quinta-feira, 12 de maio de 2011

Supernatural


Supernatural conta a história de dois irmãos que são caçadores de monstros e afins, que são jogados no meio da batalha Apocalíptica e vão destruindo o sobrenatural pelo caminho.


Quem é louco por seriados, como eu, não se contenta só em assistir a série, mas também quer saber quando os novos episódios serão levados ao ar, qual é a possibilidade de cancelamento e o  que o ator preferido fazia antes de ser o seu atual personagem favorito.
Adoro seriados, e assisto vários, como já postei aqui, mas tenho um xodó especial por umq eu nem está mais tão bom assim, mas que eu amei cada um dos episódios e sinto até calafrios quando ouço dizer que ele pode ser cancelado.
Supernatural.

Comecei assistir Supernatural no comecinho da série e sempre gostei bastante das lendas urbanas apresentadas nas duas primeiras temporadas. Muitas histórias lembravam coisas que eu tinha visto em outros lugares, até mesmo na “vida real”, mas o legal da série são as referências que existem com outras histórias por aí.
Um dos episódios que mais me meteu medo foi Bloody Mary, típica história da loira no banheiro, com uns efeitos especiais que fizeram minha alegria. Nesse episódio uma ‘moça’ aparecia no espelho depois de você dizer “Bloody Mary” três vezes no espelho...e um monte de babacas fizeram isso durante o episódio, mesmo de depois de mortes estranhas começarem acontecer na cidadezinha...enfim.







Outro episódio muito legal é sobre o Wendigo, um mito indígena americano explorado anteriormente em alguns textos do Stephen King,  principalmente do Cemitério Maldito que é um livro sobre mitos americanos e famílias suburbanas (além de ser um dos únicos livros do Mestre que eu acho uma porcaria). O wendigo de supernatural tem uma aparência aterradora e uma história triste, com traços de canibalismo, mas um dia ainda escreverei sobre canibalismo aqui.







Não vou me estender, mas nós tivemos o asilo abandonado, o homem gancho #olhosbrilham, e um que eu particularmente ADORO, o Espantalho...(a única coisa com aparência humana que é mais assustadora que um palhaço, é um espantalho). O episódio sobre o espantalho é assustador. Em uma cidadezinha próspera TODOS os habitantes se reúnem e servem um casal por ano ao espantalho assassino para continuar com sua pseudo prosperidade.  Ambém é esse o episodio onde aparece a Meg e os demônios entram em cena...


Hoje não fico mais tão ansiosa para ver os episódios, já que depois de seis temporadas, a coisa meio que cai numa rotina, mas ainda tiro o chapéu para algumas exceções, como o episódio em que os irmãos winchester voltam repetidamente no tempo e um morre sempre, sem  lembrar de nada, enquanto o outro se lembra de tudo e tenta salvá-lo (não lembro qual faz o que), o episódio em branco e preto, como homenagem ao Bela Lugosi e um mais recente, que Dean e Sam são mandados para um mundo paralelo onde Supernatural é um seriado e eles são atores interpretando...Dean e Sam.







sexta-feira, 1 de abril de 2011

O segredo do xixi em Grupo!



O grande segredo de toda a mulher, com relação aos banheiros é que quando pequena, quem a levava ao banheiro era sua mãe. Ela ensinava a limpar o assento com papel higiênico e cuidadosamente colocava tiras de papel no perímetro do vaso e instruía:
“Nunca, nunca sente em um banheiro público”

E, em seguida, mostrava “a posição”, que consiste em se equilibrar sobre o vaso numa posição de sentar, sem que o corpo, no entanto, entre em contato com o vaso.
“A Posição” é uma das primeiras lições de vida de uma menina, super importante e necessária, e irá nos acompanhar por toda a vida. No entanto, ainda hoje, em nossa vida adulta, “a posição” é dolorosamente difícil de manter quando a bexiga está quase estourando.
Quando você TEM que ir ao banheiro público, você encontra uma fila de mulheres, que faz você pensar que o Bradd Pitt deve estar lá dentro. Você se resigna e espera, sorrindo para as outras mulheres que também estão com braços e pernas cruzados na posição oficial de “estou me mijando”.

