terça-feira, 29 de março de 2011

Sobre como da morte brota a vida – Rubem Alves




Texto de Rubem Alves publicado originalmente na Folha de S.Paulo
“E O CADÁVER que você plantou no seu jardim, já começou a brotar? Pode ser que cada sepultura seja um jardim!”
Sou antropófago. Devoro livros. Quem me ensinou foi Murilo Mendes: livros são feitos com a carne e o sangue dos que os escreveram. Os hábitos de antropófago determinam a maneira como escolho livros.
Só leio livros escritos com sangue. Depois que os devoro deixam de pertencer ao autor. São meus porque circulam na minha carne e no meu sangue.
É o caso do conto “O afogado mais bonito do mundo”, de Gabriel García Marquez. Ele escreveu. Eu li e devorei. Agora é meu. Eu o reconto.
É sobre uma vila de pescadores perdida em um nenhum lugar, o enfado misturado com o ar, cada novo dia já nascendo velho, as mesmas palavras ocas, os mesmos gestos vazios, os mesmos corpos opacos, a excitação do amor sendo algo de que ninguém mais se lembrava…
Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha flutuando longe no mar. E ele gritou. Todos correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali ficaram na praia, olhando, esperando. Até que o mar, sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um homem morto.
Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E naquela vila o costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as mulheres dentro, os homens fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do mar.
Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter curvado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto…”.
Todas as mulheres, sérias e silenciosas, fizeram sim com a cabeça.
De novo o silêncio profundo, até que outra voz foi ouvida. Outra mulher… “Fico pensando em como teria sido a sua voz… Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando pronunciada, faz com que uma mulher apanhe uma flor e a coloque no cabelo?”
E elas sorriram e olharam umas para as outras.
De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher… “Essas mãos… Como são grandes! Que será que fizeram? Brincaram com crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre o rosto de uma mulher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”
Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando numa ressurreição: um movimento nas suas carnes, sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, desejos proibidos aparecendo na superfície de sua pele, os corpos vivos de novo e os rostos opacos brilhando com a luz da alegria.
Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e ficaram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um morto tinha um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que nunca haviam escrito, nos mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.
A estória termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma…
Depois dos terremotos e tsunamis nosso mundo nunca mais será o mesmo…

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Livros só mudam pessoas.


Li uma frase hoje, que me fez pensar.
É a frase do título aí em cima.
Acho que, se sou quem sou hoje, muito se deve aos livros que li. E ao hábito de ler.
Por muito tempo a leitura foi usada por mim como escape de coisas que não estavam de acordo com o que eu queria. Creio que até hoje deixo uns livrinhos fáceis na prateleira para ler em momentos em que estou triste ou deprimida. Com o tempo, claro, surgiu a curiosidade de conhecer mais sobre aqueles lugares em que as histórias se passavam, depois sobre as épocas em que as coisas aconteciam, depois sobre...bem, por aí vai.
O hábito da leitura me mudou, de uma maneira positiva.  Claro que, para as coisas aconteceram, temos que fazê-las acontecer, mas a escolha da minha graduação foi muito influenciada pelo meu gosto por livros.
Melhor ainda que ler, é poder discutir essa leitura. (Thanks internet...you gimme fóruns!!).
Quando começamos falar de livros, de histórias, acabando discutindo e repensando coisas importantes, como sentimentos, intenções e a própria alma daquela obra.
Meu amigo, orientador e mestre (=]) Cido passou me a ideia de que a um livro de torna uma “entidade autônoma” quando o criador põe nele um ponto final.
Nós interpretamos os livros, como interpretamos pessoas. Uma história pode ser boa porque nos identificamos com ela, ou pode ser nojenta, dependendo do momento que estamos passando. Um livro que nos causa repulsa pode ser um bom livro, afinal, ele mexeu com nossos sentimentos.  Livros são como pessoas...nós não vemos o que realmente está lá, mas aquilo que queremos ver. Cada vez que abandonamos um livro (LIVRO!!Não LIXO) ele mexeu conosco. Cada vez que choramos com uma personagem é porque sentimos o sofrimento dela. A personagem se torna real naquele momento. Ela é você. Você é o livro.
Existem livros, personagens, histórias, escritores (de verdadinha, não “escritores”) que você ama, ou odeia. Existem livros que te deixam deprimido. Existem histórias que te fazem pensar, personagens por quem você se apaixona ( e fica triste quando percebe que o livro está acabando)...existem livros que te prendem e te fazem mudar a maneira de pensar...sua visão do mundo pode mudar a partir de certos textos.
 Infelizmente hoje não leio como antes (por isso estou aprendendo selecionar), mas o ato de pegar um livro e abri-lo te faz passar por experiências únicas. Por isso eu recomendo...faça de um livro seu amigo.
=]

