quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BBB - Eu não assisto essa bosta.

Não tem jeito.  Toda vez que o Big Brother Brasil começa, os comentários invadem a internet, as filas e os bate papos.
Existe aquele pessoal nojento que diz que não assiste essas merdas, e eu estou bem no meio deles...não assisti sequer uma edição desse programa, que considero uma perda de tempo fenomenal, e vou dizer por que: se eu quiser ver briguinhas, intrigas e putaria, é só olhar em volta da minha própria vida. Tudo o que as pessoas vêem no BBB acontece com muito mais freqüência na chamada Vida Real.
Tipo, ontem estava eu, pensando em como as mulheres podem ser intrigueiras e filhas da puta. Eu no meio, claro. Quando dois homens têm interesses em comum, eles podem se tornar grandes amigos. As mulheres só se tornam amigas de verdade se elas têm alguém em comum de quem falar mal. (spend all the time). Eu não consigo respeitar um homem que faz fofoca. E nós temos isso nos reality shows da vida.
Putaria, então, nem se fala. Eu acho um absurdo essas pessoas que fazem sexo, se esfregam, se oferecem em frente as câmeras. Como acho absurdo quando fazem isso em bares e boates. As pessoas, nos dias de hoje, querem ser super cool e liberadas, e acabam fazendo um papel ridículo. A fulana vai ser sempre lembrada como aquela que deu no BBB. Existe legado mais feio?
Outra coisa que me deixa um pouco passada é como os telespectadores desse tipo de programa são condicionados a aceitar algumas situações que acontecem dentro dessas casas como se fosse a melhor coisa do mundo. Um reality show é tão artificial quando é possível ser. Atenção, espertão que assiste ao BBB, você só vê o que a emissora quer que você veja!!!
As pessoas que assistem ao BBB me irritam muito mais que o próprio BBB. Se você é o tipo que gosta de ver baixaria, gente porca, pessoas mal intencionadas e burras, dê uma olhada à sua volta. Se pá, dê uma olhada no espelho. Talvez você se surpreenda.
Uma vez, na van vindo da faculdade, as pessoas estavam falando sobre o que aconteceria naquela terça, no BBB. E perguntaram minha opinião. Eu nunca emito minha opinião sobre esse tipo de programa em público, justamente por causa desse dia. Foi um simples: - não assisto essa bosta.
Fui chamada de arrogante, metida a inteligente e fresca pelo resto do ano.
Mas eis que ontem, depois de ter passado tempo demais na frente do computador, ligo a TV e (depois de ver a Teresa Cristina colocando uma cobra no carro de alguém) começa a NOVA EDIÇÃO DO BBB!!!
E eu ainda lembro quando o Bial era um cara respeitado. Um puta de um jornalista que virou mais uma caricatura da TV, no nível da Hebe e da Elke Maravilha. É...isso que o BBB faz com as pessoas.
Mas tudo bem. Nós próximos meses teremos algumas Playboys novas, uns viadinhos de aparecendo, as pessoas cuspindo na comida umas das outras (se a Globo não cortar essa cena) e o programa Video Game com essas celebridades instantâneas que vendiam sopa de cebola no mercado...
E o povo CONSOME isso. Ok. Não é mal só do Brasil.
Sabe um reality show que seria legal? As pessoas salvando animais das ruas, ou alimentando crianças famintas, ou arrecadando roupa para quem tem frio...mas o que o povão gosta mesmo de ver é bunda, peito e gente burra...nivela um pouco as coisas, certo???
Todo mundo que se foda.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O mexicano e o terror


