terça-feira, 16 de agosto de 2011

Namore uma garota que lê

Namore uma garota que gasta seu dinheiro em livros, em vez de roupas. Ela também tem problemas com o espaço do armário, mas é só porque tem livros demais. Namore uma garota que tem uma lista de livros que quer ler e que possui seu cartão de biblioteca desde os doze anos.
Encontre uma garota que lê. Você sabe que ela lê porque ela sempre vai ter um livro não lido na bolsa. Ela é aquela que olha amorosamente para as prateleiras da livraria, a única que surta (ainda que em silêncio) quando encontra o livro que quer. Você está vendo uma garota estranha cheirar as páginas de um livro antigo em um sebo? Essa é a leitora. Nunca resiste a cheirar as páginas, especialmente quando ficaram amarelas.
Ela é a garota que lê enquanto espera em um Café na rua. Se você espiar sua xícara, verá que a espuma do leite ainda flutua por sobre a bebida, porque ela está absorta. Perdida em um mundo criador pelo autor. Sente-se. Se quiser ela pode vê-lo de relance, porque a maior parte das garotas que leem não gostam de ser interrompidas. Pergunte se ela está gostando do livro.
Compre para ela outra xícara de café.
Diga o que realmente pensa sobre o Murakami. Descubra se ela foi além do primeiro capítulo da Irmandade. Entenda que, se ela diz que compreendeu o Ulisses de James Joyce, é só para parecer inteligente. Pergunte se ela gosta ou gostaria de ser a Alice.
É fácil namorar uma garota que lê. Ofereça livros no aniversário dela, no Natal e em comemorações de namoro. Ofereça o dom das palavras na poesia, na música. Ofereça Neruda, Sexton Pound, cummings. Deixe que ela saiba que você entende que as palavras são amor. Entenda que ela sabe a diferença entre os livros e a realidade mas, juro por Deus, ela vai tentar fazer com que a vida se pareça um pouco como seu livro favorito. E se ela conseguir não será por sua causa.
É que ela tem que arriscar, de alguma forma.
Minta. Se ela compreender sintaxe, vai perceber a sua necessidade de mentir. Por trás das palavras existem outras coisas: motivação, valor, nuance, diálogo. E isto nunca será o fim do mundo.
Trate de desiludi-la. Porque uma garota que lê sabe que o fracasso leva sempre ao clímax. Essas garotas sabem que todas as coisas chegam ao fim. E que sempre se pode escrever uma continuação. E que você pode começar outra vez e de novo, e continuar a ser o herói. E que na vida é preciso haver um vilão ou dois.
Por que ter medo de tudo o que você não é? As garotas que leem sabem que as pessoas, tal como as personagens, evoluem. Exceto as da série Crepúsculo.
Se você encontrar uma garota que leia, é melhor mantê-la por perto. Quando encontrá-la acordada às duas da manhã, chorando e apertando um livro contra o peito, prepare uma xícara de chá e abrace-a. Você pode perdê-la por um par de horas, mas ela sempre vai voltar para você. E falará como se as personagens do livro fossem reais – até porque, durante algum tempo, são mesmo.
Você tem de se declarar a ela em um balão de ar quente. Ou durante um show de rock. Ou, casualmente, na próxima vez que ela estiver doente. Ou pelo Skype.
Você vai sorrir tanto que acabará por se perguntar por que é que o seu coração ainda não explodiu e espalhou sangue por todo o peito. Vocês escreverão a história das suas vidas, terão crianças com nomes estranhos e gostos mais estranhos ainda. Ela vai apresentar os seus filhos ao Gato do Chapéu [Cat in the Hat] e a Aslam, talvez no mesmo dia. Vão atravessar juntos os invernos de suas velhices, e ela recitará Keats, num sussurro, enquanto você sacode a neve das botas.
Namore uma garota que lê porque você merece. Merece uma garota que pode te dar a vida mais colorida que você puder imaginar. Se você só puder oferecer-lhe monotonia, horas requentadas e propostas meia-boca, então estará melhor sozinho. Mas se quiser o mundo, e outros mundos além, namore uma garota que lê.
Ou, melhor ainda, namore uma garota que escreve.
Texto original: Date a girl who reads – Rosemary Urquico
Tradução e adaptação – Gabriela Ventura