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Telefone e Casa


Ando lendo o blog do meu amigo/professor/orientador/inspiração, o Cido... http://ocaminhorecusado.blogspot.com/ e acabei lembrando que eu não posto aqui há mais ou menos meio século.
Minha vida na hora de escrever é bem complexa, porque ou eu escrevo ficção (e tenho vergonha de postar) ou eu escrevo opiniões particulares (com as quais geralmente ninguém concorda).
Quando resolvi escrever este blog, foi para falar de entretenimento, mas existe uma coisa ruim sobre o entretenimento...você se distrai e esquece de escrever.
Hoje quero falar de alienígenas.
Tenho essa “paixão” por aliens desde que tinha uns 14 anos e descobri uns livros e revistas velhos na biblioteca da minha cidade que falavam sobre marcas em plantações e abduções. Vale frisar que tive apenas um período de depressão na minha vida, e ele foi diretamente ligada às dúvidas sobre a vida, o universo e tudo mais, que vieram justamente desses meus estudos sobre aliens, pirâmides misteriosas e calendários maia (2012 is coming).
Enfim...literatura Alien.
Invasores de Corpos, do original The Body Snatchers , do autor Jack Finney,  é um super livro sobre ETs, apesar de ser “apenas” uma alegoria sobre ao comunismo tentando vencer o capitalismo...(essas interpretações de texto sempre me fazem me perguntar se o autor estava realmente querendo dizer o que os críticos dizem que ele queria dizer (um fiz Letras)). O livro foi adaptado várias vezes para o cinema e conta a historia de “vagens” alienigenas que caem na Terra e tomam a forma humana do humano mais próximo quando ele dorme. A primeira cena do livro é muito bacana. Uma mulher chega para o doutor da cidadezinha onde a história se passa e diz que “meu tio não é meu tio”. O Doutor a acha maluca e ela conta que todo dia tal do mês o tio vai cortar o cabelo e ela ficou esperando ele voltar do babrbeiro por que ele tinha uma cicatriz atrás da orelha, que só era visível quando o cabelo estava curto.
Doutor “- E ele não tinha a cicatriz?”
Mulher “- Pior Doutor, a cicatriz estava lá, no lugar de sempre”

OO!

Não é o máximo??


Então...eu acho que Invasores de Corpos tem umas boas sacadas e por isso voto nela como uma boa história de alienígenas. Não me lembro de tantas outras, algumas são sobre abduções, mas  acho que os filmes são mais famosos e, por serem tão visuais, fazem mais sucesso. (ia falar de Eram os Deuses Astronautas, mas decidi que não é relevante no caso).