Esse post é, claro, especialmente escrito para meu amigo Aparecido Rossi, Doutor em Literatura pela Unesp. Crítico incansável de quase tudo e uma pessoa que, apesar de eu amar, eu odeio bastante às vezes.
Ele me perguntou como o Stephen king pode escrever sobre terror em um mesmo texto em que usa elementos de novela mexicana: perda de pessoas queridas, amores perdidos e coisinhas do tipo. Ok, vamos explicar.
Uma das coisas que sempre me cativou no Stephen king é justamente seu modo mexicano de ser. Em NENHUMA obra americana é tão simples conhecer uma típica família daquele país, como nos textos de King. Aqui eu faço um parênteses para dizer que o Mario Puzzo faz o mesmo com as famílias Italo-americanas, mas nos livros de Puzzo não temos monstros.
E bien (como diria meu amigo Poirot)...
O Estranho, de Freud fala “sobre o que deveria ter permanecido secreto e oculto mas veio  à luz”, ou como eu gosto de dizer, o que nos é familiar, e de repente, fode tudo.
O que é mais assustador que o monstro debaixo da cama? Tipo, você está lá, no seu quarto, com os brinquedos que mais gosta, nos lençoizinhos que sua mamãe lavou e tem um cheirinho FAMILIAR, com seu pijama de dinossauro, e seu travesseiro fofo e eis que, do nada, SURGE O MEDO. Porra, como é que você pode ter medo em um lugar desses, onde tudo é seu, tudo é comum, no lugar em que você passa seu dia todo, estudando, jogando, etc...?
Quem aqui já teve uma fase de medo, sabe que o quarto pode ser o melhor refugio e o pior lugar para se estar...AO MESMO TEMPO!!
Todo esse blablabla é para dizer que, o medo real surge no momento em que você menos espera, do lugar que deveria ser seu lugar ideal. Um pai abusivo, um professor aterrorizante, um cachorro que deveria ser deu melhor amigo e de repente começa rosnar para você. Isso ASSUSTA pra caralho.
É o que King faz. O drama mexicano por traz dos livros de King são o embalo que nos leva a dormir, para que ele possa praticar o ato de nos impor um pesadelo horrível. Em Needfull Things, nós temos duas mães que se detestam, fazem fofoca uma da outra e são bem invejosas...tipo, TODAS as mães do mundo. Mas um dia elas se estranham por um motivo qualquer e ENFIAM A FACA uma na outra. Tipo, as duas se pegam na rua, na frente de um monte de gente e SE MATAM. Isso é um choque no leitor, não por que as mulheres se mataram, mas por que elas deixaram os filhos para trás (por causa de uma foto ou um óculos do Elis Presley, não lembro bem)...enfim...os dramas mexicanos são tão parte da nossa vida que nós acabamos não dando o devido valor à eles.
Se eu for me perguntar por que eu gosto dos textos do King, acho que a resposta está justamente ai, no drama mexicano. Tipo, o Dean Koontz, um escritor de terror de merda, escreveu um livro sobre uma casa automatizada que quer ter um filho com a proprietária. Eu nem li o livro todo, mas a casa ESTUPRA a moça...porra, velho, uma casa (que nem é mal assombrada) estupra uma mulher! Onde está o medo nisso?
Por outro lado, em A Coisa, nós temos a Bev, uma ruivinha bonita de 10 anos que é espancada pelo pai. Em nenhuma parte do livro SK deixa claro que o pai quer abusar da filha, mas o leitor consegue entender duas coisas: que os espancamentos são um tipo de alivio sexual do pai, e que A MÃE SABE DISSO e deixa os dois sozinhos em casa. Isso é drama mexicano. E isso é terror. Ainda em A Coisa (um livro muito, muito bom) nós podemos ver um monstro de verdade, que come crianças e tudo, mas me perguntem se alguma vez eu me assustei com o monstro? Não! Eu sabia que o monstro ia atrás das crianças, mas não sabia que iam bater em um moleque por que ele era negro, ou que um dos meninos ia matar o irmãozinho sufocado por ciúmes. Eu nunca tive medo que o monstro pegasse alguém do clube dos perdedores (os meninos heróis do livro), mas tive medo que os meninos malvados e maiores fizessem isso.
Enfim, quando alguma coisa é escondida, oculta da vista, sonegada aos outros (de novo de O Estranho) e vem a luz...bem, ai sim podemos dizer que isso é terror, que isso nos assusta, que isso mexeu com a gente.
É o mesmo caso dos serial killers. Sabe por que somos tão fascinados por eles? Sim, as histórias são grotescas, os assassinatos e tal, mas é a infância deles que prendem nossa atenção. Podia ser a nossa infância.
Respondido?

Crônicas de Gelo e Fogo.