Finalmente chega a sua vez, isso, se não entrar a típica mamãe com a menina que não pode mais se segurar.
Você, então verifica cada cubículo por debaixo da porta para ver se há pernas.
Todos estão ocupados.
Finalmente, um se abre e você se lança em sua direção quase puxando a pessoa que está saindo.
Você entra e percebe que o trinco não funciona (nunca funciona); não importa… Você pendura a bolsa no gancho que há na porta e se não há gancho (quase nunca há gancho), você inspeciona a área… O chão está cheio de líquidos não identificados e você não se atreve a deixar a bolsa ali, então você a pendura no pescoço enquanto observa como ela balança sob o teu corpo, sem contar que você é quase decapitada pela alça porque a bolsa está cheia de bugigangas que você foi enfiando lá dentro, a maioria das quais você não usa, mas que você guarda porque nunca se sabe…
Mas, voltando à porta…
Como não tinha trinco, a única opção é segurá-la com uma mão, enquanto, com a outra, abaixa a calcinha com um puxão e se coloca “na posição”.
Alívio… Ahhhhh… Finalmente…
Aí é quando os teus músculos começam a tremer…
Porque você está suspensa no ar, com as pernas flexionadas e a calcinha cortando a circulação das pernas, o braço fazendo força contra a porta e uma bolsa de 5 kg pendurada no pescoço.
Você adoraria sentar, mas não teve tempo de limpar o assento nem de cobrir o vaso com papel higiênico. No fundo, você acredita que nada vai acontecer, mas a voz de tua mãe ecoa na tua cabeça “jamais sente em um banheiro público!” e, assim, você mantém “a posição” com o tremor nas pernas…
E, por um erro de cálculo na distância, um jato finíssimo salpica na tua própria bunda e molha até tuas meias! Por sorte, não molha os sapatos. Adotar “a posição” requer grande concentração. Para tirar essa desgraça da cabeça, você procura o rolo de papel higiênico, maaassss, para variar, o rolo está vazio…! Então você pede aos céus para que, nos 5 kg de bugigangas que você carrega na bolsa, haja pelo menos um miserável lenço de papel. Mas, para procurar na bolsa, você tem que soltar a porta. Você pensa por um momento, mas não há opção…

E, assim que você solta a porta, alguém a empurra e você tem que freiá-la com um movimento rápido e brusco enquanto grita OCUPADOOOOOOOOOOO!
Aí, você considera que todas as mulheres esperando lá fora ouviram o recado e você pode soltar a porta sem medo, pois ninguém tentará abrí-la novamente (nisso, nós, as mulheres, nos respeitamos muito) e você pode procurar seu lenço sem angústia. Você gostaria de usar todos, mas quão valiosos são em casos similares e você guarda um, por via das dúvidas. Você então começa a contar os segundos que faltam para você sair dali, suando porque você está vestindo o casaco já que não há gancho na porta ou cabide para pendurá-lo. É incrível o calor que faz nestes lugares tão pequenos e nessa posição de força que parece que as coxas e panturrilhas vão explodir. Sem falar do soco que você levou da porta, a dor na nuca pela alça da bolsa, o suor que corre da testa, as pernas salpicadas.
A lembrança de sua mãe, que estaria morrendo de vergonha se a visse assim, porque sua bunda nunca tocou o vaso de um banheiro público, porque, francamente, “você não sabe que doenças você pode pegar ali”
…Você está exausta. Ao ficar de pé você não sente mais as pernas. Você acomoda a roupa rapidíssimo e tira a alça da bolsa por cima da cabeça! …
Você, então, vai à pia lavar as mãos. Está tudo cheio de água, então você não pode soltar a bolsa nem por um segundo. Você a pendura em um ombro, e não sabendo como funciona a torneira automática, você a toca até que consegue fazer sair um filete de água fresca e estende a mão em busca de sabão. Você se lava na posição de corcunda de notre dame para não deixar a bolsa escorregar para baixo do filete de água… O secador, você nem usa. É um traste inútil, então você seca as mãos na roupa porque nem pensar usar o último lenço de papel que sobrou na bolsa para isso.
Você então sai. Sorte se um pedaço de papel higiênico não tiver grudado no sapato e você sair arrastando-o, ou pior, a saia levantada, presa na meia-calça, que você teve que levantar à velocidade da luz, deixando tudo à mostra!
Nesse momento, você vê o seu amigo que entrou e saiu do banheiro masculino e ainda teve tempo de sobra para ler um livro enquanto esperava por você.
“Por que você demorou tanto?” pergunta o idiota.
Você se limita a responder
“A fila estava enorme”
E esta é a razão porque nós, as mulheres, vamos ao banheiro em grupo. Por solidariedade, já que uma segura a tua bolsa e o casaco, a outra segura a porta e assim fica muito mais simples e rápido já que você só tem que se concentrar em manter “a posição” e a dignidade.