Os filmes!!!!!!
Eu gosto de Sinais. Os aliens são meio toscos, mas eu gosto da cena em que o Mel-espancador de mulheres- Gibson olha pela janela e nós vemos a sombra UM ET NO TELHADO DA CASA VIZINHA!!!!(quase ninguém que assistiu ao filme percebeu isso, e eu levei um susto).
Sinais conta a história de alienígenas com fome de carne humana, o que é um absurdo, visto que eles invadem a terra e assim sim, experimentam pela primeira vez a carne humana...ou existem outros planetas com humanos por ai???? (confusa)
São muitas as histórias sobre a carne humana, recursos humanos, experiências com humanos...o ser humano é tão filho da puta e egoísta que acham que nossos vizinhos interplanetários tem que ser tão ruins quanto nós.
Gosto da história do Predador...uma outra alegoria, dessa vez de guerra. O predador é um cara seguindo seus instintos, assim com o Alien, e eles são mais bacanas do que os monstros humano, na verdade.
Além desses “clássicos” temos Independence Day, a história dos heróis militares de todos os países se unindo contra uma causa maior. Eu gosto da parte em que o Will Smith dá um soco na cara do Alienígena gosmento (sou eclética, observem).

E temos as séries...sou louca por séries.
Temos X-Files, que foi ótima até lá pela 4º temporada e depois, na minha opinião, degringolou. Eu gostava de como tudo era subjetivo na série. Nada tinha uma explicação de verdade, nada era concreto. Depois começou muita melação e conspiração e eu fui assistir E.R.
Depois vieram outras séries, como Taken...muito bom, Fringe, que eu não assito e acho chata e Visitors.
Visitors é um remake de uma série de meados dos anos 80. Acho que gosto de V por que eu tenho flashs da série original.
Nós temos; homens lagartos, crianças alienígenas, conspirações governamentais e de mídia, um grupo de resistentes e a personagem principal é brasileira!!!!!

Em tempo...esqueci de ET – O extraterrestre, Star Wars e o Ben 10 por que são coisas chatas.
É isso.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

The Walking Dead



O pessoal na net maluco com a nova série, baseada em quadrinhos...
Sou fã assumida de zumbis. Para mim, não existem monstros melhores, já que eles são apenas uma versão instintiva de nós, seres humanos.
O primeiro filme de zumbis que assisti foi “A noite dos Mortos Vivos” do George Romero. O que me lembro melhor desse filme é que ele se passa em um lugar onde (ao que me parece) vendem corpos de animais para autópsia. Então, em dado momento, quando o gás começa a espalhar-se pela “loja”, podemos ver um cachorrinho, cortado pela metade, começando latir.
Li um crítico dizendo que Romero usa os zumbis para ilustrar o cotidiano. Acho que na verdade ele usa os zumbis para mostrar como os humanos são. Em períodos críticos, de terror, nós tendemos a mostrar o pior de nós mesmos, por puro egoísmo. Por isso creio que The Walking Dead vai tratar de rusgas entre os sobreviventes, e os zumbis só vão estar ali para atrapalhar.
O seriado começa quando um policial acorda em um hospital abandonado. Ele não tem noção do que está acontecendo, até se deparar com um número incrível de corpos empilhados (controle de danos) e seu primeiro zumbi. The Walking Dead é a clássica história de um pai que volta para o lugar em que uma guerra ocorreu em busca de sua família. Assisti apenas dois episódios, mas já vi traição, racismo, amor e um japinha feroz. (=])
Dei uma olhada nos quadrinhos, e além de bem desenhados, são fácil de ler. Mas, claro, nada se compara à maquiagem dos zumbis na série. Os “monstros” são chamados de walkers e os que aparecem de perto são assustadores.
Uma olhada na Wiki mostra algumas disparidades com os zumbis que conhecemos...em TWD eles podem ser “treinados” para não atacar...e eles comem animais, oq eu não acontece em certos filmes.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Coçar é preciso