Fui muito resistente em começar ler As crônicas de Gelo e Fogo, também conhecido, devido ao excelente seriado da HBO como Game of Thrones.
Na verdade, não queria ler os livros por achar que o seriado estava de bom tamanho, eu, a pessoa que NUNCA troca um livro pelo filme.
Várias pessoas me recomendaram começar ler as crônicas do escritor George R.R. Martin e minha reação era sempre a mesma...”quando tiver tempo”.
Eis que as sagradas férias de fim de ano chegaram e eu deixei um monte de livros importantes de lado para ler essa história medieval sobre vários clãs tentando se infiltrar no poder dos Sete Reinos. Estou no começo do terceiro livro e deixei de comer, dormir e me banhar nas águas quentes dos bosques sagrados (sim, um certo exagero aqui) para curtir a história.
Ainda não tive saco para entrar nos fóruns na internet para descobrir o que andam dizendo sobre essa história, e estou um pouco atrasada em relação aos fãs da série, já que o 5º livro acabou de ser lançado e o 4º já chegou ao Brasil, pelo menos em inglês...massssssss, estou muito impressionada com TUDO o que o livro traz.
Quando era mais nova, uns 10 anos atrás, li uma coleção de um historiador que escreveu sobre os reinos da Inglaterra e França como se as histórias fossem romances (não lembro nome do puto agora). Passei a conhecer Ricardo, Coração de Leão, João (esqueci o titulo, mas era um rei bem malvado), os reis Felipes da França e todas as adoráveis rainhas e cortesãs.
Me impressionavam as histórias das sucessões reais, das intrigas entre religião e política, das histórias de alcova, linhagens e afins. Também passei a entender um pouco melhor as Cruzadas, de uma maneira bem diferente das aulas de história (nada como nomes e rostos e sangue para fazer com que as coisas se fixem na nossa mente).
Quando comecei ler as crônicas de Martin, me surpreendi com a forma como a HBO tinha tratado bem os livros. A série é muito fiel em todos os aspectos, sem fugir nunca do que está no livro. Claro que existem mais putas peladas na série televisiva, mas a audiência clama por isso.  Conversando com um amigo que também está lendo os livros, comecei pensar nas comparações toscas que outras pessoas fizeram dessa série com outros textos.
Claro que não poderiam deixar de cair nO Senhor dos Anéis.
Afinal de contas, a história de Martin é considerada uma história de fantasia. Tem DRAGÕES nela!!!
Mas eu não acho que As Crônicas de Gelo e Fogo têm semelhança com O Senhor dos Anéis. A Guerra dos Tronos é uma história sobre guerras e política. Sobre estratégias e espionagem. Sobre honra e amadurecimento. Uma história de como meninos se tornam homens, e como uns podem enganar os outros, ou serem enganados. É um texto admirável.
Símbolos de algumas casas do reino
Antes de ler o primeiro livro da série, esperava uma história mediana e fácil. Qual não foi a minha surpresa ao me deparar com um autor capaz de dar vida a pelo menos 100 personagens atuantes no texto de desenvolver TODOS eles de uma forma fenomenal? Cada personagem de Martin tem uma história, uma personalidade e interesses próprios. Todos os nobres são ligados uns aos outros por nascimento, casamento, vassalagem ou interesses comuns. Cada um deles tem um papel importante na trama (e é isso que as Crônicas são, uma grande trama de relações, passados e joguetes) e todos são essenciais.
Martin resolveu adotar pontos de vista de vários personagens, contando suas histórias em capítulos com os seus nomes, o que dá uma certa segurança ao leitor, para que o pobre não se perca nesse mar de nomes. Além das ligações entre as personagens, com o tempo aparecem as outras, como o cavalheiro exilado que é filho de um dos mestres da muralha que protegem o reino, ou os primos de uma certa rainha que prestam vassalagem ao inimigo do rei. Eu tiro o chapéu para Martin por conseguir colocar tudo isso em uma história fácil de entender e com todas as tramas extremamente bem amarradas que não permitem nenhum fio solto entre elas.
E o melhor. NENHUM dos personagens de Martin é óbvio. O leitor nunca sabe o que qualquer um deles é capaz de fazer a seguir. Eles são os Sacos de Ossos, os humanos de papel, mas são tão surpreendentes que eu, a leitora do terceiro livro, ainda não consegui estar a frente do escritor uma única vez.
Por fim tenho que dizer que, há muitos anos, um livro não me surpreendia assim. E embora eu considere As Crônicas de Gelo e Fogo uma saga épica não fantástica, é fantástico como um texto pode ser tão mágico com tão pouca magia dentro dele. 