quarta-feira, 27 de julho de 2011

White Collar


Faz um tempo que não escrevo aqui, ando sem inspiração e sem nada a dizer.
A verdade é que eu mergulhei em uma série nas últimas semanas que A-D-O-R-E-I, mas toda vez que ensaiava escrever sobre ela, eu travava, afinal, não tinha visto inteira.
Agora eu vi. =]
O nome é Withe Collar, que foi traduzido como “Crimes de colarinho branco”. Então ta. Não vou entrar no mérito da tradução dos nomes dos seriados. Não de novo.
White collar conta a história de Neal Caffrey, golpista. Esse é ele: 



Já deu pra perceber um dos porque de se gostar da série (abafa). Bom, mas Neal foi preso depois de muita perseguição mundo afora, e quando faltam apenas dois meses para que ele pague a pena, sua namorada Kate resolve terminar o namoro e ele foge para encontrá-la.  A trama da primeira temporada é amarrada em volta desta busca. Enfim, quando Neal chega a casa de Kate, ela não está, então ele retorna para a cadeia, preso pelo agente do FBI que o perseguiu desde sempre, e que o conhece melhor que ninguém, Peter Burke.



Vou falar sobre o Peter mais lá embaixo. Enfim, Peter e Neal fazem um acordo e Neal sai da cadeia com uma tornozeleira localizadora, para ser consultor no FBI no departamento de Burke: estelionato. E ai começa a história.
Peter é um agente excelente, com uma boa equipe e Neal é a peça que faltava para que o Bureau resolva todos os crimes que caem na mesa de Peter.
Por que eu gosto da série?
Primeiro, ela se passa em Nova York. Não o lado sujo e feio da cidade, como as séries geralmente retratam. Nem o lado boêmio. Nova York de White Collar é a cidade rica, os grandes negócios, as ótimas festas e principalmente a picaretagem. Em todos os episódios há um caso para ser resolvido, e nós podemos ver como Neal preparava e executava seus golpes, quando ele explica para Peter o que os vilões estão fazendo.
Outra coisa que eu gosto muito na série é a relação de Peter com sua esposa, Elisabeth:



Eles são fofos juntos. Acho que é o casal mais bem retratado no quesito companheirismo de todas as séries que eu já vi. O amor dos dois é muito bem retratado, pricipalmente quando Peter fala sobre sua honey. Eu nunca gostei muito da atriz, Tiffani Thiessen, porque ela fez a Valerie do Barrados no Baile e era uma verdadeira puta, mas passei a adorar a atriz como Elizabeth.
A última razão para se amar White Collar é o Mozzie.


Ele é um trapaceiro, um grande golpista, mas também é um cara de bom coração. Mozzie se junta à Caffrey para procurar Kate na primeira temporada e quando percebemos, está ajudando Peter a cuidar de Caffrey. Mozzie chama os agentes do FBI de "suit" e Elizabeth de Mrs. Suit. **
Não dá para definir qual é o estilo da série. Eu nunca vi tanto sol em Nova York quanto neste seriado. Existe muito humor, principalmente quando Peter é obrigado assumir identidades fora da lei para se infiltar nos casos e se diverte com isso.
Há muita doçura nas relações de El e Peter, e muito respeito e companheirismo entre Neal e Peter. É uma série que vale à pena.
No momento ela está no meio da terceira temporada. E contando.