Aproveitando essa folga de seis meses de recém graduada, gastei muitas e muitas noites assistindo filmes e seriados, lendo e coçando.  Essas noites à toa podem estar chegando ao fim, e por isso vou falar aqui de algumas coisas que vi nesses meses.
Os seriados.
Vejo vários, mas geralmente os novos, um episódio por semana, no domingo.
Na minha lista de favoritos estão Dexter, Criminal Minds e Supernatural.
Também assisti alguns seriados cancelados durante esse tempo e vou falar de três.
Desperate Housewives: acho que é uma das melhores séries que já vi. Está entrando na sétima temporada e é extremamente divertida. Nunca antes eu tinha visto alguém morrer num subúrbio “atropelado” por um avião.
O que mais gosto? Os diálogos. Rápidos, inteligentes, divertidos. A produção da série é excelente, a imagem divina, os figurinos e atores ótimos. Diferente de outras séries, a continuidade é extremamente importante. Quem perde um episódio tem uma certa dificuldade de acompanhar a série. É como uma novela, mas uma novela com ares de superprodução.
Verônica Mars. A espiã adolescente, como diz o SBT. (subtítulos em séries tem o dom de brochar o maior usuário de Viagra do mundo). Quase não assisti V.Mars por causa do subtítulo, mas num dia que eu não tinha nada pra fazer, resolvi ver e achei muito bom. Kristen  Bell é uma ótima atriz e o menino que faz o Logan, Jason Dohring, é apaixonante( e olha que eu não tenho mais rompantes adolescentes).
O que mais gosto? Ritmo. V.M é uma série rápida, divertida e que desperta a curiosidade. Até hoje não entendi por que ela teve só três temporadas.
Supernatural. Quem não ouviu falar? O SBT também exibiu essa série que começou boa, ficou ruim e ressurgiu das cinzas.
O que eu mais amo na série e a carinha fofa do Jensen Ackles, mas tietagem à parte, a leitura do Apocalipse é bem interessante. No fim Deus não está morto, me desculpe Nietzsche, parece que ele está de férias em Acapulco.
O que eu mais gosto? Dean...Dean.
Livros.
Bom, eu conheci um autor novo, e isso me deixa nas nuvens.
Harlan Coben. Pelo que eu entendi o homem já é conceituado, escreve faz um tempo e eu posso dizer que se existem thrillers policiais, Robert Ludlum que me desculpe, mas o Coben é o cara. E o mais legal é que no final tudo é explicado e aquele cara que no começo estava fodido tanto entre os bandidos quanto entre os policiais se safa como herói.
Li dois livros dele nessa última semana: ‘’Não conte a ninguém”e “Confie em Mim”. Não vou fazer resumo por enquanto, mas vale a pena as horinhas gastas com o Coben.
Noturno. É um livro sobre vampiros, que vai merecer um post exclusivo assim que sair o livro dois( claro que é uma trilogia, como tudo que vira best seller hoje em dia (isso também merece um post)). Noturno é o melhor livro sobre vampiros desde que Anne Rice virou crente.  Veio no momento certo para: a. faturar muita grana. b. acabar com a imagem idiota que os Cullen deixaram no mundo vampirico com Crepúsculo. Escrito por Chuck Hogan e Guilhermo Del Toro, acredito que Noturno foi o melhor livro que li esse ano, o mais divertido e o que me deixou mais tempo com dor de cabeça e olhos doendo. Livros bom me causam só desgraças.
A Senhora do Jogo. Continuação de O Reverso da Medalha do Sidney Sheldon(não metam o pau no Sheldon na minha frente, ele foi meu companheiro de adolescência.(usem o termo ‘membro intumescido’)). A senhora do Jogo foi escrita por uma mulher, Tilly Bagshawe  em uma homenagem post mortem que deve ter dado bastante grana.  É um livrinho bem escrito, divertido e interessante, que se não tem a maestria de Sheldon para os romancezinhos picantes, é uma cópia bem ajeitadinha. Gostei bastante do livro. Também é algo que vale a pena, mesmo que seja pra depois encostar num canto, usar como calço...
Quanto a filmes, vou falar de alguns que vi esses dias.
Hachiko. Filme com Richard Gere, falando sobre a relação de um cão seu dono, e que fez meu namorado chorar que nem menina. Lindo.
Ecos do Além, que é velho, mas muito bom. Com Kevin Bacon.
Alice. Dobradinha nada surpreendente: Burton e Depp. É meio...mágico.