Em tempo: falarei sobre alguns personagens específicos em um post mais adiante

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Um Tira da Pesada




Nesse final de semana juntamos, uns amigos e eu, para celebrar a beleza cinematográfica dos anos 80 (vide sessão da tarde).
Fiquei lembrando a época perfeita em que eu podia comer o que quisesse sem me preocupar se ia caber na roupa, que eu não sabia o que era ter contas a pagar e que deitar na frente da TV para assistir filmes era um ritual diário.
Eram mais ou menos 40 filmes que se repetiam intermitentemente nas tardes do plim plim. Claro que o mais clássico de todos os clássicos foi A lagoa azul (que eu gostaria de dizer que, como todos os outros seres racionais do mundo, eu odiava) que agora vai, sim, ganhar um remake. Espero então que o filme saia no começo de 2013 e que o mundo acabe em 2012. Só.
Mas alguns filmes dessa época são ouro puro. Vide Goonies e Deu a louca nos monstros. Bom, os dois são sobre crianças vivendo aventuras para lá da imaginação. Para uma mente fértil como a minha, acho que esses filmes foram a porta de entrada para todo o tipo de loucura que absorvi desde então.
Enfim, estávamos decidindo entre muitos filmes legais, entre eles Te pego lá fora que está na minha lista de filmes para ver, e decidimos por Predador, com Arnold Schwarzenegger e Um tira da pesada com Eddie Murphy.
Eu gostava muito dos filmes do Eddie Murphy quando eu era criança. Achava tudo muito engraçado. Lembro de Um príncipe em Nova York e a cena em que ele vai à barbearia cortar o cabelo. E o mingau de aveia com sangue em O Rapto do Menino Dourado.
Infelizmente, em 1994, com O Tira da Pesada 3 Eddie Murphy cai no limbo, pelo menos pra mim.
Bom, mas voltando ao primeiro filme, as cenas são de gargalhar.  A ideia de ver os filmes foi por um post no Facebook com um vídeo de Axel Folley com Serge. Serge é o vendedor de uma galeria de arte, e aparece no primeiro filme só como mais um alivio cômico. Mas a cena é hilária. Serge volta nas sequências, como um vendedor de armas.  
A cena é essa:



O mais legal do filme é a maneira como Folley consegue levar todo mundo na conversa e fazer piadas até quando está com uma arma na cabeça. Uma das melhores cenas é quando ele se passa por um inspetor da alfândega e pergunta para o chefe da segurança como “um criolo como eu, vestido desse jeito, consegue entrar aqui à essa hora da noite” e “ esse posto da alfândega é o mais inseguro que eu já vi no país, exceto por Cleveland (?)”.
Assistam, e dublado, como fizemos.


Em tempo e essa é surpresa pra mim...esse filme concorreu ao Oscar de melhor roteiro original!

Bag of Bones (Minissérie)



Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Stephen King (aqui os críticos podem dar risadinhas e perguntar do que diabo estou falando em relacionar SK com coisa boa, mas eu gosto, então dá licença que o blog é meu).
Não é segredo para ninguém que eu adoro o SK. Além das muitas horas me divertido com as histórias, filmes e entrevistas do escritor, usei alguns trabalhos dele na minha monografia e fiz muitos amigos virtuais com o mesmo gosto que eu.
Os críticos metem o pau no homem, e durante um tempinho também tive um pouco de receio de me declarar fã do mestre, já que cursei o erudito curso de Letras, mas hoje eu quero que se foda e declaro: adoro os livros do cara.
Não todos, claro. Quem gosta de Pet Sematary (não a música do Ramones, gente) pode morrer agora que não será lamentado.
Falar em Pet Sematery, Cemitério Maldito, me faz pensar em uma das coisas que não gosto do SK (e que nem é culpa dele) que são as adaptações televisivas. Tipo, terminaram de estragar Cemitério Maldito com o filme. E temos outros exemplos, como a primeira versão d’O Iluminado e O Aprendiz. Por outro lado, temos adaptações mais que excelentes, como Um sonho de Liberdade, À espera de um Milagre, Carrie e The Mist (essa última, uma surpresa geral).
Além disso, temos as mini séries baseadas na obra do mestre, como O Iluminado (que, diferente do filme do Kubric, foi muito fiel ao livro), Dança da Morte, que ficou ótima e essa nova, Bag of Bones.
É sobre ela que quero falar.
Quando li Saco de Ossos pela primeira vez, não gostei muito. Achei o livro um pouco idiota e forçado. Li uma segunda vez uns dois anos depois e peguei algumas coisinhas que tinha deixado passar na primeira leitura. Saco de Ossos é um livro sobre uma maldição familiar. Sobre como algo ruim pode refletir no futuro de outras pessoas. E em como as pessoas podem ser cruéis. É a história de um grupo que comete um ato de maldade impensado e tem suas gerações futuras amaldiçoadas. É sobre toda uma cidade que guarda um segredo terrível. É sobre crianças assassinadas e sendo chamadas de putinhas.
No fim das contas, o livro me conquistou. Pude sentir o sofrimento real de um homem que amou uma mulher, mas não deu a atenção devida a ela enquanto ela estava viva. A dor de um homem que não sabia se tinha sido traído ou não. A adaptação desse homem a uma vida nova. E conheci, claro, mais uma casa mal assombrada.
Adoro casas mal assombradas, e essa, no lago Dark Score é o máximo. Nós temos uma cabeça de alce empalhada, imãs de geladeira que se mexem e corujas para espantar os maus espíritos.
E ai fizeram uma minissérie em dois capitulo. E fodeu com tudo.
Primeiramente, sempre pensei no Noonan (personagem principal) como um Nice Guy. Um cara limpo, bonito, mas comum. Deram o papel para o Pierce Brosnan que, me desculpem os fãs (se é que ele os tem) um ator de filme pornô aposentado. O cara não sabe interpretar. Ele é chato. Envelheceu mal. E não sabe interpretar (falei duas vezes?).
A história ficou confusa. Não deu medo. Não estava fiel ao livro em pontos que não tinham por que ser mudados. No livro, o personagem principal era o lago, que quase não aparece na série. As interpretações dos personagens (cem exceção de Mattie e Jo) foram tão caricatos que deu vontade de chorar. Grande legado cinematográfico esse!
Realmente, foram as três horas mais mal gastas do meu ano de 2012 (excetuando Nikita, Chalie’s Angels...(porra, quanta porcaria é feita hoje em dia!).
Só escrevo para dizer para você, Leitor Fiel, vá ler o livro!!!