Não tem como não amar.**









sábado, 18 de junho de 2011

Receitas de bolo e Frankenstein

As pessoas em geral me consideram uma grande leitora, já que tenho sempre um livro na mão. Alguns puxam minha orelha por ser apaixonada por certos gêneros um tanto quanto repreensíveis, como o terror e o policial moderno, e eu tenho uma quedinha nada saudável por Bestsellers, mas tenho que dizer que foi com eles que comecei minha escalada de leitora e que foram os LIVROS MAIS VENDIDOS DA SEMANA que me deram o dom que eu tenho:  minha super abstração. =]
Estou dizendo tudo isso antes de entrar em um assunto muito interessante no universo dos Bestsellers, pelo menos em minha opinião de leitora, que são as fórmulas. Existem livros por ai ensinando a escrever livros, e eu acabo sempre pensando que muitos romances que fizeram sucesso e dinheiro até hoje foram feitos como são feitos os bolos nas padarias: através de receitas. Posso citar uns 30 escritores aqui, mas vou pisar em um terreno meio pedregulhos por que vou usar o Frankenstein para explicar os livros do Sidney Sheldon e da Danielle Steel. (sinto um sorrisinho de alguém do outro lado do PC, certa?).
Ok.
Imaginem uma mulher que foi humilhada, traída, mal amada – todas aquelas coisas que temos medo que nos aconteça. Imagine que fosse você essa mulher (ou esse homem – se bem que homens nunca são 100% vitimas). O que você mais desejaria era dar a volta por cima e quebrar tudo, certo? É essa a receita que os bestsellers vêm usando desde sempre para venderem como sorvete em um dia quente. E é essa a fórmula que Sidney Sheldon usou em TODOS os seus livros e que madame Danielle Steel usou e abusou, de forma mais discreta.
É mais ou menos isso que acontece em Frankenstein (não comecem jogar pedras). O monstro de Frankenstein é a mulher, ele foi humilhado, aterrorizado, entristecido e abandonado (eu tenho uma tremenda simpatia por ele). Ele aprendeu tudo sozinho, desde se esconder até ler e escrever. Ele “nasceu” com bons sentimentos, mas tudo foi se deturpando em sua mente até que ele começou desejar vingança. Só que isso só aconteceu quando ele descobriu que estava sozinho.
Qualquer semelhança é MERA CÓPIA.
Se o monstro fosse uma moça bonita, o final provavelmente seria feliz e bonitinho. O que atrapalhou a criatura foi ele ser feito a partir de pedaços de corpos de outras pessoas. =]
Dizem que esses romances bestseller água com a açúcar são histórias de superação e por isso elas atraem tantos leitores. Isso não é verdade absoluta. Os fãs desse tipo de leitura também querem ler as histórias e se sentirem no lugar dos personagens quando eles chutam algumas bundas. E ficam ricos, claro.
Por isso decidi que eu vou, by myself, escrever um pequeno romance receita de bolo. Preparados?

terça-feira, 31 de maio de 2011

Eu quero


Tenho que confessar, às vezes eu choro
Motivo: medo do tédio.
Não vou entrar no âmbito pessoal, mas vou dizer que meu medo maior é ficar a vida inteira desse jeito. Ir do trabalho pra casa, encontrar os amigos, namorar e passar um tempo com a família são coisas boas, mas e o resto.
EU QUERO MATAR UM ZUMBI.
Pode rir, mas “matar um zumbi” é a melhor maneira de expressar o que estou sentindo. Quero ter uma vida de risco, perigo e aventura às vezes.
Queria ter um revolver e dormir com ele debaixo do travesseiro e fazer todas aquelas poses estranhas que as pessoas nos filmes fazem quando estão carregando um revolver, ou invadindo um lugar qualquer.
Quero fugir de bandidos, usando motos super potentes e jet ski (olhos brilham). Também quero pousar um avião.
Quero ser interrogada pela policia e poder guardar os segredos enormes que eu sei e que poderiam levar vários bandidos para a cadeia.
Quero sentir medo de dormir na minha casa nova, por que ouvi uns barulhos estranhos e quando fui investigar a historia da casa descobri que uma família inteira foi assassinada pelo pai.
Quero ser salva de um incêndio por um cachorro, e ser bombeira, do tipo que fica conversando com a vítima enquanto os outros bombeiros tentam remove-la dos escombros.
Quero ter um quadro de vidro onde possa pendurar as fotos, mapas e todas as pistas de um assassino em série, ai quero olhar praquele quadro um dia e perceber todas as peças se encaixando, e descobrir que o cara que anda matando por aí é o dono da loja de doces.
Quero que meu carro pare no meio de uma estrada deserta e (1) alienígenas aparecessem, (2) caipiras deformados tentassem me sequestrar (3) um monstro peludo me vigiasse entre as arvores.
Quero ser multibilionária, fretar um iate cheio de gostosas e enquanto a festa estiver rolando, eu sair pra cumprir uma missão como super heroína.
Quero me infiltrar em uma gangue e no final descobrir que eles se tornaram uma família pra mim, e eu não posso destruí-los.
Quero por fogo em um posto de gasolina, dar um tiro na testa de um criminoso e operar um satélite.
Quero ser um super gênio que consegue utilizar suas habilidades para salvar o mundo dentro de uma organização secreta do FBI que é de conhecimento único e exclusivo Do Diretor (com letras maiúsculas mesmo)
Quero voltar no passado e ver os dinossauros, quem sabe o dilúvio. Depois quero desvendar os segredos das pirâmides e dos Iluminatti. Quero inventar uma receita que faça com que eu seja uma empresaria de sucesso, respeitada pelo meio culinário, como uma deusa.
Quero fazer o mesmo com remédios.
Quero bombardear um pequeno pais (mas sem matar civis, porque quero ser foda).
Quero ir a um cassino em Las Vegas e quebrar a banca com minhas super habilidades matemáticas.
Quero que a HBO e a FOX façam mais seriados bacanas pra eu viver através deles e dos livros que ando lendo.
Amém.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Supernatural