É isso, crianças. See you.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Zona Negra

Quem aí já não teve um pressentimento, ou um dejá vù?
É, nós chamamos isso de sexto sentido, embora alguns achem que sexto sentido é ver gente morta.(péssima)=]
Bem...alguns de vocês já ouviram falar no glorioso Stephen King, o cara que já teve sua época de O FILME DO MÊS...quando todos os seus livros viravam filmes ruins(em certas épocas mais de três em um mesmo ano).
Bom, eu não estou aqui pra falar do King (de novo), mas de um seriado baseado numa obra do cara. O livro é Zona Morta (Dead Zone) e foi filme antes de virar série, série essa que estou assistindo right now.
Bom, eu sempre fico me perguntando o que acontece aos personagens depois que um filme acaba...tipo, o bandido dá umas porradas no mocinho, o mocinho sofre o filme inteiro e depois consegue matar o bad guy no final, sai andando e as letrinhas sobem...(perdoem meu francês, se eu escrever como falo, nunca termino assunto nenhum).
Falo dos mocinhos por que fiquei pensando se um cara como o John Smith, personagem principal de Dead Zone, como seria sua relação com a polícia de verdade.
Historia: Jonh Smith é um fodonico professor jovem que sofre um acidente e entra em coma por vários anos.
(aqui as histórias do livro e série ficam distintas, vamos continuar com a da série)
Quando o Johnny acorda, ele tem o dom de – ao tocar as coisas e pessoas - ver o passado ou futuro. (no livro há uma das melhores cenas do King, em que o John recebe de uma esposa desesperada o cachecol do marido que desapareceu quando estava acampando. Quando Johnny toca o dito, vê o homem morrendo dragado por uma poça de areia movediça).
Nosso Johnny toca um político boqueta e vê que ele se tornará presidente e destruirá o mundo com armas nucleares. Quem quiser saber do final, leia o livro, assista o filme, procure uma resenha na net...
Na série Johnny engravidou Sarah na noite em que entrou em coma, e quando acordou, seis anos depois, ela tinha se casado com Walt, o xerife da cidade. Walt é um cara legal, ele e Johnny se tornam amigos e Johnny aparece em todas as cenas do crime tocando nas evidências antes da perícia. YESSSSS...aqui que eu queria chegar. O cara vai até as cenas do crime, TOCAR CADAVERES, SANGUE E TUDO QUE PODE TER IMPRESSOES DIGITAIS E DNA. Quem, diabos de mente fantasiosa, escreveu esses roteiros...?
E não é tudo. Na série, John tem como melhor amigo seu fisioterapeuta, Bruce...que acompanha ele em todas as cenas de crimes, ajuda cercar os bandidos, interroga testemunhas...ah...e os roteirista fazem greve por melhorias...o show biZzZzZ
Mas eu gosto da série. O ator que faz o psíquico Smith é brilhante e alguns casos são muito legais. No livro meu personagem favorito era o chutador de cachorros Greg Stillson (o político), mas na série, não tem como não amar o John Cara de Maluco Smith. Estou no meio da quinta temporada e só falta um pouco pra terminar. Não é do tipo de série que lamento por ter acabado, mas quase cada minuto vale a pena.
É isso, pessoas...se quiserem o livro, eu empresto, mas na devolução tem que entregar junto o anexo de três paginas com respostas, alem de uma resenha critica.
See you soon then.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Por que não pediram a Evans?


Bom, vamos de livro.


Tenho meus autores favoritos, algumas coisas que são febres passageiras e os escritores que amo.


Entre os que amo, não posso deixar de citar a mais perfeita escritora de policial de todos os tempos: Agatha Christie.


Imagino que Mrs. Christie deve ter sofrido um tanto na sua vida pessoal, mas o que deixou depois de sua morte (mais de 80 livros) é uma herança para a humanidade. Uma herança...divertida.