sábado, 17 de dezembro de 2011

Planeta dos Macacos - A Origem


Há muito tempo que eu não ficava impressionada com um filme como fiquei com esse.  Sou do tipo que está sempre brigando com as pessoas pelos significados ocultos que elas acham em qualquer coisa. Tipo “os zumbis são a representação do socialismo” ou “a vertente desse quadrinho é claramente marxista”. Fuck all of you.
Mas claro que existe o outro lado disso, as ficções que são feitas para representar a realidade, e por que não fazer isso com macacos falantes?
Assisti o primeiro remake de Planeta dos Macacos uns anos atrás e gostei, era uma historia interessante, com os papeis invertidos. Os humanos eram os alienígenas em um planeta, e os macacos a representação do que os humanos são.
Nesse novo filme, as coisas são bem mais interessantes. A história se passa na Terra, nos nossos dias atuais. Vemos como uma grande corporação só visa os lucros. A primeira cena é uma caçada na África. Os macacos são capturados para serem usados em um laboratório de experimentos.
Planeta dos macacos é um filme sobre revolução, que vem a calhar no momento histórico que estamos vivendo, vide Europa, Egito...
Fiquei muito impressionada com tudo que o filme faz com nossa cabeça, e mexe com nossos sentimentos. Nos identificamos com o macaco (Ceasar) desde a primeira cena. A mãe dele foi morta pelos humanos, ele está condenado a morte mais é salvo por um cientista de bom coração. Mas Ceasar não é mais um símio comum, ele herdou da mãe, geneticamente, a inteligência à que ela foi induzida durante os experimentos no laboratório. Ceasar é a representação de como nós devemos seguir as normas impostas por outros. Ele usa o banheiro, como um humano, e tem permissão de andar pela casa, mas não de sair nas ruas. Ele tem seu quarto em um sótão, em que pode ver pela janela as crianças brincando. E ele se pergunta por que não pode estar lá com elas.
Enquanto Ceasar está obedecendo as ordens, ele tem uma vida tranqüila, mas quando resolve sair de casa, é espancado por um vizinho. Ele só queria brincar!!
No fim das contas Ceasar extrapola regras sociais e vai para um abrigo de macacos. Ele é tratado como lixo (pelo Draco Malfoy – weird) e humilhado por humanos e outros macacos.
Então ele se rebela.
As cenas do filme são incríveis. Alguns panoramas de São Francisco, com os macacos invadindo a Golden Gate...totally worth.
Esse é um filme que ultrapassa a diversão. Poderia falar dele em um post imenso, mas não é um filme para ser descrito, e sim para ser visto.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Please, don't kill the dog (Cowboys & Aliens)


