eles se mudaram para o fim do mundo onde o marido nasceu, e voltou para cuidar da mãe com câncer.
Narrativa excelente pelo ponto de vista do marido. Narrativa muito boa também quando lemos o diário da pobre Amy.
Achei legal a forma como a autora conseguiu transmitir a meiguice de Amy, suas maneiras de agradar o marido e como a vida de casada era especial pra ela.
Com o desenvolvimento da história vemos o marido, Nick, ficar cada vez mais encrencado com a polícia, que o culpa de ter assassinado a mulher...mas, cadê o corpo?
Por que não curti o livro?
É um livro fabricado.
Acho que quando um autor se torna pop, muita gente começa a falar que o cara usa “fórmula” pra escrever. Não discordo. Mas mesmo assim, alguns Best Sellers tem HISTÓRIAS PRA CONTAR.
A impressão que me dá que Flynn fez uma pesquisa populacional para ver o que as mulheres queriam ler, e montou esse livro.
Ele soou artificial em alguns pontos. Por exemplo, na parte policial. Não tinha como Flynn não introduzir  a polícia na história, mas a atuação dela foi muito, muito ruim.
Outra coisa que detestei foi a maneira como público reagiu ao livro.
SPOILER


Amy é uma vaca psicopata, muito, muito filha da puta, e as mulheres ficam endeusando ela!
Odiei o retrato da mulher perfeita que também é o demônio de mulher. Ninguém é perfeita, ninguém é exemplar, mas aqui Flynn fala como se fossem as duas únicas maneiras.


FIM DE SPOILER

Acho que teria gostado mais do livro se ele tivesse se concluído com as pessoas merecedoras estando atrás das grades.
Se 50 Tons de Cinza denigre a imagem da mulher ( e sim, denigre, eu não li mas eu mesma tenho vontade de dar uns tapas em Anastácia), Garota Exemplar faz muito, muito pior.
Por fim, leitura divertida, aos moldes de Sidney Sheldon (garota vingativa) que me deixou, mulher, emputecida.
Mas recomendo a leitura (vai me entender)

O Pacto - Joe Hill




Acabei, neste minutinho, de ler O Pacto, de Joe Hill.
Estou surpresa.
Li Estrada da Noite uns tempos atrás, e achei somente bonzinho, talvez por que gerei certas expectativas erradas. Resolvi ler O pacto por que me foi altamente recomendado pelo meu brother Renan e eu queria uma coisa nova.
Não foi nada do que imaginei.
A história de O pacto em si, poderia não dar em nada. Não é uma GRANDE HISTÓRIA. São poucos personagens, em um ambiente não muito fixo. Você não se sente LÁ como acontece quando lemos algumas histórias.
O Pacto é tudo sobre narrativa.
É um truque.
É bom pra caralho!
Eu nunca imaginei que fosse gostar tanto de um livro depois de ter passado metade dele me perguntando exatamente onde ele ia chegar.
O Pacto engana a gente.
Eu tive a opinião sobre as pessoas construída, destruída, reconstruída e de novo, destruída. Foi bizarro.
Estava a certa altura do texto em que ficava com raiva de um personagem e então as coisas mudavam de uma página pra outra e eu: dafuq did happen?
Estou muito chata pra leituras ultimamente. Mas devo dizer que esse livro me prendeu de uma maneira que EME surpreendeu bastante. Não via uma narrativa tão bem trabalhada faz muito tempo.
É uma história triste.
É um texto que te diz: o que um psicopata pensa.
E é, ó clichê das =artes uma história de amor e abnegação.
Recomendo mil nosso amiguinho Joe Hill e recomendo muito a página de agradecimento no final, que me fez entender por que nunca vou ser escritora: ele revisou a coisa pelo menos cinco vezes.
O livro é um pacto que o leitor faz com o autor, de acreditar em tudo o que ele diz, e no final, mandá-lo pro inferno.