Acho que todo mundo já ouviu falar da rainha do crime, mas a leitura não é para qualquer um. O leitor de Mrs. Christie tem que ser um pouco pedante, já que as histórias retratadas em seus livros são.


Li a maioria dos livros da Rainha do Crime e posso dizer que duas coisas me deixavam encantada com as histórias. A primeira é a que chama a atenção de todos: você nunca sabe quem cometeu o crime até que o detetive diga...e aí você se sente um estúpido por que todas as pistas estavam ali O TEMPO TODO!!!!! Depois, eu adoro a maneira como ela retrata a sociedade inglesa.


As personagens de Mrs, Christie geralmente são da alta sociedade e é muito bacana ver como os ingleses podem ser civilizados. Mesmo com as mãos sujas de sangue.


Só nas historias da Agatha eu li sobre esposas que saiam para assear a noite com outros homens sem que ninguém fizesse nenhuma insinuação...vulgar. =]


Acho que um pouco dessa minha impressão favorável se deva ao fato de eu ter a mente muito pervertida e ter encontrado um pouco de inocência aqui.


Well.


Os detetives.


Agatha Christie escreveu basicamente sobre quatro detetives.


O casal Beresford, Tommy e Tuppence, que aparecem em cinco livros, no começo bem jovens e apenas amigos e depois mais velhos, casados e com sede de aventura. Sim, parece descrição de sessão da tarde, mas o casal foi uma maneira de Mrs. Christie escrever sobre a 1ª Guerra, já que são personagens que combinam mais com o tema do que os outros dois detetives queridos. As histórias do casal Beresford falam mais sobre espionagem do que propriamente investigação. O interessante nas histórias do casal é a personalidade deles. É divertido ler sobre a agitação de Tuppence e a condescendência de Tommy. Os livros em que eles aparecem são:


O Inimigo Secreto


Sócios no Crime


M ou N?


Um Pressentimento Funesto


Portal do Destino


Ainda não li Portal do Destino, então de alguém quiser me presentear, eu aceito.





Depois vem a velhinha do interior. Miss Jane Maple. A velha senhora mora no interior, é solteirona e um pouco irritante, mas...Ela usa de um método muito interessante para descobrir os criminosos. Chama de “natureza humana” e sem sair de sua cadeira a senhorinha consegue comparar a personalidade do assassino com a de outras pessoas que conheceu durante a vida. Para falar de um ladrão, por exemplo:


“Oh, eu sempre soube que foi Robert que levou o colar de esmeraldas de sua mãe. Ele me lembra muito o jovem Phil, o açougueiro, que sempre colocava a mão na balança e cobrava a mais pela libra de carne” (eu inventei a frase, mas a essência é essa mesma).


São 14 livros e alguns contos com a velhinhas, dos quais li todos...:)


E  por ultimo, e mais importante, Hercule Poirot...ele é belga e não francês. Ele é baixinho, tem a cabeça ovóide, um bigode gigantesco(que é seu orgulho e que ele pinta quando começa ficar velho) e é muito cuidadoso com o que come, o que veste e com o frio. Também gosta das coisas milimetricamente perfeitas, poltronas quadradas e simetria. Para resolver seus casos Poirot conta com duas ajudas; o Capitão Hastings (o bonitão, cético e doido por ruivas) e suas pequeninas células cinzentas. E,  bien, embora o detetive ame seu amigo, ele prefere seu cérebro.


Não vou ficar falando muito sobre o detetive, mas algumas histórias precisam ser lidas por todos os seres humanos antes de sua morte, e entre eles estão dois livros protagonizados por Poirot.


Assassinato no expresso do Oriente e Os cinco porquinhos.


Christie usou muitos artifícios em seus livros, tais como canções infantis e ditados para serem elos das tramas.


No mais, quem é o melhor detetive, Poirot ou Holmes...eu voto em Poirot, duas vezes...a não ser pela caixa de bombons.