Se eu fosse ganhar uma moeda cada vez que alguém me disse que eu não sou normal, eu tinha conseguido comprar o Box original com extras do The Lord of the Rings com o dinheiro do porquinho.  Meu namorado é mais doce e diz que eu tenho a mente perturbada. Alguns dizem que sou louca...e talvez eu seja. Mas eu fiquei um pouco pensativa esse final de semana com os filmes que eu vi. 
O que você acha de um filme com o 007, o Indiana Jones e alguns Et’s?
Assistiu Cowboys & Aliens? Assista.
O filme é basicamente sobre...bem, sobre Cowboys versus Aliens. E é uma coleção de clichês. Tem TODOS que possam existir (talvez eu esteja exagerando, mas...).
É a história de um pequeno vilarejo do velho oeste que é atacado por máquinas voadoras vindas do espaço. Temos o sallon, o fazendeiro que manda na cidade, o cara procurado (que não lembra quem é e carrega um bracelete alienígena à lá Ben 10), uma mulher lutadora, um menino, um cachorro, um cara que não sabe atirar, e índios.
No final, o cara que não sabe atirar atira. Clichê número 1, check.
Todo lugar tem isso, né?
Nunca vi um filme ou seriado em que o cara que não sabe atirar morre por causa disso. No final, ele, miraculosamente, acerta a cabeça de alguma coisa. Um alvo bem pequenininho, e de preferência, de bem longe. Pelo menos, nesse caso, o cara usa uma espingarda...(amo espingardas) (sim, pode ter alguma coisa com minha condição feminina, inveja do pênis e tal)(sim, tenho inveja do pênis, queria fazer xixi em pé)
O cara mal se torna bonzinho em prol de um bem maior (matar Et’s). Esse é o Harrison Ford, um homem para quem eu vou pagar pau, ever. Ele está velho, faz um personagem ranzinza e eu ainda olho para ele e vejo o Indi. No filme, Ford começa um tanto quanto mal, e temos a clássica cena de um homem sendo castigado amarrado entre dois cavalos. Cortar homens no meio assim é uma das coisas mais bizarras e criativas que eu já vi  =]

Daniel Craig faz o mocinho. Primeira coisa sobre ele nesse filme: a calça que ele usa, realça muito a bunda...sério. Qualquer um nota. Depois temos o peitoral...(abana), e ele tem o bracelete do Ben 10. A história ele é um bandido procurado que perde a memória após ser raptado pelos Et’s e volta com esse bracelete, que é uma arma alienígena que ele pode usar para ataca. Ele também atira bem, é corajoso e em uma das últimas cenas descobrimos que a arma dele tem, aparentemente, um estoque inesgotável de balas. Clichê, clichê, clichê. 
Nice Ass, Mister



Temos também dois clichês de morte. Uma com discurso, quando o “filho adotivo índio” de Ford (no me lembro do nome dos personagens) diz que ele é o pai que ele queria ter tido, e blah blah, blah. E quando um dos alienígenas morre, bem no finalzinho, e dá aquele susto final antes de ir para o limbo ou seja lá para onde eles vão quando morrem...
Temos o garoto, que está a procura do avô que foi raptado, e recebe uma faca para “proteger-se” e acaba matando um dos aliens com ela, e temos um cachorro, e minha preocupação maior, durante todo o filme, foi que o Border Collie não morresse. O nome do cão é cão.
Sacanagem quando os animais morrem nos filmes, e nesse temos uma cota de cavalos assassinados.  Não acho isso legal. Matem as crianças, as mulheres, matem as formiguinhas, mas por favor, não os animais. Se for matar animais, que sejam os gatos.
Ah, ia esquecendo da gostosa. Nesse caso, não apareceu nem um pedacinho de pele dela. É a Thirteen do Dr. House, e SPOILER, ela é um ET de uma raça dizimada. Bom, não entendi bem o papel dela ali, mas tínhamos que ter uma moça bonita para justificar Hollywood.
E temos os ET’s, claro. Muito bem feitos, muito interessantes...mas não se faz mais ET’s como antigamente.  Preferi os de Sinais. (claro, ISSO foi uma piada).
Li um blogueiro americano falando que a continuação vai se chamar Things & Stuff...(AHHUAHHUAHUA)
Bom, no final, o filme é bem divertidinho, e vale a hora e meia que perdemos nele...
É isso.