Não é meu o texto, mas é muito bom

terça-feira, 29 de março de 2011

Sobre como da morte brota a vida – Rubem Alves




Texto de Rubem Alves publicado originalmente na Folha de S.Paulo
“E O CADÁVER que você plantou no seu jardim, já começou a brotar? Pode ser que cada sepultura seja um jardim!”
Sou antropófago. Devoro livros. Quem me ensinou foi Murilo Mendes: livros são feitos com a carne e o sangue dos que os escreveram. Os hábitos de antropófago determinam a maneira como escolho livros.
Só leio livros escritos com sangue. Depois que os devoro deixam de pertencer ao autor. São meus porque circulam na minha carne e no meu sangue.
É o caso do conto “O afogado mais bonito do mundo”, de Gabriel García Marquez. Ele escreveu. Eu li e devorei. Agora é meu. Eu o reconto.
É sobre uma vila de pescadores perdida em um nenhum lugar, o enfado misturado com o ar, cada novo dia já nascendo velho, as mesmas palavras ocas, os mesmos gestos vazios, os mesmos corpos opacos, a excitação do amor sendo algo de que ninguém mais se lembrava…
Aconteceu que, num dia como todos os outros, um menino viu uma forma estranha flutuando longe no mar. E ele gritou. Todos correram. Num lugar como aquele até uma forma estranha é motivo de festa. E ali ficaram na praia, olhando, esperando. Até que o mar, sem pressa, trouxe a coisa e a colocou na areia, para o desapontamento de todos: era um homem morto.
Todos os homens mortos são parecidos porque há apenas uma coisa a se fazer com eles: enterrar. E naquela vila o costume era que as mulheres preparassem os mortos para o sepultamento. Assim, carregaram o cadáver para uma casa, as mulheres dentro, os homens fora. E o silêncio era grande enquanto o limpavam das algas e liquens, mortalhas verdes do mar.
Mas, repentinamente, uma voz quebrou o silêncio. Uma mulher balbuciou: “Se ele tivesse vivido entre nós, ele teria de ter curvado a cabeça sempre ao entrar em nossas casas. Ele é muito alto…”.
Todas as mulheres, sérias e silenciosas, fizeram sim com a cabeça.
De novo o silêncio profundo, até que outra voz foi ouvida. Outra mulher… “Fico pensando em como teria sido a sua voz… Como o sussurro da brisa? Como o trovão das ondas? Será que ele conhecia aquela palavra secreta que, quando pronunciada, faz com que uma mulher apanhe uma flor e a coloque no cabelo?”
E elas sorriram e olharam umas para as outras.
De novo o silêncio. E, de novo, a voz de outra mulher… “Essas mãos… Como são grandes! Que será que fizeram? Brincaram com crianças? Navegaram mares? Travaram batalhas? Construíram casas? Essas mãos: será que elas sabiam deslizar sobre o rosto de uma mulher, será que elas sabiam abraçar e acariciar o seu corpo?”
Aí todas elas riram que riram, suas faces vermelhas, e se surpreenderam ao perceber que o enterro estava se transformando numa ressurreição: um movimento nas suas carnes, sonhos esquecidos, que pensavam mortos, retornavam, cinzas virando fogo, desejos proibidos aparecendo na superfície de sua pele, os corpos vivos de novo e os rostos opacos brilhando com a luz da alegria.
Os maridos, de fora, observavam o que estava acontecendo e ficaram com ciúmes do afogado, ao perceberem que um morto tinha um poder que eles mesmos não tinham mais. E pensaram nos sonhos que nunca haviam tido, nos poemas que nunca haviam escrito, nos mares que nunca tinham navegado, nas mulheres que nunca haviam desejado.
A estória termina dizendo que finalmente enterraram o morto. Mas a aldeia nunca mais foi a mesma…
Depois dos terremotos e tsunamis nosso mundo nunca mais será o mesmo…

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Livros só mudam pessoas.


Li uma frase hoje, que me fez pensar.
É a frase do título aí em cima.
Acho que, se sou quem sou hoje, muito se deve aos livros que li. E ao hábito de ler.
Por muito tempo a leitura foi usada por mim como escape de coisas que não estavam de acordo com o que eu queria. Creio que até hoje deixo uns livrinhos fáceis na prateleira para ler em momentos em que estou triste ou deprimida. Com o tempo, claro, surgiu a curiosidade de conhecer mais sobre aqueles lugares em que as histórias se passavam, depois sobre as épocas em que as coisas aconteciam, depois sobre...bem, por aí vai.
O hábito da leitura me mudou, de uma maneira positiva.  Claro que, para as coisas aconteceram, temos que fazê-las acontecer, mas a escolha da minha graduação foi muito influenciada pelo meu gosto por livros.
Melhor ainda que ler, é poder discutir essa leitura. (Thanks internet...you gimme fóruns!!).
Quando começamos falar de livros, de histórias, acabando discutindo e repensando coisas importantes, como sentimentos, intenções e a própria alma daquela obra.
Meu amigo, orientador e mestre (=]) Cido passou me a ideia de que a um livro de torna uma “entidade autônoma” quando o criador põe nele um ponto final.
Nós interpretamos os livros, como interpretamos pessoas. Uma história pode ser boa porque nos identificamos com ela, ou pode ser nojenta, dependendo do momento que estamos passando. Um livro que nos causa repulsa pode ser um bom livro, afinal, ele mexeu com nossos sentimentos.  Livros são como pessoas...nós não vemos o que realmente está lá, mas aquilo que queremos ver. Cada vez que abandonamos um livro (LIVRO!!Não LIXO) ele mexeu conosco. Cada vez que choramos com uma personagem é porque sentimos o sofrimento dela. A personagem se torna real naquele momento. Ela é você. Você é o livro.
Existem livros, personagens, histórias, escritores (de verdadinha, não “escritores”) que você ama, ou odeia. Existem livros que te deixam deprimido. Existem histórias que te fazem pensar, personagens por quem você se apaixona ( e fica triste quando percebe que o livro está acabando)...existem livros que te prendem e te fazem mudar a maneira de pensar...sua visão do mundo pode mudar a partir de certos textos.
 Infelizmente hoje não leio como antes (por isso estou aprendendo selecionar), mas o ato de pegar um livro e abri-lo te faz passar por experiências únicas. Por isso eu recomendo...faça de um livro seu amigo.
=]