Supernatural conta a história de dois irmãos que são caçadores de monstros e afins, que são jogados no meio da batalha Apocalíptica e vão destruindo o sobrenatural pelo caminho.


Quem é louco por seriados, como eu, não se contenta só em assistir a série, mas também quer saber quando os novos episódios serão levados ao ar, qual é a possibilidade de cancelamento e o  que o ator preferido fazia antes de ser o seu atual personagem favorito.
Adoro seriados, e assisto vários, como já postei aqui, mas tenho um xodó especial por umq eu nem está mais tão bom assim, mas que eu amei cada um dos episódios e sinto até calafrios quando ouço dizer que ele pode ser cancelado.
Supernatural.

Comecei assistir Supernatural no comecinho da série e sempre gostei bastante das lendas urbanas apresentadas nas duas primeiras temporadas. Muitas histórias lembravam coisas que eu tinha visto em outros lugares, até mesmo na “vida real”, mas o legal da série são as referências que existem com outras histórias por aí.
Um dos episódios que mais me meteu medo foi Bloody Mary, típica história da loira no banheiro, com uns efeitos especiais que fizeram minha alegria. Nesse episódio uma ‘moça’ aparecia no espelho depois de você dizer “Bloody Mary” três vezes no espelho...e um monte de babacas fizeram isso durante o episódio, mesmo de depois de mortes estranhas começarem acontecer na cidadezinha...enfim.







Outro episódio muito legal é sobre o Wendigo, um mito indígena americano explorado anteriormente em alguns textos do Stephen King,  principalmente do Cemitério Maldito que é um livro sobre mitos americanos e famílias suburbanas (além de ser um dos únicos livros do Mestre que eu acho uma porcaria). O wendigo de supernatural tem uma aparência aterradora e uma história triste, com traços de canibalismo, mas um dia ainda escreverei sobre canibalismo aqui.







Não vou me estender, mas nós tivemos o asilo abandonado, o homem gancho #olhosbrilham, e um que eu particularmente ADORO, o Espantalho...(a única coisa com aparência humana que é mais assustadora que um palhaço, é um espantalho). O episódio sobre o espantalho é assustador. Em uma cidadezinha próspera TODOS os habitantes se reúnem e servem um casal por ano ao espantalho assassino para continuar com sua pseudo prosperidade.  Ambém é esse o episodio onde aparece a Meg e os demônios entram em cena...


Hoje não fico mais tão ansiosa para ver os episódios, já que depois de seis temporadas, a coisa meio que cai numa rotina, mas ainda tiro o chapéu para algumas exceções, como o episódio em que os irmãos winchester voltam repetidamente no tempo e um morre sempre, sem  lembrar de nada, enquanto o outro se lembra de tudo e tenta salvá-lo (não lembro qual faz o que), o episódio em branco e preto, como homenagem ao Bela Lugosi e um mais recente, que Dean e Sam são mandados para um mundo paralelo onde Supernatural é um seriado e eles são atores interpretando...Dean e Sam.